quarta-feira, 9 de maio de 2012

As faixas do faxismo, eu e o Benfica!

Quando o aparelho da propaganda azul começou a anunciar que as faixas de campeão já tinham sido compradas, parecendo referir-se ao Benfica em virtude dos 5 pontos de avanço que este detinha sobre o 2º classificado, estava, efetivamente, a fazer um exercício de hipocrisia, visto que, as vicissitudes que se seguiram no campeonato parecem mostrar à saciedade, que quem as tinha efetivamente comprado fora o campeão do costume! Nada que não “soubéssemos” já!

Nada deverá desviar a nossa atenção das fragilidades próprias em todas as vertentes; desportivas, técnicas e directivas, identificando falhas e sugerindo soluções, porém, tais debilidades, nunca por nunca ser deverão impedir-nos de identificar, denunciar e combater a descriminação de que o Benfica e os Benfiquistas têm sido vítimas quer dentro quer fora das quatro linhas!

Estou convicto de que a queda desportiva do Benfica foi planeada pela “exemplar estrutura” com “a competência” que lhe é, transversalmente e verticalmente, reconhecida! Quanto a mim, foi a sua influência na estrutura da UEFA que proporcionou a realização do jogo com o Zénit em condições adversas tais que dizimou física e mentalmente os nossos atletas! Tal como estou convicto de que o lance que lesionou o nosso “Eusébio Branco” - como José Augusto chamou a Rodrigo - não foi ocasional! Não sei se foi encomendado ou não mas que fez um jeitaço à “exemplar estrutura, isso fez!

A seguir, foi sempre “a aviar” erro grosseiro atrás de erro grosseiro, jornada após jornada, com os protagonistas habituais, até à almejada e imerecida conquista de mais um campeonato! Tudo perante uma comunicação social amorfa, castrada, conivente, hipócrita e covarde, salvo exceções, pronta a entronizar como heróis os condenados por tentativa de corrupção, com a anuência ativa dos titulares da tutela! De quem tem a obrigação de afastar do desporto todos os que manipulam a verdade desportiva a seu belo prazer, constituindo mais um exemplo da famigerada “Democracia Totalitária”.

Esta crónica foi gizada muito antes da bateria de perguntas elaboradas por todos os cronistas do NG - coordenadas pelo Geração - e endereçadas ao Dr. Rui Gomes da Silva, que parece tê-las solicitado em jeito de desafio. Tal não me impede de aqui publicar as minhas preocupações principais quanto à gestão do Benfica e os seus fundamentos.

Espero que esta iniciativa do Dr. RGS revele um interesse sincero pelos pontos de vista dos Benfiquistas e não constitua apenas uma estratégia para “calar” os contestatários.

Reconciliação: A minha participação no NG, mostrou-me que há uma forte divisão, aparentemente insanável, entre Benfiquistas, da qual beneficiam, apenas, os nossos adversários! Por isso, a primeira recomendação que faço aos Dirigentes do Benfica é a de promover a reconciliação entre Benfiquistas e a sua união na defesa das causas do Benfica! Tal desiderato consegue-se dando aos Benfiquistas, oportunidade efectiva de se pronunciarem, relevando a sua participação e salvaguardando as matérias que, para efeitos de eficácia de resultados, não devem ser tornadas públicas! Para isso, há que implementar um processo de comunicação eficaz, idóneo e regular. É imperativo resolver o tema dos NN! Há que ouvir os seus membros e promover as condições que, sem violar as referências do Benfiquismo, termine com a forte hostilidade que parecem ostentar contra a atual Direção e previna eventuais ilícitos, susceptíveis de provocar graves danos ao clube à SAD e ao Estado de Direito!

Oposição frontal ao status quo: A postura de “coexistência pacífica” e responsabilidade que tem sido trilhada pela Direção, constitui um contributo para a pacificação e credibilização do futebol, bem como para a viabilização económica do mesmo, conforme apanágio do Benfiquismo e no pressuposto de que, tal atitude, geraria reciprocidade por parte dos adversários e reconhecimento quer dos comentadores desportivos, quer dos titulares de cargos das tutelas desportiva e política. Como se tem visto desde há trinta anos, tal não se tem verificado! Apenas se constata que a “nova ordem” no desporto introduzida pela “Democracia” implica a discriminação do Benfica e dos Benfiquistas! Parece que a paz política e desportiva só será possível desde que a equipa da “exemplar estrutura” ganhe, seja por covardia, seja por interesse político. Entendo por isso que a Direção deve implementar uma estratégia de oposição frontal a todas as forças que promovem a descriminação do Benfica e dos Benfiquistas, mobilizando todos estes para todas as batalhas que o Estado de Direito permita! Só os Benfiquistas poderão defender o Benfica! Ninguém mais o fará!

