4R - Quarta República: Um País formiga e um Estado cigarra...que contrast...: 1. Os dados mais recentes quanto ao desempenho da economia portuguesa confirmam, com crescente evidência, o que aqui referimos por mais de u...
quinta-feira, 25 de julho de 2013
4R - Quarta República: Um País formiga e um Estado cigarra...que contrast...
4R - Quarta República: Um País formiga e um Estado cigarra...que contrast...: 1. Os dados mais recentes quanto ao desempenho da economia portuguesa confirmam, com crescente evidência, o que aqui referimos por mais de u...
CARDOZO E OS ADEPTOS
Da cultura benfiquista
faz parte um certo padrão de jogador; um misto de técnica, entrega, emoção e racionalidade. O adepto comum, interiorizou este padrão, ainda que não o compreenda
em toda a extensão, graças aos exemplos que, ao longo
dos anos, têm proliferado no clube.
De facto, sendo o
golo a essência do futebol, para a generalidade dos Benfiquistas não é
suficiente!, tem que haver algo mais...a tal nota artística de que se fala! Num
ambiente de grande riqueza cromática e emocional, o adepto previlegia a estética e plasticidade de movimentos dos
atletas, em especial dos da sua equipa...,faz parte da sua idiossincrasia cultural e constitui um
tributo que exige aos atletas que ousam envergar o a rubra camisa.
É, afinal,
uma herança de jogadores como Eusébio, Coluna, Germano, Humberto, Santana, José Augusto,
Simões, Jaime Graça, Néné, José Águas, Rui Águas,
Chalana, Ricardo Gomes, Mozer, Álvaro Magalhães, Vitor Paneira, Isaías, Rui Costa, João Pinto, Alves, Aimar, Saviola, Garay, Gaitan, Ola John,
Sálvio...etc. Para o adepto avançado, importa, quase tanto como o golo, a
qualidade da recepção, do transporte, do passe, do
remate, da sincronização da equipa, da emoção controlada, da vontade indómita;
elegância, determinação e eficácia. O golo logo aparecerá como consequência
inevitável de tudo isto.
Ora Cardozo tem
características morfológicas que não lhe permitem satisfazer alguns destes
preceitos, nomeadamente, quanto à rapidez de execução; seja a receber, passar,
driblar ou rematar. Tal resulta nalguma ineficiência e, pior, muitas vezes
acompanhada de flagrante inesteticidade. E isso, o adepto do Benfica não perdoa;
ganhando ou perdendo, tudo o que acontece em campo deve adequar-se ao elevado
estatuto do clube, nomeadamente, no capítulo técnico dos seus atletas. Mas há
exceções; que me lembre: José Torres, Maniche, Vata..., apesar de meio desengonçados cairam no goto dos adeptos, pois,
frequentemente, eram eficazes. Posto isto, devo dizer que, Cardozo, protagonizou dos mais belos lances que vi no futebol, seja
pela eficácia, seja pela estética e plasticidade. Perfeito foi Pélé e...só há um! Sou adepto do Cardozo.
Porém, outros fenómenos relacionados com a dinâmica dos grupos
humanos - e não só -, parece estarem presentes nestes processos. A ostracização de um
elemento do grupo é uma compulsão dos seus integrantes que proporciona a sua aproximação pela exclusão da vítima selecionada. Julgo que este
mecanismo também está presente no caso Cardozo, como em muitos outros antes
dele...e não fica nada bem à cultura benfiquista.
Não posso deixar de
referir a semelhança da estratégia seguida desde há décadas pelos dirigentes do Porto,
neste caso, fomentando a cultura do inimigo externo. A coesão do grupo; atletas,
dirigentes e adeptos, é conseguida através da identificação e caracterização malévola da principal ameaça, o Benfica, graças ao
revisionismo histórico acompanhado de histerismo e chantagem política, repetido
ao longo das décadas e replicado por alguma comunicação social manipulada.
Quanto ao imbróglio
atual, apesar de grave, o ato do Cardozo tem atenuantes; Cardozo, queria ganhar o jogo e
perdeu-o...depois de, nos últimos instantes, ter perdido as duas mais
importantes provas da época. Tinha os nervos em franja...e tinha convicções...; quem pode atirar-lhe a
primeira pedra?
Cardozo já deu muito ao Benfica, tem muitos adeptos do seu lado,
como é o meu caso, continua a fazer falta à equipa e, quando sair, merece
fazê-lo pela porta grande...e o Benfica também merece que assim seja.
Desiludam-se os que pensam que o clube sairá incólume deste caso castigando-o
desta forma.
Portanto, cartas na mesa, olhos nos olhos, e o interesse do clube sempre
à frente. Aplique-se uma multa ao Cardozo, o qual deve pedir desculpa ao Treinador e aos colegas, no balneário. Todos sairão bem, a
equipa sairá animicamente reforçada e a magnanimidade ficará bem ao Treinador, aos Dirigentes e ao clube.
"Por um burro dar um coice, não se lhe corta a pata".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
PORTUGAL PRIMEIRO!
