sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A entrevista de Luis Filipe Vieira

Gostei de saber que o Benfica não tem nem teve, nos últimos anos, nenhum evento negativo com a banca e que, por isso, a Direcção, não conta com dificuldades do, agora, Novo Banco, do qual, aliás, parece não ter recebido comunicação alguma. Porém, a conjuntura aconselha alternativas de financiamento, dada a previsível falta de liquidez da nova entidade bancária e esperada alteração de orientação estratégica. Por outro lado, espero que cessem os privilégios alegadamente atribuídos recentemente pelo BES a concorrentes diretos do Benfica.

A venda maciça de jogadores neste defeso, não foi, portanto, para satisfazer necessidades de liquidez resultantes da atual crise bancária, antes se deveu a imperativos de mercado - Markovic, Rodrigo, André Gomes - e a critérios técnicos ou de gestão económica - Cardozo e Garay e Siqueira. Ficou também claro que Djavan saíu para proporcionar a entrada de Eliseu, por este dar mais garantias ao Treinador. Enfim, fez bem o Benfica ao recusar as ofertas de Oblack e Danilo - isto não é o cabaré da coxa! E fará ainda melhor se concluir as contratações de que a equipa necessita; guarda-redes e avançado (pelo menos). Quanto aos jovens da formação, é e será sempre um caso melindroso, mas é verdade que os critérios desportivos têm que prevalecer, sem embargo de proporcionar aos de maior potencial rodagem em clubes competitivos, como são os casos do Mónaco e do Valência, com possibilidade de retorno desportivo ou financeiro, a médio prazo. Já não me agradou a aparente resignação com aquisições recorrentemente falhadas; preferia o anúncio de medidas tendentes a atenuar este autêntico flagelo. Aliás, seria interessante conhecer os custos totais - passes e salários - do clube, nos últimos seis anos nestes casos.

Não gostei da relativização que LFV fez da péssima pré-época cessada; qualquer grande equipa perde jogos, e, às vezes, até com equipas modestas. Outra coisa são enxovalhos públicos resultantes de exibições deprimentes de uma equipa classificada em 5º lugar no ranking europeu.  A humildade consegue-se com uma cultura de respeito e profissionalismo e não sujeitando todos a vexames. Há que conjugar todos os factores a contento.

Benvindo foi o anúncio da continuação da aposta nas modalidades; bem que necessitamos de melhorar no andebol, futsal e até no hóquei.

Idem relativamente à Benfica TV, que necessita de mais e melhores conteúdos e mais debate.

Relativamente à Liga pouco adiantou, a não ser reconhecendo a necessidade de mudar, bem como alguma responsabilidade no estado atual e disponibilizando-se para uma solução de consenso. Com franqueza, com Pinto da Costa na jogada, não acredito em consensos, antes em confrontos.

A tendência para o suicídio que atribui aos benfiquistas é uma alusão curiosa que é capaz de fazer sentido na medida em que, aqueles, sempre querem o ótimo, já, independentemente das circunstâncias e das consequências. E fez bem em lembrar a todos que só participando se faz o Benfica mais forte. Não basta exigir e criticar.

 

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