sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Os empresários são os "vampiros" da formação e os coveiros dos clubes (e ainda são condecorados!).
Bruno de Carvalho pede regulamentação para os empresários de futebol
O presidente do Sporting criticou hoje a atuação da maioria dos empresários de futebol, considerando ser "vital" regulamentar a ação daqueles agentes desportivos, que estão a inflacionar o custo da formação em Portugal.
Bruno de Carvalho, que falava durante um colóquio sobre dirigismo desportivo, realizado num universidade de Lisboa, pediu mesmo a intervenção do Governo, de forma a legislar "tudo o que diz respeito ao desporto nacional".
"Seria absolutamente vital criar uma lei que regulamentasse a situação dos empresários. Se calhar, toda a gente já percebeu isso, mas não lhes interessa mudar. Hoje em dia, já não dá para renovar o contrato com um miúdo, para que ele possa ser nosso. Não estão a meter mão nesta situação dos empresários", afirmou, em referência às percentagens dos passes de futebolistas detidas pelos agentes.
Essa situação, segundo o presidente "leonino", está a inflacionar o custo da formação nos clubes portugueses, que começam apostar em mercados internacionais, em detrimento das próprias camadas jovens, pois "torna-se muito mais caro formar do que comprar".
"O Sporting gasta, na sua formação, cerca de nove milhões de euros por ano. Quando vim para o Sporting, não estava à espera de começar a ficar preocupado com o valor exagerado que custa a formação, por intervenção dos empresários. Estamos a falar de miúdos de 17, 18 ou 19 anos", referiu.
Apesar das críticas, Bruno de Carvalho ressalvou que "nem todos os empresários são iguais" e que o Sporting "não está em guerra" com os agentes de jogadores.
"Nem todos os empresários são iguais, nem todos veem uma fortuna em cada duas pernas e isso tem-nos permitido trabalhar melhor com uns e não trabalhar com outros. Há empresários que querem ganhar o seu dinheiro, mas que também contribuem para ajudar o próprio clube", salientou.
Ainda assim, o presidente "verde e branco" garantiu que o clube vai manter a aposta na formação - "é algo que faz parte da essência do Sporting" -, mas alertou para as consequências futuras da atual conjuntura do futebol nacional, particularmente no que diz respeito às seleções.
"Um dia não vamos ter jogadores portugueses para fazer as seleções. Eu vou continuar a denunciar esta situação. Se o futebol português quiser ganhar alguma coisa, um dia terá de ir buscar muitos jogadores estrangeiros, porque o nosso sai muito caro", concluiu.
"Seria absolutamente vital criar uma lei que regulamentasse a situação dos empresários. Se calhar, toda a gente já percebeu isso, mas não lhes interessa mudar. Hoje em dia, já não dá para renovar o contrato com um miúdo, para que ele possa ser nosso. Não estão a meter mão nesta situação dos empresários", afirmou, em referência às percentagens dos passes de futebolistas detidas pelos agentes.
Essa situação, segundo o presidente "leonino", está a inflacionar o custo da formação nos clubes portugueses, que começam apostar em mercados internacionais, em detrimento das próprias camadas jovens, pois "torna-se muito mais caro formar do que comprar".
"O Sporting gasta, na sua formação, cerca de nove milhões de euros por ano. Quando vim para o Sporting, não estava à espera de começar a ficar preocupado com o valor exagerado que custa a formação, por intervenção dos empresários. Estamos a falar de miúdos de 17, 18 ou 19 anos", referiu.
Apesar das críticas, Bruno de Carvalho ressalvou que "nem todos os empresários são iguais" e que o Sporting "não está em guerra" com os agentes de jogadores.
"Nem todos os empresários são iguais, nem todos veem uma fortuna em cada duas pernas e isso tem-nos permitido trabalhar melhor com uns e não trabalhar com outros. Há empresários que querem ganhar o seu dinheiro, mas que também contribuem para ajudar o próprio clube", salientou.
Ainda assim, o presidente "verde e branco" garantiu que o clube vai manter a aposta na formação - "é algo que faz parte da essência do Sporting" -, mas alertou para as consequências futuras da atual conjuntura do futebol nacional, particularmente no que diz respeito às seleções.
"Um dia não vamos ter jogadores portugueses para fazer as seleções. Eu vou continuar a denunciar esta situação. Se o futebol português quiser ganhar alguma coisa, um dia terá de ir buscar muitos jogadores estrangeiros, porque o nosso sai muito caro", concluiu.
