quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O paradoxo da formação do Benfica

   Estou desapontado com a venda do Bernardo Silva!, porque é um raro talento, dos que enchem estádios, porque sendo um benfiquista profundo transporta com ele a mística que faz a diferença e de que o clube e os adeptos precisam. Sei que os encargos da formação são elevados e chegou a hora do reembolso, sei que os compromissos financeiros do clube têm que ser respeitados, sei que é impossível resistir à voracidade dos "galifões" europeus, mas também sei que o Benfica à medida da sua história e dos seus adeptos só será possível quando nela couberem vários Bernardos; talentosos, lutadores e, simultaneamente, adeptos. Estamos a vê-los partir e perguntamo-nos quando irá o Guedes ou o João Teixeira! Um Benfica de ocasião, é o que temos! Resta-nos a ténue esperança de que a receita não sirva em exclusivo para fazer face à despesa corrente e, pelo menos parcialmente, seja aplicada na amortização do  asfixiante passivo, bem como a satisfação agridoce, da confirmação da alta qualidade da nossa formação. Pode ser que, um dia, já na fase descendente da sua carreira, Bernardo Silva volte a assumir o vermelho e branco. Boa sorte Bernardo. Vamos estar de olho em ti.

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