quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Piropo e ressabiamento feminista

     Esta história da criminalização do piropo ilustra bem o estado de insanidade da politica portuguesa atual e dos tiques totalitários da esquerda em particular. Confesso que o caso não me suscita grande interesse; compreendo o processo de captação das franjas do eleitorado pela esquerda radical e da sua necessidade de palco permanente, percebo que mulheres "ordinárias" se sintam ofendidas com piropos ordinários, entendo que  mulheres "decentes" gostem de galanteios, compreendo que as lésbicas detestem os homens, entendo que as feministas vejam nisto mais um passo na emancipação do género. Mas também sei que a natureza que faz uma mulher produzir-se para agradar e, ou seduzir os outros é a mesma que impele o homem à aproximação vital. De qualquer forma, acredito que a criminalização do piropo é redundante, por sobreposição ao crime de injúria já contemplado na legislação vigente. 
 
   Porém, aprendi algo novo; afinal, talvez a imposição da burka pela sharia não constitua uma restrição às liberdades femininas mas  vise, tão somente, protege-las dos "insultuosos" galanteios masculinos. Et voilá!
 
   Talvez seja algo prematuro legislar impondo a burka às mulheres portuguesas, mas como sei que, com prisão ou sem prisão, os piropos jamais acabarão (Ui!, estou com veia poética), sugiro às mais pudicas o uso voluntário de tal vestimenta avançando desde já as minha sugestões.
 
   Haja paciência!

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