sexta-feira, 12 de abril de 2013

Newcastle-Benfica (1-1); venham as meias-finais.

Não foi um jogo brilhante; na segunda parte foi até deprimente, estúpidamente deprimente, exceto nos cinco minutos finas, onde a nossa equipa "matou" o jogo; algo que poderia e deveria ter feito ainda na primeira parte em várias ocasiões flagrantes. Foi um golo catártico; fiquei com dúvidas acerca da intencionalidade do excelente cruzamento de Rodrigo, mas não do inteligente remate de Sálvio a colocar a bola fora do alcance do guarda-redes, após entrada fulgurante sobre o estático defesa confiante na receção do esférico.
 
O Benfica adotou uma tática de controlo, bloquendo a esperada intensa dinâmica ofensiva contrária, partindo para transições ofensivas que lhe permitissem marcar cedo, o tento da tranquilidade.  Ganhou-se a luta do meio-campo, muito bem apoiado durante toda a primeira parte, na qual, os nossos atletas venciam quase sempre os duelos individuais. Faltou pé direito a Gaitan para meter a bola ao 2º poste, bem fora do alcance do defesa que fechava o primeiro, naquela perdida incrível. Neste período. não me recordo de o Newcastle chegar com perigo à baliza de Artur, exceto no lance do golo em posição de fora-de-jogo; algumas oportunidades de remate de meia-distância foram concluidos de forma algo disparatada.
 
No 2º tempo, a equipa do Benfica cedeu o meio-campo ao adversário, recuou no terreno, tornou-se surpreendentemente lenta e complicada, proporcionando o desenvolvimento de sucessivos lances ofensivos adversários, nos quais, geralmente, sobrava o empenho mas faltava o talento. Foi num lance de insistência meio atabalhoado, com muita passividade da defensiva vermelha, que o Newcastle fez o golo auto-estimulante, já depois de novo susto ao colocar a bola nas redes de Artur, mais uma vez, num lance de fora-de-jogo assinalado (a diferença que fazem os bons dos maus árbitros). Sentindo a eliminatória perigar, os atletas do benfas meteram a terceira e fizeram, brilhantemente, o desempate para desespero dos beefs.
 
Há muito que é para mim clara a necessidade de um armador de jogo; um Aimar em boa condição, com capacidade para receber e segurar a bola, driblar, criar espaços e desenhar os lances ofensivos. Não compreendo a sucessiva  falta de marcação do extremo direito adversário, sempre soltíssimo da silva, para receber, controlar, ler, transportar e cruzar! Foram talvez perto de uma dezena de lances sempre perigosos, precisamente na zona por onde nascera o lance do golo na Luz! Tudo sem que a equipa fizesse a correção da compensação necessária! How come! Luisão! Artur!Jesus! Ola John! Não é possível!
 
É importante manter a capacidade de aprender com os erros próprios e dos dos adversários.
 
Preparemo-nos para o seguinte, que este já está.

PS: Gostei da homenagem a Boby Robson; um Homem que sempre respeitei apesar de duplamente rival. Também gostei do ambiente de cordialidade entre as equipas e Técnicos.
 
 

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