sábado, 16 de maio de 2015

Os prémios de jogo

   Consta que os dirigentes do Porto andam por aí numa fona a oferecer prémios de jogo aos jogadores das equipas que empatem ou ganhem à equipa do Benfica, numa desesperada e derradeira tentativa de recuperar o atraso na classificação. Para quem tinha o campeonato no papo antes mesmo de este se  iniciar, não deixa de ser patético!
 
   Então, discute-se a moralidade da coisa; uns dizem que é mau, outros, pelo contrário, entendem que é benéfico para a competitividade. Dizem também que os dirigentes do Benfica já fizeram o mesmo. E é verdade que eu ouvi Gaspar Ramos a confirmá-lo há uns anos, num programa televisivo, perante Pôncio Monteiro, onde se discutia o tema a propósito do assédio dos dirigentes portistas aos adversários do Benfica da época.
 
   Hoje mesmo, Octávio Ribeiro, nas páginas do Correio da Manhã, faz a apologia dos prémios de jogo considerando-os incentivadores do espetáculo, uma vez salvaguardados os excessos, nomeadamente quanto ao uso de estimulantes, por parte dos jogadores assediados.
 
   O assunto, porém, merece um pouco mais de atenção. Vejamos; um prémio de desempenho justifica-se quando o profissional em causa excede os compromissos a que se obrigou quando assumiu o correspondente contrato de trabalho. Por outro lado, a vulgarização dos prémios de desempenho pode induzir o profissional a aligeirar o seu desempenho quando aquele não está assegurado, justificando-se com insificiente contrapartida.
 
   Como se vê, a "normalidade" não é assim tão óbvia. Ora, quando o prémio tem origem numa entidade terceira, simultaneamente, concorrente na prova, o caso muda de figura e de que maneira! Nunca se saberá o que o prémio de jogo, efetivamente paga; se a vitória sobre o rival direto, se eventuais facilidades num jogo anterior ou num jogo futuro. Este é que é o busílis da questão!
 
   O espectador infere haver algum tipo de conluio entre os clubes em causa e desconfia da veracidade não só dos jogos que os envolvam, mas também  de todos os outros, assumindo que se trata de uma prática corrente. Os lances em que um jogador comete erros grosseiros e vitais deixam de ser vistos como furtuitos desmobilizando o espectador! Não é isto óbvio?, Para Octávio Ribeiro não, mas o CM já nos habitou ao espetáculo diário da sua "cruzada" antibenfica.
 
   Conclusão; prémios de jogo originários na entidade patronal, preferencialmente definidos no vínculo contratual, sim. Prémios de jogo promovidos por concorrentes, não!
 
Com prémio ou sem prémio,
 
FORÇA BENFICA!
 
C'est tout

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