terça-feira, 2 de abril de 2013

O CÚ DOS POBRES!

 

 
Um sarcástico poema de um "velho Lobo do Mar", amigo, conterrâneo e colega, de seu nome, Joaquim Romão:

 

Bananolândia (2)
(As campanhas eleitorais)

Todo o santo dia
Só ouço apregoar
Democracia, democracia !!!
Mas vejo a vida a piorar

Tomam de assalto os jornais
A rádio e a televisão
Dão canetas, aventais
Estendem-nos todos a mão

Nós temos a solução
Dizem a todo o momento.
Após o voto na mão:
“palavras” leva-as o vento      porque:

Quando chegam ao “poleiro”
Todos !!! de igual modo
Coletam o nosso dinheiro
E dão cabo-dele-todo

No parlamento então
Para não chorar, é de rir !!!
Sempre “os mesmos” na “oração”
E os outros a dormir

Os discursos e restolhos
Que fazem na “assembleia”
São p’ra nos jogar nos olhos
Muitas carradas de areia

Às P.M.E:s comprometidas
Todos juram dar a mão
Mas é p’ra tirar as medidas
Para comprar o caixão

O Coelho diz: estamos bem !!!
Em quê (?) quero eu saber
Desgraçado, quem não tem
Jamais na vida vai ter

O Seguro diz: estamos mal !!!
Mas não dá qualquer receita
Para curar Portugal
De tanta coisa mal feita

O bloco com o Semedo
A Catarina e o Fazenda
Embrulham-se num enredo
E vão rasgando a “tenda”

O jerónimo, sempre igual
Com a cassete gravada
Para salvar Portugal:
Fala, fala, mas não faz nada

O Paulo, já não vai às “feiras”
Para beijar velhas e meninos
Mas já arranjou maneiras
De “afundar” os submarinos

Com tanta “gente mandante”
E tantos desempregados
Estaremos num instante
Mais perdidos que achados

Eu só temo que no futuro,
Se assim continuar, até juro !!!
Vem um que nos manda: andar nu !!!
E o meu maior pavor
É que se a merda tiver valor
Os pobres nasçam sem cú

- - - - - - -

Por agora digo:

Político, serei teu amigo
E votarei afinal
Se, em vez de olhares p’ro umbigo
Olhares para Portugal

Versão atualizada  da “BANANOLÂNDIA”
Editada em 2009

2013/03/24
Q.R.  

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