Desporto

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Zeca Afonso - Vampiros

 
 
 
                       

domingo, 6 de abril de 2014

Jogar por fora

O jogo da  1ª mão dos quartos de final da Liga Europa entre o Benfica e o AZ Alkmar, não tendo sido brilhante, foi reconfortante, não apenas pelo resultado mas por, mais uma vez, revelar grande concentração e frieza competitiva por parte dos encarnados. O jogo pareceu-me pouco fluido, com défice de ligação entre setores e demasiada cerimónia na concretização. Esteve muito bem Artur com algumas grandes defesas e esteve bem Sálvio num remate revelador da sua categoria. Notou-se subida de forma de Cardozo do qual se espera um bom final de época e deu-se minutos e visibilidade aos Andrés, que não comprometeram. Uma vitória tranquila, salvo o susto de Amorim, a deixar boas perspectivas para o jogo de 2ª mão. Segue-se nova "final" desta vez com o incómodo Rio Ave, perante o qual todos os cuidados são poucos; é uma equipa tradicionalmente compacta, lutadora com bom jogo de contra-ataque, mas que importa vencer.
 
A turbulência que se tem verificado na Liga, mais não é do que a reação do "sistema" à ameaça de perda de influência relacionada com o monopólio dos direitos desportivos, que tem garantido o financiamento dos clubes insurgentes, a supremacia desportiva do Porto, e bem recheados, os cofres da Sportinvest & Cª. É mais uma vez evidente a importância do controlo, ainda que indireto, dos organismos desportivos pelo Porto, para a sustentabilidade do seu projeto desportivo. Parece não lhes bastar as sistemáticas, ainda que ridículas e desavergonhadas, decisões favoráveis em todos os processos em que têm estado envolvidos os seus interesses, pela FPF. De Louvar a coragem de Mário Figueiredo e agora João Tocha, Director de Comunicação  da LPFP, em fazer prevalecer a legalidade, perante os que se julgam no direito de todos subjugar aos seus interesses. Digam o que disserem, o que está em jogo é a manutenção do poder do Porto para o qual é imperioso o sucesso financeiro do seu acionista de referência Joaquim Oliveira. Meia-dúzia do calibre de Mário Figueiredo, punham o futebol nos eixos.
 
O Braga, que persegue o acesso à Liga Europa, ganhou, já na ponta final do jogo ao condenado Olhanense, com dois tentos obtidos de grande penalidade, a punir falta cometida pelo mesmo jogador. Cheira mal!, e lembrei-me logo de o "A Máfia do futebol", em particular do envolvimento de jogadores no arranjo de jogos. Palpita-me que este Jander  vai longe.
 
No nacional de juniores, o Benfica venceu o V. de Guimarães, continuando na frente juntamente com o Braga que, por sus vez, foi empatar ao Sporting. Já o Porto ganhou ao simpático Leixões mercê de uma grande penalidade vergonhosamente descoberta pelo árbitro da partida que parece ter confundido a cabeça do defesa leixonense, com a mão! Erradicar os vícios do sistema vai ser tarefa demorada!
 
Bem os Bês ao bater fora o Oliveirense por 2-1, graças sobretudo a Lolo e a Bruno Varela, seguindo no topo da tabela. Imparáveis os pupilos de Lisboa ao bater, inapelavelmente, a briosa equipa da Ovarense. Muito bem o hóquei ao bater o Sporting por expressivos 8-2, mantendo-se na senda do 1º lugar. Decepção do vóleibol ao perder por 4-3 com a sempre difícil equipa Fonte Bastardo, sem, no entanto perder a liderança da prova. Concentração e determinação é o que se pede ao andebol para conquistar a vitória no próximo jogo e assim ascender ao grupo dos 2ºs a apenas 1 ponto do 1º.
 
Parabéns ao nosso Simões pelo seu livro, cujas deliciosas peripécias anseio ler e a quem desejo as maiores felicidades.
 
