segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Retrocesso civilizacional

Philippe Verdier foi despedido do canal francês France 2 onde apresentava há vários anos o seu programa de meteorologia, por referenciar o seu livro de investigação climática no qual manifesta a sua discordância contra o atual cenário apocalítico ambiental que domina a cena internacional difundindo um ambiente de medo entre os cidadãos, favorável à implementação pelos governos, de programas restritivos, e ao desenvolvimento económico de alguns países, como a França. Considera  haver falta de consistência científica das conclusões do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) e má fé desta entidade ao omitir, do grande público, informação que contraria as suas teses, nomeadamente, o decrescimento da temperatura média do planeta nos últimos vinte anos.
 
Fez-se noite escura na"Cidade Luz", em vésperas de receber mais uma reunião internacional sobre  temas ambientais, com o despedimento imediato de Philippe Verdier! Num país  que foi berço do iluminismo, num continente que pretende continuar a ser referência ética, social, económica e normativa para o mundo, este acontecimento revela como é grande a divergência do discurso dos intelectuais e políticos europeus face ao seu comportamento e deste relativamente aos princípios fundadores das Democracias Liberais. Mais um inequívoco sinal de decadência europeu onde se evidencia a arrogância dogmática característica de períodos históricos obscurantistas. Não se trata de declínio económico ou social conjuntural mas de uma degenerescência de princípios que se julgavam irreversíveis no país onde, não há muito, o homem emergiu das trevas.
 
É caso para dizer; "há lodo no cais". A histeria ambiental quanto às alegadas causas antropogénicas do Aquecimento Global, serve interesses económicos concretos cuja ponta do véu foi recentemente levantado com o caso da Volkswagen e outros potentados económicos do mais purista dos países ambientalistas - a Alemanha -, mas também dos que mais lucram com esta política de persistente terror, que apela ao uso compulsivo da tecnologia, onde dão cartas.

Liberdade de expressão sim, para tudo e mais alguma coisa, desde que não ponha em causa os dogmas dos novos deuses da "ciência" política nem dos da política da "ciência"!

(Fonte, The Guardian)

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