Fim aos vasos comunicantes: Defendo intransigentemente o afastamento dos órgãos sociais do Benfica F.SAD, de todos os acionistas que detenham posições em clubes rivais, como é o caso da Sportinvest e da Somague! Quanto a mim, são, nada mais nada menos, que “cavalos de tróia” no Benfica, na medida em que, nada nos garante que não passem informações de natureza estratégica para os nossos adversários, sendo que, tal suspeita já foi abundantemente mencionada pela CS, sem identificação de responsáveis!

O Benfica é dos Benfiquistas: O Benfica detém 70% do capital da BenficaFSAD, Considero por isso, que deveria ser constituído um Conselho Consultivo no clube, formado por Benfiquistas de referência com forte envolvimento socioeconómico, propostos e eleitos em Assembleia Geral, com capacidade efectiva de fazer lóbi pelo clube. De igual modo, considero adequada a constituição de um Conselho de Supervisão da Sad, que reflita proporcionalmente a posição de cada acionista, defina e monitorize as grandes linhas de orientação estratégica.

Estabilidade: apesar de discordar de algumas opções táticas da equipa Técnica, considero que a estabilidade é necessária ao crescimento da competitividade desportiva salvaguardando o apoio efetivo dos atletas. A maior crítica que posso fazer à equipa Técnica consiste na reincidência de erros conhecidos que por vezes nos tem custado caro. Neste âmbito, reitero a confiança em JJ e recomendo a inclusão na equipa Técnica de um Benfiquista ex-Atleta de créditos firmados, conhecedor do futebol nacional e internacional e dinamizador da mobilização dos Adeptos, por exemplo; Álvaro Magalhães!

Direito Desportivo: Defendo que o Benfica deve criar e desenvolver elevada competência nesta área através de uma pequena equipa de especialistas com conhecimento profundo e atualizado da matéria, disponíveis para escrutinar tudo o que ocorre neste âmbito nas superestruturas afins e de interesse direto ou indireto do Benfica. De igual modo, esta equipa deverá escrutinar as propostas de projetos seja dos executivos seja das oposições, dos Governos ou Câmaras Municipais de Lisboa e do Seixal, e ter capacidade de elaborar projetos neste âmbito, que permitam aos Dirigentes do Benfica apresentá-los e discuti-los com aos vários agentes políticos. A

cção política: Estatutariamente está vedada a ação política ao Benfica! Mas não aos Benfiquistas! É minha convicção inabalável que é neste domínio, associado ao económico, que se estabeleceu a diferenciação discriminadora do Benfica e dos Benfiquistas, dada a minha convicção, sustentada pela natureza de alguns titulares das suas estruturas, de que, a supremacia desportiva do grupo FCP, serve os interesses políticos dos três partidos do poder, permitindo-lhes alavancar a sua promoção. É minha convicção inabalável de que é este o nó górdio do Benfica! Vejo o grupo FCP, como veículo de uma organização político-económica que usa o futebol para atingir os seus fins, num processo designado em linguagem empresarial, win-win! Já o Benfica, é apenas um clube de futebol sustentado por uma enorme massa de populares heterogenia, sem ambições políticas outras que não sejam conviver fraternamente em Democracia efectiva. Estando vedado estatutariamente, e quanto a mim, bem, o exercício da ação política ao clube, nada impede que as suas estruturas, direta ou indirectamente, esclareçam os adeptos e acionistas da SAD, das virtudes e vicissitudes dos projetos desportivos vigentes no país, das propostas em discussão e das suas próprias propostas, ajudando os Benfiquistas eleitores a fundamentar opinião, traduzível na sua decisão de voto, nos vários atos eleitorais. É, quanto a mim, a forma de desatar o nó górdio com que “os democratas” nos manietaram!

Direitos Desportivos: Reitero o que tenho referido; por dinheiro nenhum deverá renovar-se o contrato de cedência dos direitos desportivos do Benfica com a Sportinvest nem cedê-los a qualquer entidade com ligações diretas e indiretas aos nossos adversários. A Sportinvest serve os interesses do grupo FCP, “parasitando” e delapidando, o património imaterial do nosso clube! Como tal, é persona non grata no clube ou SAD, na medida em que, simboliza o ascendente portista sobre o Benfica! Em último caso, atribuam-se os direitos à Benfica TV, financiada, por exemplo, através da emissão de títulos a subscrever pelos sócios e entidades insuspeitas na defesa dos interesses do Benfica. Não faltarão clientes nas cinco partidas do mundo.

Comunicação Social: Ao longo das últimas décadas, vi como a máquina de propaganda portista foi ganhando posição dominante na comunicação social através da qual veicula a sua estratégia de “intoxicação” da opinião pública e fomenta a hostilidade ao universo Benfiquista. Este é um terreno no qual o Benfica tem que agir, conquistando posições nos órgãos de comunicação de relevo, seja gerindo a emissão de informação, a compra de espaço-tempo seja estabelecendo parcerias estratégicas com entidades fiáveis através da BenficaSGPS! É um projeto de fundo que exige competência específica e uma perspetiva de médio-prazo no âmbito da mobilização de todo o universo Benfiquista já referido anteriormente.

