quinta-feira, 2 de abril de 2015

Tonta Europa



      Depois de fechar milhares de empresas e criar milhares de desempregados  graças aos eqívocos do Sr Trichet, aos seus regulamentos execráveis, aos seus fundamentalismos persecutórios, a sua ânsia de controle total de tudo e todos, os Grandes Lideres da União Europeia decidiram, mais uma vez, derramar sobre os bárbaros do sul os preciosos euros que, com tanta "sabedoria", lhes extorquiram. Desta vez, meteram as câmaras municipais no circuito, insaciáveis sorvedouros de dinheiros públicos e privados, confiscadoras de patrimónios e almas; conscientes do esgotamento fiscal dos cidadãos, encontraram "arte" de lhes ser entregue a gestão dos processos de financiamento. Claro está que "metade" dos recursos serão absorvidos pelos encargos com licenças e as mais variadas taxas camarárias e a outra metade será entregue às "tribos" locais, ficando o "zé batata" a ver navios, ou com mais uma "canga" ao pescoço, como sempre.
 
     Surgirão n empresas a custo zero que por sua vez irão fazer concorrência desleal a outras tantas, muitas das quais terão que fechar portas por perda de competitividade induzida por via administrativa pela União Europeia. Troca-se emprego por emprego; entram uns saem outros. Que é feito da livre concorrência?, da igualdade de oportunidades?, da abolição dos abusos de posição dominante?, enfim, dos princípios fundadores da doutrina democrática?
 
      Que interesse tem fundar empresas sem economia que as sustente?, com que descaramento se convencem pessoas a encetar a aventura do empreendedorismo para depois ficarem sós perante a falta de procura interna, a falta de liquidez do mercado e à mercê das câmaras municipais, das ASAES, das APAS, dos INCIS, das ADENES, das ATS, das ACTS, das SS, das EMEIS, dos CENTERMES, dos CERTIFES e toda essa parafernália, de instituições que, "velando" pelo nosso futuro, garantem para si perpétuas rendas, à custa do trabalho e sofrimento perpétuo dos tutelados.
 
      A União Europeia tem um problema com a liberdade das pessoas, que restringe ao voto, ainda assim de forma condicionada, uma vez que o eleitor vota em quem os partidos e governos escolhem e não em quem gostaria. Cultiva a dependência pela via dos subsídios, destruindo a iniciativa individual e coletiva, cultivando, implicitamente, a passividade; "comprando" em simultâneo o silêncio das elites, entregando-lhes o controlo dos súbditos do novo império, a troco de dinheiro e poder.
 
      Os empregos que interessam são os sustentáveis, que materializam os sonhos de cada um à escala de cada qual; o fascínio donde brota a alegria de viver que é a seiva de uma nação próspera. Para isso é preciso "sair de cima", simplificar o acesso às profissões acabando com sistemas de certificação injustificados e inadequados; desburocratizar as administrações pública e local, acabar com taxas, taxinhas e licençazinhas por tudo e por nada, que, afinal, se destinam, essencialmente, a financiar esses monstros em estado de penúria permanente. 


      É preciso deixar ficar o dinheiro na economia, para que, quem teve o talento de o ganhar tenha a possibilidade de o reinvestir criando mais riqueza e emprego. Mas...é demais para a UE que não suporta a liberdade económica e impõe os seus próprios circuitos a fim de manter o poder sobre as populações, constituindo, afinal, uma subtil, mas por vezes brutal, forma de ditadura.
 
      Nesta altura do campeonato não há meio termo; ou a UE avança para a união política, fiscal e judicial e os europeus do norte vêm cá estabelecer as suas empresas e dar empregos ou subsídios a todos, acabando-se de vez com as soberanias nacionais, ou há uma regressão no processo para a figura da confederação, que é o que defendo.
 
      Então andam há décadas a promover a concentração económica, a cometer genocídio empresarial e social "para acabar com as empresas de vão de escada", para aumentar a produtividade e os salários fazendo a vontade ao Sr. Carvalho da Silva, finalmente em silêncio cúmplice, e agora incentivam o "próprio emprego"?, as empresas de "vão de escada" cujas congéneres, antes, eliminaram? 
 
      Acreditam que as novas empresas trarão uma dinâmica acordo com a teoria tradicional dos ciclos empresariais, impulsionando a economia por uma geração ou duas, mas, afinal, revelam ignorar o moderno conceito das sinergias empresariais, que revertem o ciclo tradicional. Por outro lado, perde-se conhecimento, destrói-se capital e desacreditam-se os princípios fundadores da CEE e UE. O sonho europeu é uma hipócrita miragem.

 
      Não vamos longe com esta gente!

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