sábado, 6 de setembro de 2014

Mário Figueiredo quer travar eleições


Noticia a imprensa ter Mário Figueiredo apresentado uma providência cautelar relativamente à decisão do CJ da FPF  de repetição do ato eleitoral da LPFP que, por sua vez, validou as candidaturas de Fernando Seara e Rui Alves, não se tendo contudo pronunciado quanto ao recurso apresentado pelo Nacional relativamente às mesmas eleições. Por outro lado, o Presidente da Assembleia Geral da Liga, Carlos Deus Pereira, que disse considerar política a decisão de anulação das eleições, recusa-se a convocar novas eleições sem uma decisão do CJ da FPF quanto ao recurso do Nacional. Perante tudo isto pronunciou-se o Secretário de Estado do Desporto e Juventude no sentido de garantir o cumprimento da lei, reconhecendo porém o direito de recurso de Mário Figueiredo.

Finalmente apareceu alguém disposto a lutar pela regeneração e competitividade do futebol nacional, munido da coragem, competência jurídica e visão empresarial necessárias. O seu projecto é o melhor; alteração dos quadros competitivos de molde a aumentar o grau de incerteza dos resultados e centralização dos direitos desportivos com vista à maximização das correspondentes contrapartidas pelo estímulo concorrencial, desmantelando, simultaneamente, a teia que subjuga grande parte dos clubes - os seus opositores - aos interesses do concessionário e seus aliados explícitos e implícitos.

A luta de Mário Figueiredo, tem a virtude de pôr a descoberto a hipocrisia de todos os que têm enchido a boca e os jornais com a necessidade de defesa da verdade desportiva, da transparência e de denúncia e combate ao "sistema". Hoje, perante a luta de Figueiredo, permanecem em silêncio ou imputam-lhe as responsabilidades do estado a que chegou a Liga, quando salta à vista o processo de asfixia financeira em curso de que esta entidade tem sido vítima, a que não será estranha o injustificado silêncio da ERC relativamente à queixa que Mário Figueiredo apresentou contra  abuso de posição dominante no caso da concessão dos direitos desportivos dos clubes. Recentemente, aliás, este dirigente, fez uma exposição a Emídio Guerreiro acerca da anormalidade dos pagamento contratados por parte do concessionário, o qual, por alegada falta de recursos paga em letras aos clubes, processo oneroso e indutor de instabilidade visto que, como sabemos, é sempre o aceitante o responsável pela liquidação das mesmas.

Quanto às declarações do Secretário de Estado, entendo-as mais como uma ameaça à liga e ao seu Presidente que de vontade de colaborar na procura das melhores soluções para o futebol, em virtude da recente lei que ele próprio fez aprovar no sentido de proporcionar à FPF a alocação das competências que ainda restam à Liga. E é convicção dos cidadãos adeptos, onde me incluo, que a FPF é actualmente dominada pelo "sistema" que Figueiredo combate. Não tenho dúvidas que é o medo e não a convicção, que sustenta os opositores de Figueiredo. Endereço pois os parabéns aos clubes que o apoiam, Sporting, Belenenses, Paços de Ferreira, Leixões, Farense, Santa Clara e Atlético e até ao Boavista apesar do seu voto em branco. Lamento a indefinição do Benfica, apesar de a compreender.

Efectivamente, talvez o Governo tenha que agir, já que a maioria dos clubes não parece interessada em acabar com o pestilento ambiente em que vegeta, acabando tudo isto, afinal, em desprestígio e até humilhação para os adeptos do futebol nacional, nomeadamente da Selecção Nacional, que, por sinal, acaba de ser batida em casa pela fortíssima selecção da Albânia, dando desde já o mote da tendência do apuramento ora iniciado. Falta a humilhação suprema para mudar o futebol...tal como o País.

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