Assim vai o futebol europeu!
Justiça italiana investiga 28 partidas suspeitas de manipulação; veja lista.
(Retirado do sítio Terra)
A imprensa italiana divulgou que são 28 os jogos investigados pela Procuradoria de Cremona, suspeitos de terem sido manipulados. As partidas são referentes ao período entre maio de 2009 e maio de 2013.
O maior número de incidências foram registrados durante a temporada 2010/11. Na temporada passada, pelo menos três jogos estão sob suspeita.
Há na lista jogos de todas as principais equipes italianas. As autoridades do país já prenderam quatro supostos envolvidos. Outros suspeitos de envolvimento nas armações de resultados são o meia da Lazio, Brocchi, e o ex-volante do Milan, Gattuso.
Lista das partidas sob suspeita:
31/05/09 - Napoli 3 x 0 Chievo
09/05/10 - Inter 4 x 3 Chievo
23/01/11 - Bologna 3 x 1 Lazio
30/01/11 - Brescia 0 x 3 Chievo
01/02/11 - Milan 0 x 0 Lazio
02/02/11 - Chievo 2 x 0 Napoli
15/02/11 - Cagliari 4 x 1 Chievo
20/02/11 - Chievo 1 x 2 Milan
27/02/11 - Brescia 2 x 2 Lecce
06/03/11 - Chievo 0 x 0 Parma
13/03/11 - Milan 1 x 1 Bari
20/03/11 - Inter 1 x 0 Lecce
20/03/11 - Juventus 2 x 1 Brescia
02/04/11 - Brescia 3 x 1 Bologna
23/04/11 - Genoa 4 x 2 Lecce
23/04/11 - Bari 0 x 1 Sampdoria
23/04/11 - Palermo 2 x 1 Napoli
02/05/11 - Lazio 0 x 1 Juventus
08/05/11 - Udinese 2 x 1 Lazio
08/05/11 - Palermo 2 x 1 Bari
09/05/11 - Juventus 2 x 2 Chievo
14/05/11 - Milan 4 x 1 Cagliari
15/05/11 - Sampdoria 1 x 2 Palermo
15/05/11 - Lazio 4 x 2 Genoa
22/05/11 - Lecce 2 x 4 Lazio
14/04/13 - Palermo 1 x 0 Inter
14/04/13 - Roma 4 x 0 Siena
05/05/13 - Parma 2 x 0 Atalanta
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Olhanense-Benfica 2-3
Do jogo só vi a 2ª parte...e gostei, até porque aconteceu o golo que viria a ser o da vitória; e que golo
Olhão é, sempre, um campo difícil e, por outro lado, a indisponibilidade de vários atletas e Técnico fragilizaram o grupo pois, além de dispor de menos opções técnico-táticas, fica sem acesso ao recurso orientador e incentivador do seu Treinador. O que não é pouco.
Gostei de ver o Olhanense a bater-se com determinação, bem aberto e com profundidade, não tendo descortinado o malfadado autocarro. Gostei ainda mais de ver os jogadores do Benfica a disputarem com afinco todos os lances, em defesa alta, procurando consolidar a vitória com o tranquilizador 4º golo, que acabou por não surgir. Foi pois um jogo bem disputado, com muita emoção, requisito necessário à adesão do público e promoção da modalidade.
Suleimani vai subindo na fasquia; não fala, não gesticula, mantem-se concentrado, trata bem a bola, vai para cima do adversário com convicção - salvo seja -, joga em progressão, centra bem, remata bem e não se perde em desgastantes rodriguinhos. Foi um belo golo sim senhor, um golo valioso; dizem que foi de trivela, não sei se com o esquerdo ou com o direito.
Fantástico também, foi o golo do Matic ainda na 1ª parte; potentíssimo e colocadíssimo, percebendo-se a emoção do jogador na construção do lance. Matic é um dos que gostaria de ver no clube por muitos anos; tem alma Benfiquista.
O nosso primeiro golo, tendo sido irregular - Lima, por um microssegundo está fora de jogo -, foi, também ele, um primor de execução; centro milimétrico de Gaitan e cabeceamento fulminante de Lima. Precisão, especialmente no último passe é a melhor receita para bater as sobrepovoadas defesas adversárias.