Saúdo a decisão do Sr. Presidente da República de manter o atual governo até final da legislatura nos termos que referiu; cumprimento do programa de assistência financeira conforme acordado, fomento do emprego, disponibilidade permanente para o diálogo com a oposição, e apoio consolidado da maioria parlamentar que o sustenta. Neste momento, é este o interesse de PORTUGAL.
Há que refrescar a composição do governo, prosseguir com a reforma do Estado, acertar o "azimute" económico contemplando a atração do investimento através do alívio fiscal e burocrático, combater os abusos de posição dominante e a concentração económica - que estão a fomentar a discriminação profissional, empresarial e social ainda mais gravosamente do que o foi na ditadura. Enfim, construir um país para todos; com igualdade de oportunidades para todos! Portugal é dos Portugueses; ninguém é seu dono!
Quanto à oposição; que faça bem o seu trabalho de fiscalizar os atos do governo e apresente as suas propostas na casa da democracia. Propostas sérias, inteligentes, sustentáveis, exequíveis, que visem o interesse de Portugal e não do partido nem dos seus barões. No final da legislatura o Povo julgará o Governo e apreciará as propostas em concurso. É assim em Democracia, e não impor a convocação de eleições através do boicote insultuoso e sistemático ao Governo e seus membros, por interesse partidário.
O PS, desperdiçou uma excelente oportunidade de contribuir para a amenização da austeridade que resultaria da redução das taxas de juro se o acordo político tivesse sido alcançado. A gravidade do momento exige cedências de todas as partes.
Uma redução de 25% das taxas de juro pouparia aos cofres do Estado cerca de 2000 milhões de euros anuais - a totalidade do IMI cobrado este ano e cerca de metade dos anunciados cortes de despesa do Estado para 2014! É este o caminho para a redução da austeridade e fomento do crescimento; redução dos encargos da dívida, cujo valor anual aproximado de 9000 milhões de euros! A ausência de acordo produziu o efeito contrário! Onde está a responsabilidade do PS?, em pedir o fim da austeridade no dia seguinte?
O acordo partidário significaria aceitação de tréguas ideológicas por alguns anos; no dia seguinte ao acordo, a nossa fatura do serviço da dívida baixaria significativamente. Isso sim, seria defender os interesses de Portugal. O resto é guerrilha partidária e...sem o País livre, os partidos não farão sentido. Já pensou nisso senhor Seguro? Também para si, a Pátria é o PS? Se é, tenha a coragem de o dizer aos portugueses!
domingo, 21 de julho de 2013
Taça de Honra; Benfica-Sporting (1-2)
Estamos na pré-época, é certo, importa ver, rever e rodar atletas, testar táticas e estratégias, concerteza; os atletas estão fora de forma, as rotinas são deficientes, sim senhor, mas...a atitude tem que estar lá!, sempre! Vejam lá as miúdas do râguebi de praia; ganharam a prova, porque "nem que seja a feijões é para ganhar"! E é assim no Benfica!
O relançamento da Taça de Honra é uma boa iniciativa, que dará mais visibilidade aos clubes de Lisboa e relançará a sã rivalidade de que vive toda e qualquer competição desportiva. Havia um troféu em disputa; aceito tudo, compreendo tudo...menos displicência; falta de concentração e de atitude! Assim não!
Mais uma vez, sofremos dois golos de bola parada, a papel químico! Então, não sabemos fazer marcações? Há atletas com medo da bola? Assim não! A adversário saltou mais alto, foi mais forte, ganhou o lance, OK; a adversário faz-se ao lance sem oposição? Dentro da área? Não pode ser! Perguntem aos infantis como se faz ff!
Estava um troféu em disputa; era para ganhar, nem que fosse com os júniores! Porém, nada justifica a entrada do Sílvio que nos custou um cartão vermelho e uma baixa para a 1ª jornada! Não compreendo estes regulamentos, mas nada, nada mesmo, justifica uma entrada violenta a pés juntos em zona neutra, num lance inofensivo! Começou mal, Sílvio. Mas também o sr árbitro não foi coerente no critério disciplinar; um lance posterior, idêntico mas ao contrário, não foi punido da mesma forma! Claro que pode ter decidido a sorte do jogo. De qualquer forma, a equipa do Sporting foi a que mais quiz ganhar, apresentou melhor consistência e dinâmica. "Quem quer banana trepa"! As camisolas não ganham jogos, quem está dentro delas é que o pode fazer!
A este respeito, não posso deixar de alertar do Presidente do Benfica para os perigos do discurso da resignação! Não pode haver resignados no Benfica! Não faz parte da nossa cultura! Irreverência, inconformismo, superação, destemor; isso é o Benfica! José Augusto e seus pares poderão mostrar aos atuais atletas o que é isso; desperdiçar este capital não é sensato.
Vamos lá a afinar o azimute!
sábado, 20 de julho de 2013
MIGUEL VITOR; UM JOGADOR À BENFICA!
