domingo, 12 de abril de 2015

O seguinte, ff!

   Digo já que não estou satisfeito; ficaram quatro golos por marcar e não devíamos ter sofrido o "golo de honra" da briosa. Com as substituições a equipa perdeu concentração tática abrindo espaços ao adversário, que, sabendo jogar, aproveitou. E isso não pode acontecer, pois noutro contexto poderia ser fatal. Tal foi o caso do Paços e dos Arcos.
 
   Fora isto, efetivamente, até aos 4-0 foi um festival de bom futebol, remetendo para o fascínio da 1ª época de Jesus no Benfica. O campo todo por nossa conta, bola a rolar ao 1º, 2º toque e a alta velocidade, todos os jogadores em movimento, cruzamentos bem medidos e decisão tecnicamente superior na finalização! Um espetáculo!
 
   Isto na fase ofensiva, que parecia contínua, porque, quando a equipa perdia a bola, era um regalo ver todos os atacantes a descer no terreno para as marcações  até à recuperação da bola! Fantástico!, com Gaitan em grande destaque.
 
   Gostei de Almeida a defesa esquerdo, julgo que foi dele o soberbo cruzamento para o 2º golo (até final do jogo não voltámos a fazer um cruzamento decente!), Jardel surge com agradável frequência na finalização, desta feita abrindo o marcador num excelente cabeceamento a finalizar mais um soberbo cruzamento de Pizzi, Gaitan esteve fabuloso a defender e a atacar, Jonas foi mortífero, Lima molhou a sopa numa GP muito bem assinalada e marcada, Sálvio esteve muito marcado e por isso não foi tão exuberante como habitualmente, Samaris, Pizzi, tiveram oportunidade de mostrar a sua boa meia-distância, Luisão, Máxi, enfim, todos estiveram bem. Regresso auspicioso para Fejsa, com um golo pleno de determinação. Pena que Jonathan não tenha disfrutado de mais alguns minutos para mostrar o que sabe..que parece ser muito. César teve trabalho ingrato; não teve culpa no lance do golo, uma excelente  execução do Rafael Gomes.
 
   Mas. volto a dizer; não devíamos ter sofrido o golo e devíamos ter marcado mais quatro.
 
   A equipa da Académica tem futebol, mas os seus jogadores não atinaram com a montanha-russa dos encarnados. Nem sequer conseguiam dar pau porque quando alcançavam o adversário, a bola já estava noutro lado. Foi comovente ver a emoção de Rafael Gomes após o tento. Compreendo-o e respeito. José Viterbo, que por sinal está a fazer um excelente trabalho, ainda teve presença de espírito para alinhavar umas desculpas patetas.
 
   Da equipa de arbitragem, julgo que nada de relevante há a dizer; notei um fora-de-jogo mal tirado a Lima já na 2ª parte. O penálti não tem discussão.
 
   O estádio esteve fantástico

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