Já os golos adversários, aos quais reconheço mérito, revelam as tradicionais fragilidades defensivas do Benfica, que urge resolver. Para tal, há que estabilizar a equipa e o modelo tático de base.
Revelou grande coragem, o Artur, naquela defesa de alto risco, correu mal, mas foi mais uma demonstração da determinação da equipa. Já sei que não é grave e que o regresso é possível já em Setúbal.
A inicial apreensão quanto às consequências da substituição, rapidamente foi dissipada pela segurança que Oblak revelou em duas ou três defesas de risco médio. Mostrou que está pronto.
Conquistados os preciosos três pontos, esperemos o breve regresso dos lesionados e do Treinador. Já quanto à tradicional e compulsiva fúria punitiva da FPF, há que não lhes dar pretextos para tal. Com a sistemática desculpabilização das equipas de arbitragem, chegámos ao ponto em que os jogos e as provas são decididos por aqueles.
Nota: Parece que a melhor maneira de ganhar campeonatos é ameaçar os credores de insolvência.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Aqui é o Paraíso: Hyock Kang e Philippe Grangereau (editora Ulisses)
Um testemunho em primeira pessoa, do modo de vida tenebroso imposto ao povo norte-coreano pela insanidade totalitária de uma elite que, armada até aos dentes, sujeita o povo a um discriminatório e assassino socialismo, perante a quase indiferença internacional.
O livro abre com uma citação de Alexandre Soljenitsyne, que nos remete para os primórdios do cristianismo: "Aquele a quem privardes de tudo não está mais em vosso poder. É outra vez completamente livre."
Todos os horrores convergem na violência da expressão: "...a desgraça dos outros, mesmo dos nossos, deixa-nos completamente indiferentes quando temos a barriga vazia. O estômago torna-se mil vezes mais importante que a consciência. Rouba-se sem remorsos, até se poderia matar. É isso ou a morte certa, o grande buraco negro escavado á pazada no buraco negro da montanha."
Sociedade artificialmente estratificada, pena de morte irrevogável aos dissidentes, controlo total das comunidades, manipulação histórica e cultural, ausência de sentimento e culto religioso, xenofobia generalizada, trabalho infantil intensivo, serviço militar obrigatório de treze anos, culto da personalidade exacerbado, isolamento social, fome generalizada excetuando os membros do partido, inacessibilidade a este da generalidade da população, campos de trabalho assassinos para os dissidentes e até para os autores de pequenos delitos, responsabilidade "criminal" coletiva até à terceira geração, execuções em público, restrição de circulação além do distrito de residência, enfim, total ausência de respeito pelo ser humano.
"Acabavam todos, como eu por sentir uma imensa cólera uma terrível humilhação perante a ideia de terem vivido numa impostura, a ideia de que a maior parte das coisas que tinham aprendido no Norte não somente não lhes serviam para nada como os estorvava nas suas reflexões. Nada é mais degradante do que medir desse modo a amplitude de uma mentira total, englobando toda a nossa existência, forçando-nos a pôr tudo em causa. Uma vez na Coreia do Sul, toda essa experiência suscitou em mim uma revolta que se transformou em ódio por Kim Jong-il."
"Em Unsong dizia-se que um boi ou uma vaca valia mais que um ser humano, porque esse animal tem dez vezes mais energia que um homem"
"As execuções eram frequentes na nossa pequena cidade. Cinco ou seis por ano. Mas os habitantes nunca se cansavam delas....quando chegava a hora, o condenado era exibido pelas ruas antes de ser conduzido ao local de execução, onde o faziam sentar-se no chão, de cabeça baixa, para que toda a gente o pudesse ver. A multidão era seguidamente mantida à parte durante os preparativos da execução....trata-se de uma farda pardacenta, feita de uma só peça, de algodão macio muito grosso, não penteado mas simplesmente cardado, como o interior dos edredões em casa da minha avó. Desse modo, quando as balas são disparadas, o sangue não jorra, é absorvido por esse tecido especial, que se tinge então de vermelho....o prisioneiro é atado a um poste de madeira com duas cordas ao nível do peito e das pernas. Um militar ordena ao pelotão composto por três soldados: "sentido, apontar, fogo!". Uma primeira salva, disparada sobre o peito, corta a primeira corda. O corpo descai então para a frente. Uma segunda salva de três balas atinge o alto da cabeça, que rebenta literalmente. O cérebro espalha-se para dentro de um grande saco previsto para esse efeito e colocado aos pés do condenado....três outras balas são finalmente disparadas ao nível da corda que prende as pernas. O cadáver cai então para frente, o busto dentro do saco....os meus colegas adoravam este género de encenação. Diziam: "o condenado saúda-nos antes de morrer"....seguidamente, era abandonado num qualquer lugar da montanha, sem ser enterrado, para que os cães o devorassem."
