domingo, 21 de setembro de 2014

Benfica-Moreirense (3-1)

   Um Moreirense pressionando alto e próximo, com grande disponibilidade física e muita gente no meio-campo, boa movimentação, entreajuda e racionalidade, cedo se adiantou no marcador com um belo golo que gelou o estádio, sobretudo pela pastosidade do jogo do Benfica. Efetivamente, a lentidão e défice físico marcaram toda a primeira parte dos encarnados deixando no ar a ideia de quase impossibilidade de darem a volta ao resultado. Assim não aconteceu, graças à maior dinâmica do segundo tempo, já anunciada com a troca de Samaris por Derley ainda na 1ª parte, ao esforço de rotura de Talisca causador da expulsão de Marcelo e à "bomba" de Eliseu, que assim se redimiu da falha de marcação no golo adversário.
   O Moreirense impedia a construção dos jogadores do Benfica, não lhes concedendo espaço para dominar a bola nem tempo para pensar o jogo, disputando os lances quase sempre em superioridade numérica. Pareceu-me que os encarnados acusaram desgaste físico e talvez mental em consequência do exigente jogo com o Zenit. Após o empate, com a entrada de Ola John, aumentou a fluência e criatividade do jogo ofensivo, com as oportunidades a sucederem-se frente a uma defesa que procurava bravamente segurar o resultado. Execução primorosa de Lima na grande-penalidade, quebrando o enguiço, e precioso o "feroz" e oportuno remate do combativo Max, a bater Marafona sem apelo nem agravo.
   Resultado justo e nota positiva para a equipa do Moreirense, fiel à sua própria tradição, com ressalva de eventual antijogo de Marafona. Está de parabéns o Treinador Miguel Leal quer pela qualidade da sua equipa, quer pela serenidade e clareza do seu discurso.
   Julgo que a equipa de arbitragem esteve bem, excepto ao assinalar a grande-penalidade para o Benfica por ausência de contacto e ao deixar sem castigo máximo um corte com a mão de um defesa da equipa de Moreira de Cónegos impedindo o golo encarnado que seria, salvo erro, do empate.

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