domingo, 30 de agosto de 2015

Em que ficamos?

   Frente ao Moreirense, uma vitória sofrida e já inesperada; a equipa do Benfica apresentou-se, mais uma vez, sem intensidade nem dinâmica. Pratica um futebol estático, previsível e inócuo, vivendo do talento de alguns jogadores, em especial Gaitan, Jonas, Mitroglou e agora Jimenez. Carece gritantemente de criatividade no meio-campo e de ala direita. Aos avançados, exímios no jogo aéreo, faltam os centros e cruzamentos a preceito, que só Gaitan tem mostrado capacidade para produzir. 

   Guedes e Talisca vieram provocar roturas obrigando os adversários a correr, a cometer faltas, e a defesa a desposicionar-se. Perante um adversário que montou a equipa em trinta metros, os jogadores do Benfica insistiam, sem convicção, em transportar a bola num labirinto que faz lembrar os tetrápodes de proteção marítima. Com este tipo de equipas, o futebol português não tem futuro; entram a proteger o pontinho adquirido por entrar em campo. E não saímos disto! 

   Felizmente que o mercado fecha em breve permitindo que cada um se concentre no seu trabalho, acabando com a incerteza que paira sobre jogadores e Treinador. Não há coração que aguente!

   Está visto que, após tanta e persistente berraria - salvo seja -, contra os árbitros e Vitor Pereira, aqueles acusam o condicionamento nos jogos. Ainda vamos na terceira jornada e os efeitos já se fazem sentir; o Benfica deveria ter, pelo menos, mais um ponto...ou três.

   Rui Vitória ainda tem que conquistar a confiança dos jogadores e o coração dos adeptos. Ontem deu mais um pequeno passo...mas não chega!

   Há que continuar a trabalhar com ideias e com inteligência.

(Tela: "Nu" de Amadeu Modiglianni)

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