sábado, 20 de abril de 2013

O candidato vitalício.

Ufana-se a imprensa em dar conta do recente anúncio de Pinto da Costa da sua candidatura à Presidência do FCP. Afinal, a autência notícia seria a da sua não candidatura! Todos sabemos que Pinto da Costa será candidato até que a mãe natureza o permita. Por medo ou superstição entre os sócios portistas nâo se têm perfilado alternativas. Fora deste círculo, a hipocrisia tolhe os que deveriam defender a tão almejada regeneração do desporto nacional, não faltando falsos elogios supimpas ao compulsivo candidato.
 
Nos malefícios infligidos ao desporto, em especial ao futebol, nas últimas décadas, Pinto da Costa tem sido o eminente protagonista, como tem sido revelado à saciedade ao longo dos anos pela generalidade da comunicação social. E como tal será recordado.

Frustrado pela consciência das espúrias conquistas, Pinto da Costa revela o seu desgosto pela  falta de elogios públicos entre portas, desvalorizando o patético título de "dirigente desportivo do século" que lhe foi atribuído pela tenebrosa Associação de Futebol do Porto, agora liderada pelo não menos tenebroso Lourenço Pinto.
 
Anseia Pinto da Costa uma espécie de perdão implícito através de um qualquer agraciamento, ainda que hipócrita, certamente nunca inferior à comenda já atribuida a Vitor Baía mesmo a tempo de se apresentar em Tribunal abonando o réu, contribuindo para a  sua absolvição. Tal como nós, Pinto da Costa também sabe que as vitórias só têm valor quando reconhecidas pelos outros, principalmente adversários, e que, tal só é possível quando leais.

Não se ganha o respeito de quem se enxovalha! Que é o que tem feito Pinto da Costa à grande maioria dos portugueses em toda a vida que tem dedicado ao desporto, julgando conquistar a simpatia dos Portuenses e dos Nortenhos em geral, ao manter os poderes institucionais de joelhos, manietados perante as corriqueiras acusações de alegados ataques do "centralismo lisboeta" ao povo do norte, do qual se arvora representante. 

Nâo há medalhas, taças ou encómios que valham as felicitações genuinas, sentidas e livres do adversário. Pinto da Costa sabe-o e sente-o cada vez com mais intensidade à medida que sente eminente a sua inevitável retirada. Já quase o odiei! Hoje, dele, já quase só tenho pena!

António Barreto

Sem comentários:

Enviar um comentário