domingo, 7 de agosto de 2016

Ainda agora é agora!

  
 
Georges Seurat, Peasants Driving Stakes
 
   Já estão ligados os "motores" para a disputa do primeiro troféu da época, o da supertaça; esse troféu, segundo alguns, inventado nos tempos do auge portista com a finalidade de permitir ao clube da bela cidade do Porto, aproximar-se do glorioso Benfica em número de troféus conquistados. No mesmo tempo, do consulado de Madail, em que a FPF inventou numerosos jogos a feijões da seleção nacional com equipas  de seleções de "pernas de pau", com a finalidade de retirar a Eusébio o título de melhor goleador nacional de sempre. Uma feia infantilidade.
 
   A equipa do Braga já conquistou os seu estatuto de quarto grande e tem legítimas aspirações à vitória. Neste início de época, José Peseiro, apostará em desfazer a má imagem que deixou na época transata ao serviço do Porto. Estou certo que procurará implementar estratégia semelhante à que rendeu a vitória na Luz à equipa do Porto na época anterior; bloqueio dos espaços no seu meio-campo com um avançado deambulando na frente à espera de um qualquer desaire. Habitualmente provida de bons jogadores, a equipa da cidade dos arcebispos, é um adversário de respeito que exije a máxima concentração.
 
  A equipa do Benfica deu boas indicações na pré-época, subsistindo algumas dúvidas quanto à ocupação das faixas e do meio-campo e, sobretudo, relativas à capacidade criativa e ao sincronismo de todo o processo ofensivo. Iniciar a época com nove baixas por lesão deve ser algo único no mundo do futebol!, importa perceber as causas e se há forma de as evitar.
 
   A equipa B do Benfica "arrancou" com um empate a um golo com a equipa do Cova de Piedade, no Seixal. Pelo resumo, pareceu-me que fez o suficiente para ganhar. No entanto, o Sr árbitro apresentou neste jogo a matriz da época finda; o golo do empate resultou de um lance de mão na bola e já na ponta final ficou por assinalar uma grande penalidade pelo mesmo motivo. Porquê?, o lance foi bem visível e não deixou dúvidas!, são ordens?, É desconfortável começar a época com queixas da arbitragem, mas há razões para isso e é melhor chamar a atenção de quem de direito; quem cala consente.
 
   Algumas novidades dignas de elogio vão ser introduzidas pela FPF e pela LPFP na Liga; publicação dos relatórios dos árbitros a introdução do vídeo-árbitro e a possibilidade de recurso a árbitros estrangeiros. A primeira e a terceira medida contribuirão para impor aos árbitros maior adesão à realidade e menor flexibilidade na interpretação dos lances. Alegações como a da "intensidade", da "intencionalidade" ou do "posicionamento" e da "velocidade"  serão bem mais difíceis de justificar, mesmo com a condescendência tutelar. Já quanto ao vídeo-árbitro me parece estar em curso uma discussão algo patética!, não vejo onde está a dúvida!, quanto a mim, o árbitro de campo continuará a ser soberano e recorrerá ao parecer do "vigilante" quando entender. A diferença é que deixará de ter justificação para os erros grosseiros de avaliação que, geralmente, decidem jogos e campeonatos. Trata-se de impedir a manipulação impune de resultados que muitos dos adeptos percebem existir nalguns casos.
 
   Consta ainda que Hermínio Loureiro será o representante da FPF na Liga. Não sei bem qual será o propósito, mas, em princípio, parece-me um bom sinal; Hermínio Loureiro tinha boas ideias para o futebol nacional que tentou levar à prática quando desempenhou o cargo de Presidente da LPFP...a que renunciou na sequência das "pressões" a que foi submetido pelas forças dominantes, à época. As mesmas que viriam a afastar o seu sucessor, o corajoso Mário Figueiredo, que, apesar de tudo, conseguiu dar mais um passo para desalojar o parasitismo instalado.
 
   Fernando Gomes, está a surpreender-me pela positiva. Não esperava; paulatinamente, parece estar a conduzir o futebol nacional na senda da credibilização. Veremos como se comportará esta época, nomeadamente relativamente aos incendiários, que teimam em  adotar métodos que julgávamos em vias de banimento.

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