domingo, 16 de fevereiro de 2014

P. Ferreira-Benfica (0-2)

Vitória num campo tradicionalmente difícil, num jogo chato onde os golos foram os melhores apontamentos. Não dá; este futebol é suicidário, aceitável entre amadores, deplorável no âmbito profissional. Ponham termo a isto, ff; retomem a proposta de Mário Figueiredo, estudem-na e aperfeiçoem-na de forma a restituir o espetáculo ao público.
 
Resume-se por isso, o jogo, à história dos golos. Precisão nos passes, nos cruzamentos, nos remates e sincronismo. Foi o caso do primeiro, resultante de um centro colocadíssimo de Amorim a sobrevoar a defesa para cabeceamento mortífero de Garay. Gostei especialmente do segundo; recuperação de Amorim seguido de lançamento em profundidade para Rodrigo que não conseguiu evitar  o corte incompleto do defesa, seguindo-se a recuperação de Markovic que acompanhara o lance e, decido como habitualmente, rematou colocadíssimo ao primeiro poste, batendo o esforçado guarda-redes.
 
Julgo que o Benfica deveria ter colocado mais intensidade logo de início, promovendo passes de roptura junto da área adversária, forçando o erro da sua defensiva. Faltou meia-distância, mais jogo aéreo e mais amplitude. A opção por sucessivos toquezinhos frente a um adversário teimosamente recuado, fatalmente, acaba em sucessivas e perigosas perdas de bola. Enfim; a perder, lá subiu o Paços, sem grande convicção, não tendo criado uma única oportunidade de golo. A ganhar, o Benfica, ficou na expectativa do contra-ataque, que lhe renderia o golo da tranquilidade. Pareceu-me contudo ter havido a preocupação de evitar lesões e excessivo desgaste físico face ao próximo compromisso europeu.
 
O árbitro não esteve bem; mostrou, mal, o amarelo a Siqueira, quando deveria, no mesmo lance, ter mostrado o segundo amarelo ao jogador do Paços. Outros casos houve em que não sancionou o jogo violento dos canarinhos. 

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