terça-feira, 11 de outubro de 2016

Notas soltas

  
 
   homenagem aos trabalhadores
 
   O Basquete sénior do Benfica, finalmente, enfrenta um novo desafio; superar, mais uma vez, a equipa do Porto. Digo, finalmente, porque a superioridade indiscutível da equipa do Benfica face a todas as outras estava a tornar a competição desinteressante, tal como as vitórias encarnadas! Mérito ao Porto que se organizou e trabalhou para recuperar  o estatuto de campeão, que, por sua vez, tinham perdido anteriormente para Benfica na sequência de persistente trabalho destes. Agora cabe aos encarnados descobrirem, de novo, a arte da superação. É assim que a modalidade se torna interessante e progride. Há porém uma diferença assinalável nos dois processos; é que o Benfica,  quando estava a perder nunca virou a cara, honrando-se a si e ao adversário, ao manter-se em prova todo o tempo; quanto ao Porto, despeitado pela derrota, preferiu retirar-se, desvalorizando a competição e o mérito das vitórias seguintes do adversário. Não é bonito! O reconhecimento de mérito é o efetivo motor do progresso.
 
   Este fim de semana, os juvenis do Benfica jogaram com os do Amora, no Seixal, e ganharam por dois a zero. Vi, a espaços, este jogo. Os meninos jogaram com empenho, cada grupo com as suas armas. Os do Amora fechando agrupando-se no seu meio-campo e apostando nos contra-ataques rápidos tirando partido da velocidade de alguns dos seus atacantes. Os do Benfica, persistindo como podiam na tentativa de entrar na zona de remate e finalizar. Tendo-se adiantado no marcador, os encarnados viveram grandes dificuldades até aos momentos finais, em que, finalmente, fizeram o golo da tranquilidade. A verdade porém é que os azuis do Amora poderiam ter marcado por várias vezes e merecem ser aplaudidos desde logo porque, não tenho dúvidas, não disfrutam dos mesmos meios dos seus adversários do dia.  
   O que me espantou foi a descompostura que Renato Paiva deu, publicamente, aos seus pupilos, na entrevista que deu à BTV no final da partida. Um disparate que não deve passar em claro. Ora a prioridade da formação consiste, como tem sido reiteradamente afirmado pelos dirigentes do clube, na promoção das qualidades humanas dos jovens atletas. Parece que Renato, incompreensivelmente, se esqueceu disso e enxovalhou as crianças publicamente! Mostrou que é um mau condutor de jovens e talvez tenha perdido o seu respeito.. Lá diz o aforismo; só é respeitado quem se dá ao respeito. Renato Paiva não se deu ao respeito.
 
   No hóquei em patins a equipa do Benfica entrou em desvantagem na disputa da Taça - Intercontinental? - com o Hóquei de Barcelos. Com a margem mínima, os encarnados, têm efetivas possibilidades de superarem "os galos" em Lisboa. A verdade é que uma pré-época titubeante e a saída de Marco Torra, na sequência duma época excecionalmente exigente e triunfante, deixam algumas dúvidas sobre a atual capacidade competitiva da equipa encarnada. Veremos.
 
  Compreendo a importância de envolver pequenos países - principados, como Andorra, ou regiões autónomas, como as ilhas Faroé, e outros, nas provas do futebol europeu e mundial; é uma forma de aproximação e coesão das comunidades, especialmente valorizada pelas que vivem alguma forma de isolamento. No entanto, é desconfortável tamanho desequilíbrio competitivo! Chegam a ser ridículas as exuberantes celebrações  dos golos. Foi o caso do último jogo da equipa sénior de Portugal de apuramento para o campeonato mundial. Noutro plano, para as equipas mais fortes, estes jogos servem para apurar automatismos e testar jogadores menos utilizados. Não foi o caso. Santos manteve todo o tempo quase toda a equipa titular chegando à meia-dúzia! Ressalvando outros possíveis casos, pergunto a mim próprio porque razão nem Pizzi nem Semedo pisaram o relvado, por quinze minutos que fosse. Tal contribuiria para o progresso da sua integração na equipa e seria um justo prémio para ambos; o primeiro pela fantástica época que fez e o segundo pelo compulsivo afastamento devido à lesão contraída ao serviço da seleção. Do mal o menos; anulou-se o risco de novas lesões. No entanto, pergunto-me, se Fernando Santos, pessoa que respeito, aderiu à discriminação de que os jogadores do Benfica têm sido vítimas na "equipa de todos nós". Um caso a acompanhar; se o Treinador escolhe os jogadores, os adeptos julgam o Treinador. 

PS1: O que referi relativamente à seleção nacional não é inteiramente verdade; três novos jogadores foram testados na equipa: Antunes, João Cancelo e André Silva, todos eles de insuspeita qualidade e alguns novos foram convocados: Anthony Lopes, Marafona, e Gelson. Porém a cultura anti Benfica na seleção por extensão da captura da FPF pelos rivais,  nas últimas décadas, deixou sequelas profundas; ainda estão frescos os casos de Renato, Pizzi, André Almeida, Jardel e Lima. Outros há, como o de Rui Costa, que não esquecem. Santos terá um longo caminho a percorrer se quiser desfazer a reserva dos adeptos encarnados.

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