Desporto

domingo, 13 de outubro de 2013

A RONDA DOS DIAS: PÓ DE UNICÓRNIO

A RONDA DOS DIAS: PÓ DE UNICÓRNIO: A minha vida ainda me há-de matar. Isto não é conversa, é uma verificação feita in situ nas escadas da biblioteca de Torres Novas hoje de t...

sábado, 12 de outubro de 2013

MAURÍCIO EINHORNE




Roberto Aussel - I - Atahualpa Yupanqui - Milonga, Vidala




A condecoração

      Aproximando-se o momento da retirada de Pinto da Costa da cena desportiva - o homem não é eterno! -, iniciou-se o ciclo de encómios patéticos,  com a iniciativo do seu "velho" companheiro de muitas lutas, Valentim Loureiro, lutas essas que descredibilizaram o desporto nacional e o futebol em particular ao fazê-lo refém dos seus poderes tentaculares, perante a covardia de muitos e a cumplicidade de alguns, constituindo um dos maiores paradoxos da atualidade Portuguesa. Perante toda a informação publicada, hoje, ninguém, além dos respetivos correligionários, tem dúvidas de que, estes, são os principais rostos do tão propalado sistema.

      Valentim Loureiro e o Boavista, serviram de bode espiatório decorrente dos processos do apito dourado e apito final, propiciando a escapatória do FCP e do seu presidente; era imperioso entregar algo à justiça e à indignação popular. Seguiu-se a lenta agonia de VL enquanto dirigente desportivo e a saída da ribalta do Boavista, deixando ao FCP, o ambicionado exclusivo da representação desportiva da cidade ao mais alto nível, com o Salgueiros já reduzido à insignificância capitalizando os ganhos políticos em que tem alicerçado o espúrio sucesso desportivo.

      Não são públicamente conhecidos os, alegadamente relevantes, contributos de Pinto da Costa à cidade de Gondomar que, forçosamente, deveriam suportar tal homenagem, levando-me a concluir que a razão será outra. Provávelmente, VL e PC, em tempo, apertados pela justiça desportiva e cível, terão feito um pacto em que aquele aceitou sacrificar-se e ao seu clube, para salvar este e o seu, numa lógica de mal menor. Tal pacto terá culminado com a decisão de alargamento do campeonato após a patética anulação do acórdão condenatório do Boavista na justiça federativa, que o tinha relegado, falido, para os escalões inferiores. Mais um caso vergonhoso que não deveria passar incólume por muita simpatia que se tenha por este clube, sob pena de ridicularização pública das superestruturas desportivas.

      Significativamente, Joaquim Oliveira aparece como detentor de 22% do capital da SAD do Boavista, o que, por si só, explica toda esta trapalhada dado o seu ascendente no meio desportivo, político e financeiro. Outras homenagens a tão polémico personagem  virão, com origem em outras cidades adjacentes, incluindo a do Porto - cujo atual Presidente é, nada mais nada menos que um fundamentalista portista -, culminando com uma qualquer comenda da República que o seu amigo e colega do Conselho Consultivo Artur Santos Silva, não deixará de recomendar ao PR, pelos "elevados feitos patrióticos na elevação do bom nome de Portugal por esse mundo fora"; seja ou não com fruta, seja com ou sem supermercados, que a causa da região sobrepõe-se aos princípios da decência.

E assim vai a Pátria...de alguns!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Guerreiro da Luz: A comunicação encarnada

O Guerreiro da Luz: A comunicação encarnada:   O início de temporada encarnada com as novelas do Cardozo , da (ainda) transferência do Roberto , do mau feitio do Luisão para com o...

sábado, 5 de outubro de 2013

BENFICA, OVOS E ÁRABES

No explêndido blogue "Papoilas do Biscaia" vi a entrevista de Pragal Colaço à Benfica TV na qual, este, justifica a atual crise desportiva na equipa, como consequência de uma estratégia de desvalorização dos ativos da SAD levada a cabo, concertadamente, por grupos interessados na sua aquisição, nomeadamente de origem árabe, através da comunicação social que, assim, pretendem desvalorizar o ovo.

Ora, nem tanto ao mar nem tanto à terra; bem sabemos como a grande maioria dos órgãos de comunicação social tal como os institucionais, seja do foro desportivo, do económico, do judicial ou do político, está "infestada" de agentes portistas, que, cada um a seu modo e salvo exceções, contribui, militantemente, para a subjugação desportiva do país,com vista à expansão económica e política do norte. Isto é; o futebol está a ser usado para mudar económica e socialmente Portugal, o que, não constituindo, em si mesmo um mal - as mudanças são necessárias em ambas as dimensões -, não deve atropelar as legítimas espectativas de cada um, o que não é, manifestamente, o caso!

