segunda-feira, 2 de julho de 2012

A entrevista de Fernando Tavares (FT) 4ª Parte


Rui Costa:

Outro espalhanço total de FT! Todos os Benfiquistas sem exceção confiam em Rui Costa! Todos os Benfiquistas sem exceção sabem que Rui Costa rejeitaria qualquer ato de desconsideração fosse de quem fosse! Todos os Benfiquistas sabem que Rui Costa não aceitaria ser mero figurante na estrutura do clube! É para mim claro que o Presidente quis proteger RC dos violentos ataques de que estava a ser vítima por parte dos dirigentes do outro clube e prepará-lo para as tarefas de Direção. Por outro lado, Jorge Jesus referiu-se, na recente entrevista que deu ao Record, à importância para o clube do trabalho de scouting de Rui Costa (julgo que se trata da identificação de jovens talentos nas regiões futebolisticamente relevantes; área em que obviamente detém talento próprio).

Estrutura e formação:

Apesar de FT apresentar ideias interessantes, este é mais um domínio onde não me convence. Vejamos; deve ter-se em conta a sua afirmação de necessidade de maior qualificação humana e melhor orientação, tal como a sugestão de contratar um formador da melhor escola de futebol, assim como a necessidade de criação de condições que permitam canalizar para as equipas seniores os jovens talentos da formação.

Mas a formação é precisamente um setor onde a atual Direção tem feito um trabalho a todos os títulos notável em todos, ou quase todos, os departamentos! Não o reconhecer indicia má fé! Apontem-se melhoramentos, mas reconheça-se mérito sob pena de auto-descredibilização! O aumento do número de internacionais na nossa formação, ao contrário do que refere é um ótimo sinal do excelente trabalho que se tem feito! FT, sabe perfeitamente que só os grandes talentos podem aspirar ascender às equipas seniores, especialmente no futebol! Por essa razão é que se têm cedido atletas para consolidação desportiva e se constituiu a equipa B.

Ao sugerir a contratação de um formador da escola de futebol francesa para formar os nossos Técnicos revela perspicácia e pragmatismo, no entanto, reconhecendo a excelência da escola francesa não a recomendo, por razões histórico-culturais que não vou agora desenvolver. A melhor escola de futebol mundial é “nossa”, é brasileira; é este o futebol característico do Benfica; espetáculo, virtuosismo, autoconfiança, ascendente mental sobre os adversários e identidade cultural! Ficou demonstrado no passado e é o futuro!

Ficam-lhe muito mal as insinuações que faz sobre o Diretor da Academia aludindo à sua qualidade de empresário FIFA, deixando no ar a ideia de que há negócios ocultos. Se sabe ou suspeita de algo, diga-o com clareza, para que o visado se possa defender e os adeptos ficarem informados. Assim não! Não é sério! Um empresário FIFA não é necessariamente um bandido e é legítimo supor que indicia conhecimento do processo mundial de formação, de capacidade de movimentação nesse meio e de recrutamento de jovens talentos, tal como, aliás reconhece FT!

Receita para o sucesso:

Este é outro capítulo onde Fernando Tavares me dececiona com um arrazoado de incongruências, demonstrando que o amor e a dedicação ao Benfica por si só, não habilitam quem quer que seja para desempenhar altos cargos no clube! Ora então vamos lá dissecar as suas afirmações:

A cultura de vitória está de novo instalada no clube, graças ao paciente e competente trabalho da atual Direção, após os desastrosos consulados de Manuel Damásio e Vale e Azevedo. A cultura de vitória só é possível quando sustentada em condições que a propiciem. É precisamente o que a atual Direção tem feito; negá-lo é má-fé! Podem identificar-se erros, sugerir melhoramentos, discordar de algumas opções, mas a trajetória de crescimento competitivo global é inegável.

As graves e indecorosas acusações de “tachismo” no Benfica, carecem de fundamentação; deve indicar quem são os tachistas e porquê; ou seja, deve exemplificar onde falharam os respetivos desempenhos e mostrar a sua falta de dedicação! Com tais acusações, Fernando Tavares está a dividir os Benfiquistas, a lançar um grave labéu sobre pessoas que têm o direito ao bom nome e a fazer o jogo dos dirigentes do outro clube. Não se faz!

Ao atribuir a razão do sucesso do outro clube à exigência de identificação incondicional de todos os elementos da sua estrutura e a uma cultura de ódio ao Benfica, revela desconhecer a realidade profunda, que nos entra pelos olhos dentro, descredibilizando-se! O fortíssimo apoio económico e político de que disfruta e que está bem expresso na constituição dos seus órgãos sociais é que é a razão do miserável sucesso! Tivemos recentemente três grandes demostrações desta realidade; a receção provocatória ao Pinto por deputados da Nação em plena Casa da Democracia, Os elogios públicos à mesma personagem do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, a viagem conjunta à Polónia, paga pela FPF, de membros da FPF, do Governo, do Pinto e do seu staff; a nomeação do Proença para partidas de alto nível na UEFA!

A atual Direção tem divulgado como nenhuma outra por múltiplas formas a grandeza do clube; ele são as homenagens nas galas, é o programa Vitórias e Património, é o departamento de restauro de troféus, é o patrocínio de várias publicações alusivas ao clube e a atletas, é o Torneio Eusébio, é a criação de uma TV própria de raiz e a sua internacionalização, é a expansão do número de associados, etc. Ignorá-lo não é idóneo!

Mas concordo quando refere que não podemos tolerar os enxovalhos que têm sido praticados contra o nosso clube, com mais competência sim; com mais participação sim; com mais ambição aceito, mas…com mais união e mais mobilização na denúncia e combate sem tréguas aos “ladrões” e seus cúmplices onde quer que se encontrem.

Para que nos possamos defender com eficácia dos nossos “inimigos”, é para mim claro desde há já muito tempo que os Benfiquistas têm que ter expressão política, já que os poderes instituídos são “cúmplices” na pouca-vergonha que se vive no desporto em Portugal. Este é que é o caminho!

(Continua)

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