domingo, 22 de junho de 2014

O "sistema" ataca em todas as frentes

      Depois da agregação em torno da Sport TV da Zon-óptimus, da PT, do BCP do BES e de investidores angolanos proporcionando a sua capitalização e apoios comerciais de peso,  estão em curso os processos de desmantelamento  do plantel do Benfica e da neutralização da Liga. De facto, depois das pré-anunciadas saídas de Rodrigo e André Gomes para o Valência, referem-se agora as de Garay para o Zénith e de Enzo também para o Valência, anunciando-se também com mais insistência grande empenhamento de vários clubes, entre os quais o inevitável Valência, no concurso de Oblack. Por detrás de todas estas movimentações parece estar a mãozinha de Jorge Mendes, ao que parece, o atual mandante do futebol nacional, alegadamente, incumbido por Pinto da Costa de desfazer o plantel do Benfica, estratégia corrente da Direcção do clube que, segundo Ferguson, "compra campeonatos no supermercado".  Francamente, entre a necessidade de vender do Benfica, a voracidade e poder do mercado e o eventual ataque de PC, haverá um ponto de convergência impossível de vislumbrar. De todo o modo, os jogadores em causa são nucleares e não vai ser nada fácil substitui-los sem perda de eficácia. Oxalá Oblack se mantenha; foi fundamental na estabilização da equipa na época transacta e sê-lo-á na reestruturação da mesma. Gostaria que a  Direcção que consignasse 50% da verba arrecadada, à amortização do passivo, mantendo a trajectória de redução do mesmo, iniciada no ano económico anterior em cerca de 14 ME, e do serviço da dívida que é de cerca de 22 ME.
      O esforço de recrutamento tem sido notável tendo-se preenchido já algumas posições; no eixo da defesa - César e Lisandro (regresso) -,  na esquerda da mesma - Djavan e Loris Benito -, no centro - Dawidowicz -, e na esquerda do ataque - Candeias -. Procuram-se reforços para a frente - fala-se em Éder, Bébé e Derley - e para o meio campo - parece que ainda não há nomes credíveis. Enfim, está em marcha uma autêntica roleta, razão pela qual assume relevância decisiva a eficácia dos departamentos de recrutamento dos clubes. Veremos como nos vamos sair desta vez.
     
      Na eminência da derrota da estratégia do "sistema" para a substituição da Direcção da Liga, cujo controle parece vital para assegurar as vitórias do Porto e a solvabilidade da Sport TV, face à tenacidade de Mário Figueiredo que, surpreendentemente, tem resistido a todos os ataques, surgem agora notícias da eminência de saída de legislação que permitirá à FPF - controlada pelo "sistema" - acumular as funções da Liga. Nada que nos surpreenda; falhada a eleição de Júlio Mendes, Presidente do Guimarães, entra o Governo pela mão do Secretário de Estado do Desporto, Emídio Guerreiro, também Vimaranense, a dar a mãozinha a Joaquim Oliveira. Recordemos que, nas camadas jovens - Juniores e Juvenis -, mais uma vez, as equipas do Benfica foram prejudicadas em favor, respectivamente, do Braga e do Guimarães. Coincidências?, talvez, mas não acredito, dada a natureza dos prejuízos e o histórico. Pelo meio, a decisão do Tribunal Administrativo do Porto favorável à providência cautelar apresentada pelo Guimarães e Estoril - outra coisa não era de esperar -, que Mário Figueiredo considera sem efeito por ter sido apresentada fora de tempo. Veremos, a este respeito, se a UEFA e a FIFA sancionarão aqueles clubes, como advertiram,  pelo recurso ao Tribunal Civil antes de transito em julgado nas instâncias desportivas; Concelho de Justiça da FPF.
E é nisto que consiste o jogo fora das quatro linhas. Oxalá a Direcção do Benfica se aguente nas "canetas".

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