Miguel Vítor, um atleta com 13 anos de Benfica, vai tentar a sua sorte no PAOK, procurando relançar a sua carreira, na espetativa do regresso ao futebol nacional, de preferência, ao seu clube do coração.
Sou um fã de Miguel Vitor, pois além de elevada capacidade técnico-tática, o seu amor ao clube percebeu-se na garra como que abordou cada jogo, cada lance, afinal, apanágio do Benfiquismo; o tal "quartilho" a mais, que tantas e tantas vezes sustenta o sucesso do clube.
Na entrevista que "A Bola" hoje publica, MV revela um caráter sereno, responsável, lúcido e frontal, transparecendo o carinho que nutre pelo clube. De facto, MV ,aborda sem papas na língua mas com cordialidade, duas situações, sem a resolução das quais, o sucesso do Benfica não acontecerá ou será esporádico.
Uma delas diz respeito à escassez de atletas das escolas do clube na equipa principal, desaproveitando-se a mais-valia da cultura benfiquista consolidada ao longo dos anos que os faz dar "o litro e o quartilho" por amor ao clube, como é o caso de MV. Tal sucedeu com os júniores e os infantis na época anterior cujo inconformismo, perante a possibilidade de derrota, os galvanizou para vitórias decisivas, apesar da adversidade do ambiente.
Foi Artur Jorge, esse admirável ex-ponta-de-lança que tanto admirei, que, dececionantemente, desmantelou uma equipa onde essas características abundavam. Foi depois Vale e Azevedo, que, irresponsavelmente, desmantelou a formação! Uma loucura, com a atenuante da asfixia financeira que então se vivia no clube, induzida pelo "sistema".
Hoje, a formação está pujante e os resultados começam a aparecer; os miúdos já mostram aos graúdos "com quantas varas se faz uma canoa"! Coisa bonita! Porém, o sucesso da sua integração na equipa A depende da capacidade de manutenção nesta, da estrutura base, que transporte o know-how tecnico-tático e a tarimba competitiva capazes de acomodar a insegurança dos primeiros tempos das jovens promessas.
E aqui está um dos maiores bloqueios do futebol do Benfica e nacional; a imprescindibilidade de realização anual de mais-valias com a venda dos melhores atletas; um círculo vicioso que, além de "queimar" os jovens aspirantes, impede o acesso das equipas a patamares competivivos superiores. Este é um dos desafios de qualquer direção do Benfica; manter a estrutura nuclear da equipa. Menos jogadores, melhores jogadores, seria a palavra de ordem. É neste equilíbrio que está o segredo. Cumulativamente, preveniria saídas intempestivas de jovens talentos, como já nos aconteceu.
E aqui está um dos maiores bloqueios do futebol do Benfica e nacional; a imprescindibilidade de realização anual de mais-valias com a venda dos melhores atletas; um círculo vicioso que, além de "queimar" os jovens aspirantes, impede o acesso das equipas a patamares competivivos superiores. Este é um dos desafios de qualquer direção do Benfica; manter a estrutura nuclear da equipa. Menos jogadores, melhores jogadores, seria a palavra de ordem. É neste equilíbrio que está o segredo. Cumulativamente, preveniria saídas intempestivas de jovens talentos, como já nos aconteceu.
Tal como MV, também não percebi porque não teve mais oportunidades na equipa; ocasiões não faltaram! O mesmo, relativamente a Miguel Rosa;não percebi! E temos de peceber! Os adeptos têm de perceber as opções do Treinador e - já agora - dos Dirigentes, caso contrário perdem a confiança; no treinador, na equipa técnica e nos Dirigentes, criando-se um mau ambiente que se reflete no desempenho da equipa. Não pode ser! A corrente da confiança tem que ser permanente e bidirecional.
Entramos na segunda questão; apesar de ter pedido ao Treinador para lhe indicar os aspetos a melhorar a fim de se aperfeiçoar, Miguel Vitor não obteve resposta! Ora isto não é próprio de um chefe! Um líder digno desse nome tem que conquistar e manter a confiança dos seus colaboradores, sem a qual nada funciona. Um líder digno desse nome, não espera que seja o subordinado a manifestar-se; percebe o que se passa apenas com um olhar, e procura identificar e remover o motivo da insatisfação. Não se motiva uma equipa com atos de incompetência ou faltas de respeito. Foi isso que ficou refletido no gesto de Cardozo; apesar da impertinência, não é ele o único responsável; Cardozo queria ganhar! Passou-se! Saindo Cardozo, não se resolve o problema; Jorge Jesus perdeu o respeito dos seus jogadores. Só um grande caráter, que Jorge Jesus (ainda) não demonstrou possuir, conseguirá reverter o processo. Lamento, mas é a verdade! Uma conversa franca, à porta fechada, olhos nos olhos, onde cada um diga o que tem a dizer, com assunção de responsabilidades por quem as tiver, é necessária e...poderá reverter o processo.
Desejo as maiores felicidades ao Miguel Vítor, esperando que um dia regresse ao clube, reiterando minha admiração e respeito.
Um grande abraço Miguel!
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