O atual panorama, onde a intolerância, a deslealdade, a arrogância, a corrupção, a violência, a descriminação social e o monolitismo, assentaram arraiais, contradiz todos os princípios de qualquer democracia digna e representa uma regressão política e social aos modelos característicos das ditaduras. O caso é que o desporto em Portugal constitui um dos maiores paradoxos  atuais, uma vez que parece consentir apenas um vencedor, condicionado direta ou indiretamente pelos interesses que lhe estão associados. É  imperioso acabar com isto! É esta luta que temos de travar, cada um no seu posto com as  suas possibilidades, por um país livre, próspero e solidário, incompatível com o estilo de Pinto da Costa e seus apaniguados. Mas tal não deverá impedir-nos de reconhecer os nossos erros e limitações. O mau arranque desta época está relacionado com o terrível fim da anterior e com erros próprios e não apenas com as armadilhas que nos colocaram no caminho.

Queiramos ou não, a era do modelo implantado por Filipe Vieira (FV) está no fim. Tal como refere Henrique Raposo, FV ficará na história do futebol nacional como o Presidente da transição; reestruturou económica e financeiramente o clube implementando e desenvolvendo áreas de negócio inovadoras, alargou e aprofundou fortemente a implantação social do clube através da proliferação de oferta desportiva e da fundação, deu expressão real ao ecletismo e competitividade - ainda insuficiente -, às modalidades amadoras, desenvolveu extraordináriamente a formação, promoveu a construção de infraestruturas potenciadoras da prática desportiva ao mais alto nível, estabeleceu parcerias promovendo a expansão internacional do clube e até fez os Benfiquistas acreditarem que era possível ganhar. Mas não é! Não, enquanto não se enfrentar e vencer a batalha institucional, razão da nomeação dos calheiros e proenças do futebol que nos têm roubado as vitórias. É aqui que FV falha! A opção pela passividade institucional que adotou, quem sabe, imposta pelos financiadores do clube e SAD, por oposição à agressividade verbal e física dos inimigos do Benfica, não funciona!

Jamais o sistema mudará por si, por razões de ética, transparência, ou lealdade- Jamais! O sistema é ostensivamente corrupto, como ficou demonstrada pelo processo do apito dourado. Ou seja; trata-se de corrupção consentida…"corrupção da boa"…por uma causa maior…a causa do norte, que alguns querem impor aos verdadeiros nortenhos e ao país, que todos os atropelos parecem justificar. O sistema tem que ser enfrentado e vencido!  à política o que é da política ao futebol o que é do futebol. É verdade que a Benfica TV tem o efeito de uma granada na linha de água do porta-aviões que é o sistema, mas é imperioso atacar na frente institucional de múltiplas formas mas não com “punhos de renda” como atualmente. Filipe Vieira não tem sido capaz de atrair aliados idóneos e relevantes para a causa do futebol e é necessário fazê-lo! Urgentemente! Entre os que o rodeiam, reconheço em José Eduardo Moniz, tal capacidade. Só! É muito pouco!
 
Finalmente, o tema central; Pragal Colaço parece preocupado com a eventual entrada de capital árabe na SAD!, já ontem era tarde! Venha ele! Só a ligação a fontes de financiamento externas e independentes do bolorento e comprometido sistema financeiro nacional poderá conduzir o Benfica ao nível dos clubes de topo mundial! Os meios endógenos não permitirão manter uma equipa mundialmente competitiva, compatível com as ancestrais aspirações do clube devido à crónica incapacidade de aquisição e manutenção nas suas fileiras dos grandes jogadores. E sem eles...não há grandes equipas! Aconteceu-nos no passado recente!

PSG, Manchester, Chelsea, entre muitos outros são exemplos disso e não perderam a sua identidade! As infraestruturas são necessárias mas…os adeptos querem é ver o seu clube a ganhar venha o capital de onde vier! Que se lixe o betão; chega! Precisamos de mais futebol e menos betão! A justificação do betão não é mais betão…são as vitórias! Sem elas, o betão de nada serve! A justificação dos silêncios não pode ser a gratidão! O Benfica não pode estar grato a quem o tenta destruir! As relações pessoais não podem condicionar os interesses do clube!

Venham de lá, os árabes, os marcianos, ou seja lá quem for desde  que traga o graveto, seja capaz de fazer frente aos amorins, azevedos e C.ª lda e pôr o Benfica a ganhar.