quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sporting-Benfica (1-3)



 Ao ver a classe com que Artur, na 2ª parte, defendeu um remate de um adversário isolado já próximo da pequena área, exclamei convicto: “vamos ganhar!”

Com este lance Artur incutiu nos companheiros a determinação da vitória por lhes ter assim mostrado não só que podiam confiar nele como merecia idêntica demonstração da sua parte. Tais mecanismos correm paralelamente às incidências das partidas e não poucas vezes as definem relevando a importância das lideranças, dentro e fora de campo.

Acicatada pela desprestigiante criação de um ambiente especialmente hostil ao Benfica pelo seu Presidente e consciente da importância desta partida para as suas aspirações neste campeonato,  a equipa do Sporting fez o que lhe competia; assumiu o jogo pressionando no meio campo, trocando bem a bola, abrindo a frente de ataque sempre com Capel muito irrequieto bem encostado à linha e sem marcação procurando meter a bola jogável no ponta de lança, notando-se algum atabalhoamento na movimentação ofensiva.

O Benfica, encarou o jogo de forma paciente, com excessiva lentidão e lateralização, com um meio-campo demasiado permeável, onde o jovem André e o determinado Matic não conseguiam suster as investidas do adversário e o sempre esforçado Máxi não acertava com a marcação ao Capel muito por falta do apoio de Sálvio.

Um infantil erro defensivo custou-nos um golo; ao tentar ajudar os centrais na recuperação do esférico, Máxi deixa Capel solto junto à linha o qual, num primoroso cruzamento, devolveu  o esférico a Wolsfinkel que este com um remate fulminante tipo "folha seca" introduziu na baliza sem que Garay ou Artur o conseguissem deter, aquele chegando atrasado, este não o vendo partir.

Não entendi a passividade com que os jogadores do Benfica se movimentavam, nem a desarticulação das movimentações e temi o pior…até à já referida defesa do Artur e, valha a verdade, ao susto no poste direito. Mantendo a racionalidade tática, os nossos atletas aumentaram a dinâmica, destacando-se Sálvio e, sobretudo, Ola John, que naquele seu estilo gingão mas talentoso e persistente, ia “arrancando” sucessivos e excelentes cruzamentos que sempre constituiram uma das melhores gazuas ofensivas. 

Foi assim que surgiu o empate num excelente cruzamento da esquerda, com o corajoso Tacuara a meter a cabeça à bola, entre dois defesas contrários, num dos quais aquela tabelou antes de “descobrir” o desejado caminho da baliza. Dizem que foi um golo a meias, dizem que ouve intervenção do braço de Cardozo, mas eu digo que foi mérito deste, por estar no sítio certo e ter a tido a coragem e o engenho de intercetar a bola de forma incontrolável para os defesas adversários.

Com a serenidade que caracteriza as grandes equipas, mantendo a toada do jogo, com o Sporting a tentar reagir mas já sem forças nem engenho, foi num lance de garra e talento que Máxi apareceu, fulgurante, na área, rematando forte e cruzado, para defesa…de um defesa adversário!….Milagre! O árbitro viu e assinalou a falta expulsando o infrator! Notável!

Desta vez o Tacuara foi Cardozo e com serenidade surpreendente, bateu o brioso Patrício num bonito gesto futebolístico. No terceiro golo, Cardozo foi Tacuara, surgindo letal no coração da área para concluir o lance com uma tremenda “paulada” de cabeça, respondendo a primoroso cruzamento de… Ola John, não tendo outro remédio Patrício senão ir ao fundo da baliza buscar o esférico. Foi o golo da tranquilidade. Realce ainda para Gaitan por ter feito a cabeça num “molho de brocas” aos defesas do Sporting, durante o tempo em que esteve em campo.

Dei comigo a tentar descortinar a razão da não utilização de Gaitan no jogo com o Barcelona, logo ele, que é talhado para os grandes jogos! Admiti então que a declaração de Jesus da assunção de prioridade ao campeonato em detrimento da Liga dos Campeões é verdadeira, lembrei-me também que há quem pense que o Benfica tem que ganhar cá dentro antes de o fazer lá fora e ocorreu-me ainda que, na estratégia para este jogo, Jesus apostou no desgaste físico dos atletas adversários e na inevitável desarticulação do seu futebol.

Quanto ao árbitro, julgo que não há erros graves a apontar-lhe, embora me tenha parecido demasiado permissivo nalgumas entradas dos verde-brancos.

E para terminar recomendo ao gabinete jurídico do meu clube que apresente à FIFA um projeto de atualização das regras do jogo de forma a contemplar para todas as equipas, dois guarda-redes; um principal, outro secundário. Talvez assim melhore o espetáculo, tornando o jogo mais transparente, apelativo e rentável…para todos! É que o sistema já está implementado por cá e com excelente resultados para o único clube da história do futebol português condenado por corrupção.


 E...sim, senhor Filipe António Pereira, Pinto da Costa anda a gozar não só com Luis Filipe Vieira, mas com todos os portugueses honrados, incluindo benfiquistas e jornalistas, constituindo um dos mais contundentes exemplos da falência de um regime que se pretendia Democrático para vergonha de todos.

AB

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