quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Rigor, Relativismo Arbitral e Sociopatia

In DN de 13 de Fevereiro de 2013, trabalho de Manuel Fonseca acerca de Pedro Proença e dos incidentes do recente jogo com o Nacional:

"...o juiz lisboeta, adepto assumido do clube da Luz não se mostra incomodado com as críticas que tem sofrido devido às expulsões de OscarCardozo e Matic, nos últimos minutos do encontro realizado na Choupana."
 
"...Infelizmente, pressionadas estão as pessoas que recebem o salário mínimo e têm de pagar as suas contas com esse dinheiro ou então todos aqueles que estão desempregados."
 
"Proença acrescenta que a sua profissão de árbitro o obriga a escrever sempre a verdade no relatório."
 
No mesmo diário, agora sob o título "APAF DEFENDE PROENÇA", referem-se declarações de Paulo Fontelas Gomes em declarações à TSF:
 
"A Associação de árbitros saíu ontem em defesa de Pedro Proença, considerando que o juiz tanto pode errar num jogo do Benfica como em qualquer outro, mesmo no estrangeiro. O erro faz parte da atividade do árbitro, pois os jogadores também falham penáltis e os guarda-redes às vezes não estão tão bem em alguns golos que sofrem. Tudo o que é humano está sujeito a erros."
 
(Lembramos que quer o DN, quer a TSF são propriedade do Sr Joaquim Oliveira, o braço do mostrengo na CS.)
 
In Público de 13 de Fevereiro de 2013, Artigo de Opinião de Santana Castilho acerca das políticas educativas e atitudes governativas:
 
"A crise antes de ser económica é política. E a natureza da crise política é moral, porque é a moral que molda as consciências dos que mandam."
 
"Um sociopata tem uma personalidade patológica a que falta sentido de responsabilidade moral, isto é, consciência. A consciência, resultado resultado de valores morais interiorizados ao longo de um processoeducacional, opera em relação ao passado e em relação ao futuro . Quanto ao passado, provoca no ser humano sentimentos de alegria ou de culpa arrastada, a que chamamos remorso. Relativamente ao futuro, atua como regulador de comportamentos, como juis de atuações. É aterrador sabê-lo quando alguns governantes se revelam sociopatas."
 
Ora aqui está uma bela aula para inserir nos currículos de formação dos árbitros e dos dirigentes da APAF:
 
1-Também se sentem pressionadas algumas pessoas que auferem gordas retribuições por funções precárias dependentes de gente sem escrúpulos com interesse direto na qualidade do seu trabalho.
 
2-A profissão de árbitro também deveria obrigar todos estes profissionais a ser igualmente rigorosos, em todas as partidas e relativamente a todos os adversários. Não o fazendo, desvirtuam a verdade do jogo defraudando o trabalho dos atletas, dirigentes e espetativas dos adeptos, contribuindo para a morte deste desporto. Os prejuízos que infligiu à equipa do Benfica, uns por excesso de rigor, outros por negligência, associados ao tenebroso histórico que ostenta relativamente a este clube, revelam parcialidade no rigor, provávelmente, devido a auto-condicionamento, por ser sócio do mesmo desde 1973 . 
 
3-A Apaf, deveria gravar uma cassete poupando alguns dos seus dirigentes ao ridículo. Os árbitros erram, mas quando a natureza dos erros que cometem tem um padrão bem definido, legitimam o espectador a suspeitar da naturalidade dos mesmos, levando-o a acreditar na premeditação. Em todo o caso, os erros dos atletas não legitimam os erros dos árbitros.
 
4-Se os erros de uns justificassem os erros futuros de outros, poderiam algumas pessoas sentir-se legitimadas a errar em prejuízo do Sr Proença e de todos os que, ano após ano, roubam a esperança à sua agremiação.
 
5-Erros involuntários com prejuízo de outros, provocam arrependimento em pessoas de boa-fé, levando-a a adotar correções comportamentais com o objetivo de prevenir erros futuros. Ora o Sr Proença, ano após ano, reitera o seu comportamento, sem mostrar vestígios de arrependimento genuíno. 
 
6- Segundo os critérios do professor Santana Castilho, quer-me parecer que, quer o Sr Proença, quer o Sr Gomes apresentam fortes sintomas de sociopatia.

7-Assumindo que Pedro Proença não é corrupto, é legítimo ao adepto considerar que a sua atuação é ineisenta quando a equipa do Benfica está em causa, devido à sua condição de associado deste clube. Assim sendo,  deveria o Sr proença desvincular-se.

8-Em último recurso, deverá o Benfica, no respeito das suas normas estatutárias, promover a expulsão de Pedro Proença de sócio, por incapacidade de isenção em prejuízo reiterado do clube. Deste modo ficará removido o motivo do excesso de zelo, ficando Proença liberto do fardo que o impede de aplicar zelo igual a todos os concorrentes do "seu clube do coração".
 
AB 

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