O enforcamento era reservado aos nihilistas (aquele que recusa qualquer opressão social e enaltece a liberdade total)...."é mais espetacular porque o supliciado é simplesmente alçado por uma corda num poste, como uma marioneta, e a sua agonia dura por vezes vários minutos."
É assim o socialismo na Coreia do Norte, colónia japonesa de 1910 a 1945, a que se seguiu a famosa guerra da Coreia até 1958, com a intervenção de Americanos e Chineses, culminando num impasse de que resultou a atual divisão. Com o atual regime, não admira pois a corrida ao armamento.
Sociedade artificialmente estratificada, pena de morte irrevogável aos dissidentes, controlo total das comunidades, manipulação histórica e cultural, ausência de sentimento e culto religioso, xenofobia generalizada, trabalho infantil intensivo, serviço militar obrigatório de treze anos, culto da personalidade exacerbado, isolamento social, fome generalizada excetuando os membros do partido, inacessibilidade a este da generalidade da população, campos de trabalho assassinos para os dissidentes e até para os autores de pequenos delitos, responsabilidade "criminal" coletiva até à terceira geração, execuções em público, restrição de circulação além do distrito de residência, enfim, total ausência de respeito pelo ser humano.
"Acabavam todos, como eu por sentir uma imensa cólera uma terrível humilhação perante a ideia de terem vivido numa impostura, a ideia de que a maior parte das coisas que tinham aprendido no Norte não somente não lhes serviam para nada como os estorvava nas suas reflexões. Nada é mais degradante do que medir desse modo a amplitude de uma mentira total, englobando toda a nossa existência, forçando-nos a pôr tudo em causa. Uma vez na Coreia do Sul, toda essa experiência suscitou em mim uma revolta que se transformou em ódio por Kim Jong-il."
"Em Unsong dizia-se que um boi ou uma vaca valia mais que um ser humano, porque esse animal tem dez vezes mais energia que um homem"
"As execuções eram frequentes na nossa pequena cidade. Cinco ou seis por ano. Mas os habitantes nunca se cansavam delas....quando chegava a hora, o condenado era exibido pelas ruas antes de ser conduzido ao local de execução, onde o faziam sentar-se no chão, de cabeça baixa, para que toda a gente o pudesse ver. A multidão era seguidamente mantida à parte durante os preparativos da execução....trata-se de uma farda pardacenta, feita de uma só peça, de algodão macio muito grosso, não penteado mas simplesmente cardado, como o interior dos edredões em casa da minha avó. Desse modo, quando as balas são disparadas, o sangue não jorra, é absorvido por esse tecido especial, que se tinge então de vermelho....o prisioneiro é atado a um poste de madeira com duas cordas ao nível do peito e das pernas. Um militar ordena ao pelotão composto por três soldados: "sentido, apontar, fogo!". Uma primeira salva, disparada sobre o peito, corta a primeira corda. O corpo descai então para a frente. Uma segunda salva de três balas atinge o alto da cabeça, que rebenta literalmente. O cérebro espalha-se para dentro de um grande saco previsto para esse efeito e colocado aos pés do condenado....três outras balas são finalmente disparadas ao nível da corda que prende as pernas. O cadáver cai então para frente, o busto dentro do saco....os meus colegas adoravam este género de encenação. Diziam: "o condenado saúda-nos antes de morrer"....seguidamente, era abandonado num qualquer lugar da montanha, sem ser enterrado, para que os cães o devorassem."
O enforcamento era reservado aos nihilistas (aquele que recusa qualquer opressão social e enaltece a liberdade total)...."é mais espetacular porque o supliciado é simplesmente alçado por uma corda num poste, como uma marioneta, e a sua agonia dura por vezes vários minutos."
É assim o socialismo na Coreia do Norte, colónia japonesa de 1910 a 1945, a que se seguiu a famosa guerra da Coreia até 1958, com a intervenção de Americanos e Chineses, culminando num impasse de que resultou a atual divisão. Com o atual regime, não admira pois a corrida ao armamento.
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