terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Ficção Científica de Al Gore

     
A Booknomics publicou o livro de Marlo Lewis Jr traduzido para português por Rui Gonçalo Moura e Jorge Pacheco de Oliveira, ex-professores do IST, com o título "A Ficção Científica de Al Gore", no qual o autor faz uma crítica extensiva e fundamentada ao livro daquele político " Uma verdade inconveniente".

   Marlo Lewis Jr é membro sénior do Competitive Enterprise Institute dedicando-se à análise dos temas do Aquecimento Global, da política energética, da reforma dos processos de regulação, e outros de política fundamental. Publica em jornais e revistas das especialidades e participa em programas de TV e rádio. 

   Neste livro, o autor, defende que as alterações climáticas são de origem natural nas quais o homem não tem capacidade de interferência. Recorre ao conhecimento da história climática da Terra e a numerosos trabalhos científicos para cotejar críticamente, uma por uma, todas as teses catastrofistas de Gore.

   Entre outros, cita o já nosso conhecido Bjorn Lomborg coordenador do "Consenso de Copenhaga" que defende como prioritário o combate à pobreza e outras calamidades planetárias de forma a proporcionar maior capacidade de adaptação das populações às alterações   climáticas. Uma estratégia que assegura maior eficácia na proteção das populações do que a preconizada pelo Protocolo de Quioto. Os custos astronómicos da implementação PQ além de reduzirem drásticamente a capacidade de criação de riqueza planetária, apenas atrasariam em cerca de seis anos o aumento de temperatura "previsto" de 2 º C no final do século.

   Steve McIntyre, o cientista canadiano, também nosso conhecido, que demonstrou os erros de cálculo do famigerado "hoquei Stick", gráfico de temperaturas produzido por Michael Mann et al, que serviu de base ao relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) é também referenciado.

   Publica uma carta dirigida ao Secretário Geral das Nações Unidas Ban-Ki-Moon por uma centena de cientistas todos identificados na qual estes o alertam para o alarmismo injustificado do livro de Al Gore e dos perigos que representa para a humanidade.

   Publica também um declaração do Presidente Checo Vaclav Klaus no Congresso dos EUA em Março de 2007 na qual este diz ter sido o comunismo substituído pela ameaça do ambientalismo militante, consistindo a invocação da origem antropogénica das alterações climáticas um dos mais perigosos argumentos de subversão do esforço humano e das políticas públicas em todo o mundo.

   Quanto aos Tradutores, referem não constituir o CO2 um poluente nem tão pouco o principal agente do efeito de estufa, cabendo este papel ao "inocente" vapor de água com uma contribuição que pode chegar aos 95 %. Indicam como prioritária a necessidade de investimento no armazenamento da energia solar dada a magnitude da sua disponibilidade.

   Pessoalmente considero que o tema do Aquecimento Global constitui uma nova forma de tentativa de colonização europeu pelo condicionamento do progresso económico dos países menos desenvolvidos através do negócio das licenças de emissão de CO2. Um patético, desastrado e dispendioso esforço de recuperação das lideranças normativa, tecnológica e económica perdidas com o fim do colonialismo. A potências emergentes, China, Índia e Indonésia e Brasil já não necessitam das velhas tutelas. 

   A nível interno, a UE e os Governos têm usado o expediente do Aquecimento Gobal para criar reserva de mercado aos grupos empresariais dominantes, criando regulamentos fortemente restritivos, proporcionando aos governos  a implementação de extorsionários, obsoletos e vexatórios planos de certificação que alimentam novas instituições parasitas, lançando o "terror" nos técnicos e empresas inerentes. Na verdade, este é mais um dos já abundantes tiques totalitários da UE, cada vez mais afastada dos princípios fundadores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e cada vez mais parecida com a extinta União Soviética.

   A dissidência é a chave do progresso. 
   

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