terça-feira, 6 de setembro de 2016

Das novas regras do futebol

Desert Journey 1935, Maynard Dixon
É surpreendente a quantidade de regras de futebol que foram modificadas esta época; algumas aparentemente sem causa, outras oportunas, vejamos:
A "paradinha" deixa de ser possível; não sei porquê; é um belo gesto técnico e o público gosta de espetáculo. Será que a consideram uma humilhação para os guarda-redes?
Nos prolongamentos pode fazer-se mais uma substituição. Acho bem.
Pausas para hidratação - uma velha artimanha do antijogo - passam ser adicionadas, obrigatoriamente, ao tempo regular de jogo.
Vídeo-árbitro em teste durante dois anos e só para os golos. Acho que ninguém o quer e é pena; os árbitros deixariam de ter desculpas para os erros grosseiros, que seriam expostos ao público..., e os seus supervisores ficariam sem os habituais argumentos, invariavelmente desculpabilizantes.
As violência intencional, ainda que sem contacto, é punível com livre direto e cartão vermelho. Parece-me bem.
Ofensas ao árbitro são puníveis com livre direto; penalti dentro da área. Nada contra.
Reposição da bola em jogo não tem que ser para a frente. Não vejo o alcance da coisa.
O causador involuntário de grande penalidade será punido apenas com amarelo. O vermelho destinar-se-á ao faltoso intencional. Concordo; um jogador não deve ser punido por tentar jogar a bola lealmente, seja em que zona do campo onde for.
O jogador vítima de falta punida com vermelho é assistido no relvado, exceto em caso de recuperação prolongada. Acho bem.
Agora uma bomba; a equipa do elemento do staff técnico que interfere no jogo provocando-lhe uma paragem, será punida com livre direto marcado no local onde se encontrava a bola no momento da infração; penalti, se dentro da área! Acho bem. O JJ está à pega!
Alerta!, o árbitro pode punir com cartão vermelho um jogador a partir do momento da inspeção do relvado; no aquecimento ou no túnel. Porém, a equipa do condenado pode substitui-lo. Cuidado com os provocadores; veja-se o que aconteceu no futsal na época passada!
Para o fora de jogo deixam de contar as mãos e os braços. Boa ideia, mas faltam os pés.
Tudo isto e mais as restantes regras alteradas, num total de 95, foram decididas pelo International Football Association Board, fundado em 1883, que reúne duas vezes por ano e é constituído por cindo membros; quatro delegados das federações de Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte e um representante da FIFA. Não sabia.
Não me parece sensato mexer em muita coisa ao mesmo tempo mas pode ser que, pelo menos algumas das medidas deem bons resultados. A questão fulcral não são as regras mas a cultura dos agentes da lei no terreno; o respeito que devem a todos os envolvidos no jogo, direta ou indiretamente. A tal coisa que também não há na atividade política.
Boa sorte.

Sem comentários:

Enviar um comentário