segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Supertaça 2015

   A supertaça 2015 está bem entregue ao Sporting pois foi a melhor equipa no terreno; assumiu e mandou no jogo a maior parte do tempo, conciliando muito bem a qualidade do posicionamento com a intensidade e a qualidade do passe em ambas as fases, procurando sempre a baliza contrária. 

   Já o Benfica foi uma equipa mal dimensionada, apática, reactiva - só nos cerca de 20 minutos finais assumiu o controle do jogo - sem criatividade, sem intensidade, sem poder de fogo e sem ideias.

  Apesar de quase totalmente renovada, sem Luisão, André Almeida e Eliseu, gostei do desempenho defensivo. A "carambola" que deu o golo do Sporting enganando Júlio César, é fortuita, embora denuncie falha defensiva no meio campo.  Aqui e no ataque esteve o equívoco - será que foi?; com dois médios defensivos, Fejsa e Samaris e em inferioridade numérica, a dinâmica ofensiva era uma miragem, enquanto Jonas, basculando entre as laterais - um moiro de trabalho tal como Gaitan -, desposicionava-se, tornando infrutíferos os poucos cruzamentos efectuados. Gaitan, quase sempre travado em falta,  era o único a desiquilibrar e Ola John, no seu estilo molengão lá ia sacando uns cruzamentozitos mal amanhados. Talisca andou perdido no campo. 

   Se a passividade dos encarnados é compreensível face ao desgastante périplo pelas américas já o escalonamento e o posicionamento dos jogadores indicia ter sido este jogo encarado por Rui Vitória como mais um passo na preparação da equipa. Mas não se percebe a demora em mexer nela. Bastaria acelerar um pouco, meter criatividade e densidade no meio-campo - Pizzi ou Gaitan - e dar companhia a Jonas, para virar o jogo; o Benfica jogou a 25% do seu potencial, o Sporting esteve a 80 %.

   Disse Jesus que o Benfica teve medo mas eu julgo que foi o contrário; os verdes, quando perdiam a posse da bola metiam três trincos os quais subiam ao meio-campo na fase de construção criando superioridade numérica. A iniciativa de jogo resultou precisamente do medo de não conseguir travar o jogo dos encarnados. Se estes estiveram apáticos, os adversários denunciavam um falso poder, percebendo-se que se encontram numa fase de preparação mais avançada devido ao processo de apuramento para a Liga dos Campeões.

   No que diz respeito ao Benfica, a matéria-prima está lá; com uns ajustes voltaremos a ter uma boa equipa. Mas, francamente, não sei se o Treinador está à altura!, try me Rui Vitória, try me! Fazer testes arriscando troféus não é coisa que me agrade. E os meninos bem comportados levam sempre porrada dos outros.

  O futebol necessita desta velha rivalidade mas não das patetices de Jesus e quejandos. A atitude do ex-Treinador do Benfica denuncia insegurança, além da reiterada falta de carácter por desrespeito a quem o estimou durante seis anos. Esta ânsia injustificadamente acintosa  nada mais significa que ausência de confiança e respeito por si próprio. 

 Convém, no entanto, lembrar ao Presidente do Benfica, que nos negócios não há amizades. Bem sabemos porquê. O Adeptos do Benfica foram enxovalhados por uma pessoa sem categoria. Os Dirigentes do Benfica não devem permiti-lo, impedindo o arrastamento dos processos e reservando para si a última palavra. Não foi o que aconteceu com Jesus e com Máxi. O planeamento implica prazos e quem os define é o Benfica, não os funcionários!

   Ainda haverá mexidas no plantel; esperemos que sejam as adequadas e que Rui Vitória não nos decepcione. ...Mas temos de começar a ganhar, acabou-se o tempo.

   Jorge de Sousa esteve mal; da justiça dos golos anulados não sei. Mas devia ter assinalado penalti sobre  o Gaitan! Mau sinal, muito mau sinal!

   

   (Quadro de Abel Manta)

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