sábado, 17 de dezembro de 2016

Os investidores do SCP


 
Álvaro Sobrinho explica circuito dos 3 mil milhões

""A Holdimo é dominada pelo Senhor Dr. Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho, que detém 99% do seu capital social, pelo que a participação da Holdimo no capital da Sporting SAD é lhe imputável, nos termos do art.º 16º n.º 4 alínea a) do Código dos Valores Mobiliários", adiantava ainda o mesmo comunicado. Álvaro Sobrinho era o presidente do BESA, banco que o BES tinha em Angola e a que tinha uma exposição que acabou por contribuir para a derrocada. Foi em Outubro de 2014 que o investidor angolano entrou no capital social do Sporting com um investimento de 20 milhões, que lhe deu a posição de 29,85%, que é a que mantém ainda neste momento."
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/cmvm-pediu-esclarecimentos-sobre-posicao-de-sobrinho-no-sporting

   Em simultâneo, há o caso dos VMOC que, salvo o erro deverá, atualmente, totalizar os 200 milhões de euros; na data da maturidade, perante a impossibilidade de o SCP devolver o capital, o Novo Banco, capitalizado com garantia do Estado, aguardando comprador apesar da acumulação de avultados prejuízos de exploração - oitocentos e tal milhões de euros em 2015 -, decide prorrogar o prazo por mais dez anos declarando não ter interesse em assumir, na SAD leonina, a posição correspondente à conversão do capital! Então, porque carga de água aceitaram a conversão do capital em ações como contrapartida do empréstimo? Estamos em presença de obrigações perpétuas sem lugar a remuneração do capital, uma vez que o pagamento dos juros contratuais de 4,5 % está condicionado à distribuição de lucros, que jamais ocorrerá!  

   Perante isto, que moralidade têm os dirigentes leoninos para criticar os fundos de investimento associados ao desporto?

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