sábado, 19 de agosto de 2017

Trabalhar para ganhar

     Depois de uma pré-época titubeante, o Benfica fez uma boa entrada no campeonato com duas vitórias contra adversários muito incómodos, o Braga e o Chaves, após vitória concludente na Supertaça contra o Guimarães. Dos receios dos adeptos relativamente ao preenchimento das saídas de Ederson, Lindeloff e Nelson Semedo, parece claro que, a substituição deste, é a mais deficitária. Com efeito, Varela está a dar conta do recado - tem um pontapé muito perto do de Ederson e ainda não comprometeu na baliza (saída incompleta no golo do Guimarães) -, a qualidade técnica de Jardel não suscita dúvidas, mas a sua condição física sim (deixou-se bater no lance do golo do Braga), quanto ao lado direito, André Almeida perde na qualidade ofensiva, deixando o setor fragilizado e sobrecarregando Sálvio (estava capaz de apostar em Aurélio Buta). De resto, e apesar do cada vez mais apurada condição tática de Pizzi, há fases dos jogos em que há uma clara insuficiência do meio-campo, normalmente colmatada com sucesso com a entrada de Filipe Augusto. Na frente, Seferovic é uma bênção; capacidade atlética e técnica, controlo emocional, coragem, e uma inteligência tática ao nível de Jonas. Fantástico. Sálvio tem de controlar a ansiedade, pois está a falhar demasiado na finalização e Cervi tem que aprender com Gaitan a fugir ao choque.
 
   O que me deixa estupefacto, mais uma vez, é a profusão de lesões que está a verificar-se no plantel! O que é que se passa? O defeso não foi suficiente para normalizar a situação clínica dos jogadores? Estes tentam matar-se mutuamente nos treinos?
 
   Na componente arbitral parece-me muito preocupante a nomeação de Rui Costa para o jogo de hoje com o Belenenses. Cheira a provocação. Mais uma. Depois do que fez no jogo da equipa B deveria ser afastado por uns tempos dos jogos com o Benfica. Manda o bom senso.
 
   Sendo um defensor do vídeo-árbitro, estou a ficar preocupado; pela amostra, parece ser mais um instrumento de apoio aos rivais do Benfica. Assim não vale. Reduz a pressão sobre os árbitros, mas não atenua as injustiças. Pelo menos até agora. Nenhuma das entidades desportivas associadas ao futebol merece confiança. Com tão pouco tempo de uso, já há um padrão! À atenção dos Dirigentes do clube encarnado.
 
   Quanto aos castigos aplicados aos presidentes do Sporting e do Arouca, parece-me tardia e excessiva a assimetria das suspensões. Mais deplorável considero algumas considerações de comentadores desportivos como Vitor Serpa e Otávio Ribeiro. Censuram o atraso da sentença e a negação do direito constitucional à liberdade de expressão, como que censurando as condenações. E é esta gente que, repetidamente, alude à falta de cordialidade e dignidade dos dirigentes desportivos como  a principal contingência do futebol luso e não hesita em permitir que os seus jornais sirvam de caixa de ressonância de rumores provocatórios. A verdade é que, por qualquer razão que me escuso de qualificar, a comunicação social desportiva, é, geralmente, demasiado branda, por vezes até colaborante, com as diatribes dos rivais do Benfica. Até parece mais uma versão do politicamente correto em matéria desportiva. Volta e meia tenho a sensação de que o Benfica é um clube tolerado.
 
Força Benfica.

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