terça-feira, 7 de julho de 2015

COOL IT (Bjorn Lomborg)

Alguns extratos:

"É indiscutível que nos últimos séculos, a humanidade provocou um aumento substancial dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo assim para o aquecimento global. O que é, porém discutível é se a histeria e os gastos precipitados em programas extravagantes de redução de CO2, por um preço sem precedentes, é a única reacção possível."
 
"Actualmente, qualquer pessoa que não apoie as soluções mais radicais contra o Aquecimento Global, é considerado um proscrito, é chamada de irresponsável e é vista como sendo, possivelmente, um fantoche corrupto do lóbi do petróleo."
 
"A União Europeia considera-o um dos problemas mais ameaçadores actualmente....Tony Blair encara-o como "o problema mais importante"....Angela Merkel prometeu que a questão das alterações climáticas seria uma prioridade máxima em 2007, tanto no âmbito dos G8, como no âmbito da União Europeia e o italiano Roman Prodi encara as alterações climáticas como a verdadeira ameaça para a paz internacional.

"Ursos Polares"

   A imagem de um urso polar sozinho em cima de uma massa de gelo flutuante a derreter, procurando em vão o próximo bocado de gelo para onde saltar, publicada pela revista Time em 2006, numa reportagem especial sobre o aquecimento global, anunciando o fim próximo dos ursos polares, é avassaladora. A simpatia que aquele animal suscita na generalidade das pessoas e a antevisão do seu afogamento iminente, induz de imediato no leitor a convicção da inevitabilidade do apocalipse global. Está pronto para absorver e aceitar todas as restrições ao quotidiano, que lhe queiram impor.

   Várias outras entidades se referiram ao tema em moldesidênticos; Al Gore, o Fundo Mundial para a Vida Selvagem, o The Independent, o Fundo Mundial para a Natureza e A Comissão de Avaliação do Impacto Climático no Ártico. Estas duas últimas entidades apoiavam-se em estudos do Grupo de Especializado no Urso Polar da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. 

   Acontece porém que, este Grupo, apurou que, das vinte diferentes subpopulações de Ursos Polares, uma, ou, possivelmente, duas, estavam a diminuir na Baía de Buffin; que mais de metade eram estáveis, e que duas subpopulações estavam mesmo a aumentar no mar de Beaufort. Por outro lado verificou-se um aumento extraordinário daquelas populações nos anos anteriores; de cinco mil membros nos anos 60 para vinte e cinco mil em 2007. Surpreendentemente as duas populações em decréscimo verificam-se numa zona onde as temperaturas têm baixado nos últimos cinquenta anos, enquanto as duas populações em crescimento habitam em zonas onde tem feito mais calor. Nada disto tem sido referido!

  O alarme que a redução de 17% da população de ursos polares na costa ocidental da Baía de Hudson, entre 1987 e 2004, suscitou - de 1200 para 950 -, não teve em conta que, após 1981, em que a população era de 500, se verificara um aumento vertiginoso da população. Omite-se também que, anualmente, são abatidos entre trezentos a quinhentos ursos, contando-se em cerca de quarenta e nove na costa ocidental da Baía de Hudson. Em suma, podemos admitir que enquanto perdemos anualmente cerca de 15 ursos devido ao aquecimento global, são abatidos todos os anos quarenta e nove!

   Interessante é a projeção da Comissão da Avaliação do Impacto Climático no Ártico, segundo a qual o aquecimento global se traduzirá neste continente num aumento da riqueza das espécies e a uma maior produtividade do ecossistema, com menos deserto polar, mais florestas, mais aves nidificantes e mais borboletas!

   A emotividade com que o tema do aquecimento global tem sido tratado, concentrando o esforço na redução de emissão de gases com efeito de estufa, o qual poderá salvar, talvez, 0,06  ursos por ano, impede-nos de adotar a solução de maior benefício e menor custo que consiste no maior controlo da caça, que poderá salvar até cerca de quarenta e nove ursos por ano.

   E é assim que Bjorn Lomborg lembra que o nosso objetivo final consiste em melhorar a qualidade de vida e o ambiente e não em reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e o aquecimento global em si mesmos, e que aqueles objetivos são mais fáceis da atingir por outros meios.
 outras vias. 

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