domingo, 26 de outubro de 2014

Os inquisidores pós-modernos


"Um folheto intitulado Ser cientista: uma atitude responsável perante a investigação [18] , publicado, em 1995, pela Academia Nacional das Ciências, dos Estados Unidos da América, fornece-nos um conjunto de critérios bem esquematizados a fim de balizar a conduta dos cientistas. Com efeito, estes navegam através de escolhas difíceis e devem eles próprios comportar-se de modo ético.
"A falibilidade dos métodos recorda-nos, e isso é precioso, a importância do cepticismo em matéria de ciência. Os conhecimentos e os métodos científicos, velhos e novos, devem ser continuamente observados tendo em consideração os eventuais erros. Um tal cepticismo pode-se encontrar em conflito com outros pontos importantes da ciência como a necessidade de criatividade e de convicção na defesa de um ponto de vista dado. Todavia, o cepticismo organizado e preciso, tanto como uma abertura a novas ideias, são essenciais para prevenir a intrusão de dogmas ou de partis pris colectivos nos resultados científicos".
Aqui, o cepticismo é erigido em virtude, o que contrasta com o tratamento hostil reservado aos cépticos nas ciências do clima. Entretanto, a defesa contra os dogmas e os partis pris, citados atrás, aplicam-se directamente aos especialistas das alterações climáticas que têm numerosas vezes feito prova de um partis pris no seu trabalho, o que contaminou o processo do exame critico pelos seus pares.

Uma fraqueza corrente dos cientistas, em particular daqueles comprometidos na investigação com impacto público, é o de rejeitar toda a intrusão de alguém na conduta do seu trabalho. O processo de exame da comunidade científica fornece uma barreira eficaz ao exame do público: há uma tendência para considerar o público como pessoas atrasadas que precisam ser ensinadas e não como instruídas. A arrogância intelectual que daí resulta faz dos cientistas uma espécie de clérigos medievais, guardiões de um segredo e de um saber exclusivo, fora do alcance dos olhos indiscretos do público. Uma tal atitude, corrente em cientistas mal formados, é imperdoável dado que a maior parte da investigação é financiada pelos dinheiros públicos. Isto, todavia, não impede esses cientistas de adoptar uma visão possessiva dos seus resultados. O folheto da Academia das Ciências coloca-se na defesa:
"Preenchendo estas responsabilidades, os cientistas devem ocupar tempo a comunicar os conhecimentos à sociedade, de modo que o público possa avaliar as investigações com conhecimento de causa. Por vezes, os investigadores reservam-se eles próprios esse direito, considerando os não-especialistas como não qualificados para estabelecer tais julgamentos. Nomeadamente, a ciência não oferece se não uma janela acerca da experiência humana. Enquanto defendem a honra da sua profissão, os cientistas devem procurar evitar colocar num pedestal o saber científico obtido com meios públicos".        
      Isto é uma crítica directa ao "cientismo", uma crença mantida por muitos cientistas de que o conhecimento não adquirido por cientistas profissionais é conhecimento sem valor. O cientismo é uma afronta às pessoas livres quando nega o direito do público de julgar o trabalho da ciência, mesmo quando este trabalho é financiado pelo dinheiro dos contribuintes. É uma fórmula que mantem os cientistas acima da crítica e irresponsabiliza-os perante toda a gente excepto os seus pares. É uma visão anti-democrática do mundo que é claramente contrariada pela Academia Nacional das Ciências.

Entretanto, nas ciências do clima, verificam-se numerosos exemplos de críticas e de preocupações da parte do público que são afastadas através de estatísticas injustificadas e de falsos recursos à autoridade académica.
    

Em "a falsificação da história climática a fim de "provar" o aquecimento global"

por John L. Daly
 
 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário