quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Braga-Benfica (0-0/3-2P)

Foi um jogo equilibrado entre duas boas equipas. A vitória foi para quem mais a quis, por isso assenta bem ao Braga, que fez um bom jogo. As grandes penalidades são uma lotaria mas, tal como diz José Augusto, refletem a confiança e o querer da equipa, atributos que não faltaram ao vencedor.
 
O Benfica apresentou-se com alterações significativas, dada a necessidade de recuperação de alguns jogadores nucleares por um lado - Garay, Maxi, Matic, Lima, Sálvio e Ola John - e a de dar minutos de jogo a outros - André Almeida, Jardel, Roderick, Carlos Martins e Urreta - no entanto, o modelo de jogo manteve-se quase inalterado...quase! Alas bem abertas mas pouco eficazes, dada a excelente marcação contrária - ainda assim Urreta efetuou um cruzamento excecional, já na 2ª parte, que Martins (salvo erro) cabeceou à figura de Quim. Uma pena! 
 
O nosso meio-campo esteve quase sempre em inferioridade numérica - O Braga tinha 5, 6 ou 7 elementos muito ativos na marcação global, com as linhas muito próximas, dificultando a recuperação e, sobretudo, a construção -, Martins, mais preocupado em recuperar e controlar, não conseguiu construir, Roderick apesar de esforçado, não tem rotina da posição; não basta recuperar, é necessário transportar e lançar.
 
O Braga fazia pressão alta com uma marcação de grande proximidade, metendo sempre vários elementos na disputa da bola graças à disposição compacta; bem abertos nas laterais, com excelente dinâmica e profundidade, recuando em bloco até próximo da sua área, sempre que o Benfica atacava organizadamente.
 
Apesar disso, coube ao Benfica a grande oportunidade da primeira parte, num excelente remate de Rodrigo à trave, finalizando uma excelente movimentação coletiva - esteve muito bem Quim a fazer a mancha. Também o Braga teve uma excelente poli-oportunidade desfeiteada sucessivamente pelo Artur, o qual, de resto, esteve muito bem. Bem assinalado o fora de jogo a Cardozo e mal assinalado ao Urreta que ficaria isolado na cara de Quim! Esteve mal Marco Ferreira!
 
O Braga reentrou com grande intensidade procurando o golo que não aconteceu, mais por mérito da defensiva do Benfica. A entrada de Enzo e de Aimar restabeleceu o equilíbrio ao meio-campo induzindo maiores dificuldades aos bracarenses, que iam recorrendo à falta e às simulações miseráveis do, por vezes abjeto, Alan. Os lances ofensivos dos nossos, começaram a fluir e as situações de golo apareceram pelos Rodrigo e Gaitan, travados em falta dentro da área! Marco Ferreira teve medo de assinalar as duas grandes penalidades! Teve medo de descer de categoria? Seja como for, deveria tê-las assinalado!
 
Assim se escoaram os noventa minutos, com as duas equipas a procurarem, debalde, o golo, revelando os avançados do Benfica excessiva parcimónia na zona de finalização. Vieram então as grandes penalidades, que já não vi, dado o enorme stresse resultante da lotaria que representam.
 
 
Parabéns aos vencedores pelo bom jogo que fizeram, quer em termos futebolíticos quer pela relativa correção. A vitória assenta-lhes bem!
 
Censuro a equipa de arbitragem que fez a diferença nos lances que já referi e também "inventando" bastas faltas contra o Benfica à entrada da sua área, bem à medida do excelente pézinho do Viana, patenteando uma dualidade de critérios denunciadora. Se tem medo de apitar, fique em casa e entregue a pasta a outro, mas não pense que passa despercebido.
 
Para quando a profissionalização dos árbitros? Uma atividade de centenas de milhões de euros não pode ser condicionada por uma dúzia da artistas de qualificação e intenções duvidosas. Há que recrutar e qualificar adequadamente os árbitros de futebol, caso se pretenda o progresso do setor. Ainda não perceberam isto, ou não é conveniente aos adeptos da fruta?
 
E pronto; saímos com honra, ficando agora o quase-expulso mostrengo com a via aberta para aquela que, finalmente, virá a ser uma prova "deveras relevante"! Não é verdade? Até porque, a Direção da Liga tem que ser enxovalhada pelo atrevimento que teve em querer fazer cumprir os regulamentos da prova! Não é assim? Agora vão ter que entregar a taça aos homens da fruta.
 
AB

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