quarta-feira, 11 de maio de 2016

Renato Sanches

  
 
   Sonho com o dia em que o Benfica consiga manter os seus melhores jogadores por períodos longos. Só assim poderá bater-se, com pretensões, com os colossos europeus e aspirar à vitória na liga maior. Por isso é sempre dececionante assistir à saída de jogadores como Renato Sanches. O fascínio do Benfica reside na sua competitividade desportiva; uma mistura eficaz de alegria, coragem, arte e lealdade, só possível com jogadores de craveira técnica e humana especiais. Conciliar este propósito com o crescimento económico sustentado, num setor tão atribulado e volátil como o do futebol,  num país de exíguo mercado e em crise permanente, é tarefa ao alcance de muito poucos. Resignemo-nos, pois...por agora.
 
  Os valores da transação referidos na comunicação social, são fantásticos para o mercado nacional, tendo em conta que se trata de um atleta, há bem poucos meses, quase desconhecido no panorama futebolístico lusitano. Mérito total de Filipe Vieira, da estrutura do Seixal, de Rui Vitória, e, claro, do jogador. Obviamente que tal sucesso não é obra do acaso, mas fruto de uma estratégia delineada há muito, implementada paulatinamente, que custou uma guerra "feroz" com o anterior treinador e que abanou o clube de alto a baixo.
 
   Quanto a mim Renato necessita ainda de amadurecer, melhorando a leitura de jogo e o posicionamento, gerindo com maior eficácia as fases de rotura ofensiva e controlando a impetuosidade. Far-lhe-ia bem permanecer mais dois ou três anos no clube. No entanto, receio que, se cá permanecesse, tendo em conta o ódio que os rivais do Benfica destilam quase diariamente  contra si, correria o risco de lhe suceder o mesmo que ao Mantorras, e, mais recentemente, ao Luisão; ao próximo confronto com os de Alvalade, seria prendado com uma "pantufada" que o arredaria dos relvados por largos meses ou ficaria mesmo com a carreira arruinada. A memória de Eusébio está ainda demasiado fresca, e no CD da FPF tem havido excessiva condescendência para com as agressões perpetradas pelos jogadores do Sporting nos relvados, que parecem dispostos a tudo para ganhar.
 
   O meio-campo do Benfica constitui, quanto a mim, o setor onde há maior potencial de valorização competitiva. Investir a verba da transferência na melhoria da equipa e na redução do passivo, tipo meio por meio, era o que eu recomendaria à Direção do clube.
 
   Fica agora demonstrada que a primordial razão de divergência da Direção do Benfica com Jorge Jesus residiu na relutância que este reiteradamente demonstrou em apostar nos jovens da formação do clube. O caso de Bernardo Silva ainda está "atravessado" no "goto" dos adeptos encarnados que, há anos, ansiavam por disfrutar do perfume do seu futebol e convicto benfiquismo. Uma venda precoce que resultou na subvalorização do jogador com prejuízos para este e para o clube. Dez milhões? Quinze milhões? Vinte milhões? Não sabemos. Mas sabemos o que Jorge Jesus lhe disse; que tinha n jogadores à frente (julgo que sete).
 
PS: Tem sido escandalosa a atuação do CD da FPF, num  padrão de proteção incondicional aos desmandos de dirigentes, técnicos e jogadores do Sporting - casos Slimani, Teo Rodriguez (salvo o erro), futsal (final da supertaça ganha pelo Benfica), jogo com o Tondela em Alvalade - e de perseguição ao Benfica nas modalidades; futsal (perda de três pontos) , equipa B (fustigada com péssimas arbitragens) e agora os "pobres" dos Juniores, sobre os quais pende a ameaça de perda de três pontos. É demais e não dá para atribuir às contingências da época. Há algo errado na atual FPF e é necessário saber o quê e porquê. Findo o campeonato nacional de futebol sénior, há que dar um "murro na mesa" e chamar os bois, salvo seja, pelos nomes.  Ou têm medo dos dirigentes de Alvalade ou são seus cúmplices. É o que me parece.

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