terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Benfica - Atlético de Madrid (1-2)

   Podia ter sido pior, mas...soube a pouco!, não se justificam os salamaleques dos comentadores à equipa madrilena!, com efeito, esta, apresentou-se com um futebol tipicamente defensivo, jogando em bloco, com muita gente no meio campo, pressionando alto e metendo todos os jogadores em frente da sua área quando perdia a posse da bola! Um futebol, afinal, típico das pequenas equipas portuguesas. Foi à Mourinho!, primeiro impede-se o adversário de jogar, depois, aproveita-se as oportunidades que o destino possa proporcionar. Não foram capazes de jogar olhos nos olhos; tiveram medo do Benfica. De facto, os golos do Atlético resultaram daquela que constituíu  a diferença decisiva entre as duas formações; disciplina tática, algo que esta equipa do Benfica ainda não tem durante os noventa minutos.
 
   Simeone "trancou" as alas criando condições para bloquear qualquer dos extremos com três ou quatro jogadores. Nalgumas ocasiões, sobretudo na parte final, o Atlético chegou a meter dez jogadores na sua área!, no entanto, também subiam em bloco, com grande disciplina tática. Por acaso, apesar de não gostar deste tipo de futebol, é o que defendo para esta equipa do Benfica, para já.
 
   Aos encarnados faltou mais intensidade e imprevisibilidade, sobretudo na primeira-parte, como ficou demonstrado na etapa complementar. Então, os "colchoneros", começaram a abrir espaços no seu meio campo e na sua defensiva e as oportunidades surgiram. Gaitan andou, inadvertidamente a "cortar" relva, graças ao ímpeto implacável de "nuestros hermanos". Júlio César esteve soberbo, com duas ou três defesas de alto gabarito e Renato fez pela vida, por vezes muito só, tentando transportar a bola e até o rematar de meia-distância. Mitroglou  marcou à ponta de lança e poderia ter marcado outro, tal como Jimenez, desta feita, num cabeceamento em que a bola saíu rente ao poste.
 
   Longe de mim "armar-me" em "ténico", mas julgo que para este posicionamento do adversário deve iniciar-se o ataque pela zona central de forma a abrir espaços para a entrada dos extremos e os mortíferos cruzamentos. Enfim, há ainda um longo caminho a percorrer, mas sinto que as coisas começam a consolidar-se. O regresso de Sálvio tornará a equipa mais forte.
 
   Quanto ao árbitro, fez bem o seu trabalho; talvez não tão bem no capítulo disciplinar.

   Mais ambição, precisa-se de mais ambição! 

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