terça-feira, 12 de agosto de 2014

Afinal, nem tudo é mau!

Tal como o jogo com o Ajax na Eusébio-cup já tinha demonstrado, esta final da supertaça mostrou que, apesar da "sangria" na equipa, a base do modelo de jogo das épocas precedentes, permanece. De facto, o Benfica, principalmente durante a 1ª parte, apresentou excelente dinâmica de jogo, falhando apenas na finalização, fruto, aliás, do natural défice geral de condição física e da falta de entrosamento dos novos atletas. É claro também, que, como já referi anteriormente, há falta de qualidade no eixo da equipa, com destaque para as posições de guarda-redes, médio-defensivo e ponta-de-lança, mas também as de 2º central e médio-criativo, embora me pareça possível encontrar algumas soluções no plantel atual - Gaitan a 10, Amorim a trinco e  Jardel a 2º central. Ora, já  provámos duramente na penúltima época, que,  qualquer deslize, por pequeno que seja, pode deitar a perder todo um jogo, toda uma época, todo um trabalho de uma organização e todas as espectativas dos adeptos. Dentro das capacidades do clube, há que agir com inteligência e competência. Este poderá ser o ano de Jardel. Acredito em Derley, Eliseu e Bébé, não tanto em Jara e Ola John. Regressarão ainda, Fejsa e Suleymani - sabe Deus quando -, Pizzi - julgo que para breve e Sílvio - mais tarde. Tenho pena que Cavaleiro, João Teixeira e João Cancelo não tenham ficado e, francamente, preferia Nelson Oliveira a Jara. Quanto a Bernardo Silva, julgo que necessita de ganhar peso e poder de choque; espero que não desanime porque o talento e benfiquismo estão, nele, bem patentes. Se a equipa aguentar as primeiras seis jornadas, faremos um bom campeonato. Oxalá.
Importante mesmo é arrumar a questão da parceria financeira; há que, rápidamente, procurar soluções que ponham o clube-sad, a salvo de percalços como os do BES. Como se diz na gíria marítima; a amarração de um navio deve, fazer-se sempre, com dois ou mais cabos. Se bem interpreto  as notícias e rumores que por aí têm circulado nos últimos meses, não se entende que possa ter havido uma boa razão para a CMVM não ter intervindo no caso da alegada reestruturação da dívida do SCP, já que, não se dispensa de inquirir o Benfica por qualquer rumor posto a circular em qualquer ponto do planeta, ainda que, por qualquer obscura fonte. "Ou há bacalhau ou comem todos". Seja como for, é necessário perceber se o Benfica está ou não refém da dívida e, se sim, durante quanto tempo. A resposta a esta pergunta permitirá, em definitivo, avaliar a eficácia da estratégia global seguida pela actual Direcção, para o clube-sad. Valha a verdade, que, gostaria de ouvir Tomáz Taveira sobre o tema do Estádio, o velho, para perceber.
Com as limitações que me são próprias, não percebi a razão da saída de Mitrovick - que, julgo, daria um bom trinco e até central -, nem tão pouco a que se deve o afastamento de Lisandro Lopez - que por sinal fez uma boa época em Espanha. De resto, me parece que, definitivamente, há que acabar com as contratações sem contrapartida; a panóplia de jogadores de 1/2 ME cada que se eternizam no clube ou cedidos, absorvendo grossas verbas, assim interditando o acesso de melhores atletas à equipa. Melhorar o planeamento, a observação, o registo e, sobretudo, mudar de política, ou seja; COMPRAR MENOS, COMPRAR MELHOR.
Uma vitória que valeu um troféu assaz raro na montra do novo museu da Luz é um óptimo tónico de início de época para todos os atletas e adeptos, e, em especial, para o Artur, por razões óbvias.

Tudo podemos ganhar.
Vamos a isto.

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