Recrutamento de atletas: Esta é uma valência da maior relevância para o equilíbrio económico do Grupo Benfica, que se traduz em três fases; comprar, valorizar e vender! Verificaram-se nos últimos anos assinaláveis progressos, particularmente nas últimas duas fases, sendo que é necessário otimizar a compra; comprando menos e melhor! Neste departamento há que perceber em definitivo as causas da recorrente perda de atletas de grande nível técnico para os adversários e elaborar um plano de as neutralizar. Não podemos continuar a perder para os adversários, atletas que pela sua qualidade técnica fazem a diferença desportiva!

Recrutamento de Técnicos: Esta é uma matéria fraturante! Os Benfiquistas precisam de perceber muito bem, porque é que esta Direção tem recrutado pessoas com histórico de ligação a clubes rivais em detrimento de Benfiquistas de idêntica competência! Tal prática tem alimentado uma das estratégias de propaganda adversária mais eficazes, que consiste em instalar a dúvida entre os Benfiquistas da efectiva lealdade do atual Presidente ao seu clube! Tal dúvida, tem de ser definitivamente afastada esclarecendo sem reserva os sócios e adeptos. Amizades pessoais: Os dirigentes do Benfica devem manter totalmente estanque as suas relações pessoais do universo Benfica! Os amigos do Benfica são os seus sócios, adeptos e alguns acionistas, não os amigos pessoais de quem quer que seja, incluindo os do Presidente! Cada coisa no seu lugar!

Financiamento: Os sócios e acionistas precisam de saber até que ponto a entidade financiadora do grupo Benfica, o apoia, e se condiciona os atos de gestão quer do clube quer da SAD. Julgo saber que o BES financiou o arranque do projeto do Grupo Sportinvest nos média, razão suficiente para não confiar nele! Deverá encarar-se sem tibiezas a possibilidade de refinanciamento através de outra entidade, negociando condições financeiras mais favoráveis e salvaguardando a independência de gestão do Grupo Benfica.

Passivo: É da maior importância definir e calendarizar um projeto de amortização do passivo sem prejudicar a competitividade desportiva da equipa sénior, optimizando todas as competências desportivas e Administrativas quer do clube quer da SAD. Árbitros: A indústria de futebol não deve estar sujeita aos recorrentes e frequentes erros grosseiros de arbitragem que definem o sucesso ou insucesso desportivo e financeiro de alguns clubes em detrimento de outros. Está demonstrado à saciedade que os órgãos desportivos não têm revelado competência para gerir este setor, decisivo na vida dos clubes e sustentabilidade do futebol. Por tudo isto entendo que o Benfica deve defender a profissionalização total da arbitragem bem como a transferência do processo de formação, nomeação, e classificação dos Árbitros, para uma entidade neutra, escrutinável pelas instituições Democráticas como por exemplo, o Instituto Nacional do Desporto.

Fair-play desportivo: A insustentabilidade financeira de alguns clubes associada à prática corrente de cedência de atletas entre clubes do mesmo escalão constituem um fator de corrupção por vezes “visível” a olho nu pelos adeptos mais experientes! Defendo por isso o efetivo fair-play desportivo e a impossibilidade de cedência de atletas nas condições já referidas.

Código de ética: Defendo a elaboração e submissão a aprovação em Assembleia Geral de um código de ética e conduta, vinculativo dos sócios do clube à referência cívica apanágio do Benfiquismo, como a legalidade, a lealdade e o respeito institucional e pessoal respectivamente aos órgãos do grupo Benfica e seus titulares, bem como Funcionários, Técnicos e Atletas, com sanções aplicáveis aos prevaricadores em processo de inquérito sumário.

Liderança: Já aqui defendi e reitero a afirmação de que considero o actual Presidente do Benfica o melhor Dirigente Desportivo desta 3ª República. A sua obra fala por si e só por má-fé poderá ser ignorada ou relativizada. O défice de títulos verificado não resultou de incompetência desportiva, a despeito do cometimento de equívocos vários, mas das graves vicissitudes de minam o futebol Português e que determinam os campeões não em função da competitividade desportiva dentro das quatro linhas, mas da capacidade de condicionamento da ação dos vários agentes que, fora ou dentro do terreno de jogo, podem decidir o seu desfecho. P

or tudo isto, é minha convicção que, por si só, nada resolve a mudança de Dirigentes, no atual quadro em que se move o futebol nacional. Porém, os Benfiquistas, precisam de um líder decidido a levantar a “bandeira da revolta”, capaz de mobilizar todos os Benfiquistas numa luta sem tréguas pela defesa do Benfica e da Democracia! Luiz Filipe Vieira deve pois refletir acerca da sua disponibilidade para assumir este pendão! Benfica ou morte!

Viva o Benfica!

Viva Portugal Livre!

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