Mohammed Hanzab Presidente do International Centre of Sports Security, deu uma elucidativa entrevista ao Record onde expressa a sua preocupação pelo fenómeno do arranjo de jogos que vai proliferando no futebol mundial, incluindo o europeu - Itália, Turquia, Áustria, Estónia e Inglaterra - e o empenho da organização que dirige na sua prevenção, seja através da mobilização geral dos governos e das organizações desportivas seja pelo recurso a programas informáticos de deteção prévia e sinalização automática de casos de alto risco de manipulação de resultados. Surpreendentemente, Mohammed refere a ausência de sinais suspeitos em Portugal, elogiando, em geral o nosso futebol, em especial Cristiano Ronaldo e Mourinho. O fenómeno parece imparável e capaz de destruir o negócio, com consequências imprevisíveis, que vão muito além das financeiras. Afinal, é ainda o futebol onde muitos cidadãos desiludidos, expurgam as suas mágoas de uma sociedade cada vez mais injusta e prepotente.
 
Com o Benfica caminhando a passos firmes para o seu 33º título de campeão nacional, a desesperada imprensa afeta aos seus rivais, insiste diariamente na publicação de artigos vários, seja de opinião, seja de revelações de fontes clube, tendentes a suscitar instabilidade no universo benfiquista,quer entre adeptos e equipa, seja entre equipa e Técnicos. Um dos exemplos reside num trabalho de João Querido Manha publicado ontem no sport do CM, onde a dada altura, num exercício de maledicência gratuita, refere ser o Benfica o clube que mais finais perdeu. De facto, poderia ter dito que se trata do clube que mais finais disputou - ou perto disso -, o que, convenhamos, tem um significado contrário ao que pretende difundir. E não lhe fica bem!, O mesmo jornal, em artigo de hoje de 1ª página, refere haver um acordo de cavalheiros entre Jesus e Vieira no sentido de proporcionar a saída daquele em caso de proposta favorável, estando em curso a avaliação pelo seu agente, Jorge Mendes, de várias delas. Ainda esta semana, igualmente em 1ª página, o mesmo tabloide, associava Jorge Jesus ao escândalo BPP, através de uma notícia que, parecendo verdadeira, induzia o leitor a, maliciosamente, associar o popular Treinador ao odioso público sobre aquela entidade bancária. Afinal, os resultados de exploração do fundo onde JJ tinha investido umas centenas de milhares de euros - julgo que à volta de 700 mil -, permitem à respectiva entidade gestora  reembolsá-lo, em cerca de 60 mil euros!, é vergonhoso!
 
E assim vai a "praia".

Ladrões de Bicicletas: O robots tomaram conta do mundo (e fazem batota)

Ladrões de Bicicletas: O robots tomaram conta do mundo (e fazem batota): Uma polémica em torno das operações financeiras de alta frequência - High Frequency Trading - começou nos EUA, devido à publicação do livro ...

sábado, 5 de abril de 2014

4R - Quarta República: 7.201.226 €uros!

4R - Quarta República: 7.201.226 €uros!: Segundo a DECO é este o montante que traduz o locupletamento do Estado em IMI cobrado a mais. O Fisco arrecada receitas de um novo imposto,...

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Johhny Cash and Kris Kristofferson (+playlist)

 

                             

                          






segunda-feira, 31 de março de 2014

Braga-Benfica (0-1)

Porque raio de carga de água foi Rodrigo marcar a grande penalidade?, a lição de Gil Vicente não chegou? Rodrigo está em grande forma mas não tem rotina de marcação destas faltas, ao contrário de Lima, que, tendo apurado a técnica e o controlo emocional, dá mais garantias. Em vez de ficarmos a penar até ao último instante, tinha-se resolvido logo ali o assunto.
 
De resto, foi um bom jogo, com o Braga, mesmo sem vários dos habituais titulares, a mostrar bom futebol, pressionando forte à saída da área do Benfica  e no meio-campo, trocando bem a bola e explorando os flancos a preceito, donde saiam os cruzamentos para os avançados que, por pelo menos duas vezes, iam fazendo estragos na baliza de Oblak.
 
Respondeu bem o Benfica, com uma disciplina tática e um coletivo assinaláveis, quer a pressionar alto quer a recuperar bolas a meio-campo, sempre com grande entreajuda, fechando linhas de passe ou, simplesmente, lutando pelo esférico. Gaitan, que de resto esteve muito bem em todo o jogo, ia molhando a sopa bem cedo falhando apenas na rotação após ter ultrapassado Eduardo. O lance do golo foi mais um hino à competência; recuperação por Enzo com lançamento para o extremo Rodrigo, que, depois de ludibriar o indeciso defesa, teve a supina arte de levantar a cabeça antes de fazer o passe bem a jeito de Lima, o qual, por sua vez antecipando o lance, ganhou posição aos defesas sem perder de vista o posicionamento de Eduardo, para então, com rotação, encostar, sem hipótese de defesa. Há nesta jogada, desde o início, toda uma série de pequenos detalhes que constituem a causa do sucesso; por um bocadinho se marca, por um bocadinho se falha.
 
