segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Estoril-Benfica (1-3)

Três golos de grande categoria - para mais tarde recordar, como disse José Augusto -, ditaram o desfecho do jogo a favor dos nossos, perante um Estoril honrado que tem vindo a fazer uma boa época, revelando bons princípios de jogo e alguns atletas de boa craveira técnica. Apraz-me ver chegarem ao futebol luso novos técnicos, sobretudo quando não são portadores dos velhos e miseráveis vícios que tanto mal estão a fazer ao futebol nacional. 
 
Mais um campo miserável, com várias peladas, de dimensões exíguas, a mostrar um dos departamentos a trabalhar para melhorar a competitividade do futebol nacional. Mais uma vez, tudo ao monte e fé em deus, passe curto, muito contacto físico, e travão às quatro rodas! Enfim, futebol dos distritais! Isto com vários estádios de qualidade às moscas, que nos custaram e custarão a todos, "os olhos da cara".
 
De mangas arregaçadas, os nossos atletas fizeram-se ao jogo com a serenidade de quem confia nas suas capacidades, pressionando alto, explorando as alas, beneficiando do enorme talento dos seus atletas, com destaque para Gaitan e Enzo, cuja criatividade e compatividade criam sempre grandes dificuldades a qualquer adversário.
 
Perante o sobrepovoamento da área adversária, onde a solução sempre virá da superioridade numérica, do jogo aéreo, da meia distância ou/e...da qualidade técnica, foi esta que os três golos patentearam! Três lances onde sobressairam o sincronismo e a soberba capacidade  dos nossos atletas! Aqueles pormenores que fazem do futebol o espetáculo que tem de continuar a ser, no qual o nosso Benfica tem especiais responsabilidades. Especiais sim; este clube tem obrigações perante a História e os espetadores. Obrigação de praticar futebol de alta qualidade, respeitando os adversários, disputando qualquer jogo pelo jogo sem o chauvinismo retrógado e criminoso que alguns ostentam e fomentam, fonte de inspiração  dos destituídos de caráter.
 
A entrada do Gaitan no primeiro golo, foi a dos executantes de eleição; num instante, Gaitan sintetizou todas as variáveis do lance, intercetando a bola primorosamente centrada pelo Cardozo, com a intenção de a direcionar para a baliza. E foi! só parando depois de beijar as redes adversárias. São assim os génios.
 
No segundo golo, mais uma vez, esteve em foco a qualidade técnica de...Gaitan, levantando a cabeça e colocando o esférico na área ao segundo poste onde Lima respondeu com uma execução à ponta-de lança; receção com o peito, fuzilamento da baliza e...vai buscar tafarel!
 
No terceiro, ficou-me na retina, a torção que Sálvio, no ar, deu ao corpo afim de induzir na bola a trajetória da baliza, perante a previsão de saída alta. É de craque!
 
Depois...depois não gostei e, adivinhei o golo adversário momentos antes dele acontecer! E não sou bruxo! Pois é, à semelhança do que aconteceu a época passada por várias vezes; está ganho, vamos tirar o pé, deixa-os andar...adversários humildes, batalhadores, infelicidade do Artur e...já está! Era escusado e foi chato! É que, o segundo do Estoril esteve por um fio! Acabaríamos com o miocárdio nas mãos! Escusadamente!
 
Árbitragem tendenciosa. Felicito o auxiliar que assinalou o 3º golo! Notável! Será que vai levar tau-tau de sua eminência? Mau desempenho na vertente disciplinar e algumas faltas mal assinaladas, como a que deu o golo ao Estoril. Não vale Sr Duarte Gomes! Veja lá o que é que falhou e não tenha medo do gandulo lá de cima; um homem com medo é...meio homem...mesmo com penacho aproençado!


AB 

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