sábado, 8 de dezembro de 2012

SORTIDAS


Tito Vilanova:
Segundo refere o CM de 7.12.2012, pág. 35, Tito Vilanova terá dito que a entrada de Messi no jogo Barcelona-Benfica por 30 minutos se ficou a dever ao facto de se tratar de um bom jogo-treino.
Claro que o apuramento prévio do Barcelona para a fase seguinte retirou intensidade ao seu jogo permitindo a rotação de alguns jogadores mais influentes e a proteção de Messi. No entanto, o que me parece é que o elevado nível de jogo apresentado pelo Benfica, suscetível de brindar a equipa da cidade condal com uma goleada histórica, obrigou Vilanova a fazer entrar Messi, que equilibrou a partida enquanto esteve em campo. Estas declarações refletem, nem mais nem menos a necessidade que sentiu de justificar o ascendente desportivo exercido durante quase todo o jogo pelo Benfica e demonstram a sua falta de cavalheirismo ante o nobre adversário.
Edgar Carioca:
O excelente atleta do Spartak de Moscovo, supostamente, referiu a um jornalista de um diário desportivo Brasileiro, a propósito de uma esperada oferta de um incentivo por parte do Benfica para o jogo que disputaram com o Celtic, que o seu telefone não tinha tocado.
Esta, parece ser uma prática corrente no futebol, ainda por cima, cumummente aceite tratando-se de incentivo para ganhar. Ficámos assim a saber que tal não se verificou por parte do Benfica; e não é que o primeiro golo do Celtic resulta de uma falha de interseção do esférico, infantil, por parte de um defesa do Spartak? E não é que o segundo golo do Celtic resulta de uma grande penalidade de origem duvidosa e despropositada? Edgar Carioca, por sinal, não referiu se tocou o seu telefone da parte do Celtic.
Leonardo Ralha:
Na sua coluna “Dia a Dia” do CM de 07 de Dezembro de 2012, este cronista faz um indireto elogio à extraordinária defesa de Artur aos pés de Messi - em que lhe tirou o pão da boca” com grande classe - referindo-se previamente às “oito papoilas apavoradas” que teriam sido ultrapassadas pela “superestrela”.
Leonel Messi perfuma o fastidioso futebol da sua equipa com a magia da criatividade, velocidade, controle de bola qualidade de passe e simplicidade, perante o qual, qualquer defesa de qualquer equipa do planeta que queira vencer, fica apavorada; no entanto, proeza idêntica fizeram Ola John, Lima e Rodrigo, algo a que Leonardo Ralha parece não ter reparado.
A intenção de desvalorizar o desempenho dos atletas do Benfica é óbvia, também pela referência que faz ao facto de o Barcelona ter deixado alguns titulares no Banco. Leonardo Ralha parece convicto de que esta equipa só conta com onze jogadores excelentes, enquanto parece crer que todos os vinte e sete (salvo erro) atletas do plantel do Benfica são igualmente preponderantes na equipa.
O despeito costuma ofuscar a inteligência descredibilizando até os mais dotados.
UEFA:

 “Nesse contexto, não há nos estádios de futebol espaço para qualquer tipo de discriminação. Vamos, por isso, continuar a lutar contra ela de forma incansável, com toda a nossa força, juntamente com os nossos parceiros e com todos aqueles que, como nós, acreditam que a diversidade nos torna mais ricos e não mais pobres.” Declarações de Platini no site da UEFA.
A data do jogo Sporting-Videoton a contar para a Liga Europa foi alterada para ontem devido ao mau estado  do relvado provocado pelas intensas chuvadas que se abateram sobre Lisboa na data inicialmente marcada.
Compete aos titulares da organização das competições de futebol garantir que os jogos se realizem respeitando todos os legítimos interesses em jogo, como é o das equipas em confronto. A padronização do terreno de jogo é condição essencial para garantia da equidade desportiva, seja nas características dimensionais, seja na constituição do terreno, seja no seu estado de conservação ou textura.
Forçar uma equipa a jogar em relvado sintético ou em terreno congelado contra adversários rotinados nele é discriminá-la, diminuindo-a, estabelecendo diferenciação   relevante na igualdade de oportunidades.
Tal foi o que aconteceu à equipa do Benfica na Liga dos Campeões esta época contra o Spartak e na anterior contra o Zénit; no primeiro caso, jogando pela primeira vez em relvado sintético e no segundo sobre placa de “betão”, perdendo ambos os jogos com adversários inferiores com a agravante de, no segundo caso, ocorrer lesão grave num dos seus melhores atletas devido não só à violência agressão do colega adversário como também ao estado do terreno.
À UEFA não basta parecer preocupar-se com a equidade e propagandea-lo, tem de lutar por ela todos os dias com inteligência e determinação independentemente dos interesses que possam ser afetados e impor esse mesmo comportamento às federações nacionais, em vez de, hipocritamente, fechar os olhos, claudicando perante esses mesmos interesses.

AB

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