Gostei muito do Siqueira - cuidadinho com o cotovelinho que pode dar amarelinho ou mesmo vermelhinho -, e do Sílvio - que está a ganhar o lugar. Luisão teve momentos de deficiente leitura de jogo, Fejsa sendo um lutador, deve ter mais cuidado com as faltas, Markovik defendeu muito bem, Gaitan, Lima e Rodrigo estiveram soberbos. Enzo esteve no lance do golo e não percebi bem o que o deixou prostrado no relvado alguns minutos, que parece tê-lo debilitado para o resto do jogo. Nalguns casos houve injustificada cerimónia no remate; diz o aforismo que o ótimo é inimigo do bom e bem sabemos que, na área, não há tempo para procurar a melhor condição para finalizar. Sem remate à baliza, não há golo com certeza.
 
Quanto a Proença e sua equipa, fiquei admirado, pois não me recordo de erros grosseiros - tenho dúvidas na falta causadora da grande penalidade.
 
Parece haver algo diferente no ar...elogios ao Benfica do Treinador do Braga, depois de Manuel Machado ter feito o mesmo...vitória com Proença...!,terão finalmente compreendido que, sem idoneidade, o futebol e os clubes morrem?, terá o desfecho da época passada contribuído para isso?, quanto valerá o futebol nacional sem o entusiasmo dos benfiquistas?´
 
Há ainda um longo caminho a percorrer, nada de foguetório antes do tempo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Porto-Benfica (1-0)

Derrota tangencial que deixa a eliminatória em aberto para o segundo jogo a realizar na Luz, no qual a equipa do Benfica poderá usar os seus melhores argumentos desportivos, sobretudo se a questão do título estiver em conformidade com os seus intentos. A equipa do Benfica apresentou-se sem seis dos habituais titulares - Oblak, Siqueira, Enzo, Gaitan, Markovic e Lima -, resguardando-os para o próximo compromisso do campeonato, enunciada primeira prioridade para esta época. No entanto, nada justificava a passividade patenteada durante toda a primeira parte, contrastando com a elevada intensidade com que o Porto entrou e que viria a decidir o desfecho do jogo. Tal, é o resultado do antecedente discurso de desvalorização deste encontro por parte dos Técnicos do Benfica. É certo que pode ter-se conseguido melhorar a competitividade de alguns jogadores, com ganhos futuros, mas também é certo que o resultado reduz o diferencial anímico entre as duas equipas, com algum conforto para os azuis, atenuando uma época mal conseguida. E deveria ter sido ao contrário; este jogo deveria ter servido para o Benfica afirmar a sua indiscutível superioridade. Ao colocar mais velocidade na segunda parte, especialmente após as entradas de Gaitan, Lima e Markovic, a equipa equilibrou a partida tendo-se superiorizado durante alguns períodos, conseguindo mesmo algumas boas oportunidades de golo já com o adversário desnorteado, duas delas anuladas em última instância por Fabiano, ficando demonstrado que com um pouco mais de intensidade outro resultado teria acontecido. 
 
Suleymani trabalhou muito, Sálvio aproxima-se da boa forma, Cardozo ainda está longe dela, Sílvio trabalhou muito e bem e Artur esteve bem, com algumas boas defesas e sem responsabilidade no lance do golo; a bola foi rápida e muito bem colocada. Do lado do Porto houve muita intensidade com agressividade, tendo criado algumas boas oportunidades além da do golo, dominando durante toda a primeira parte e perdendo o controlo da partida na segunda, especialmente na última meia-hora, em que alguma desorientação foi notória.
 
A equipa de arbitragem deixou por sancionar atletas que praticaram jogo violento - Herrera e Fernando poderiam ter lesionado gravemente Fejsa e Sálvio -, perdoou uma grande penalidade ao Porto cometida sobre Luisão e deveria ter assinalado falta de Martinez sobre Garay no lance do golo.
 
Enfim, há que aguardar pelo segundo jogo na Luz para acerto de contas, sem esquecer que, de momento, o mais importante é concentrar forças para o jogo de Braga onde a vitória abriria o caminho para o almejado título.