Marine Le Pen: «Quero destruir a União Europeia, não a Europa» | Mundo | Diário Digital
domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
Benfica 2014/2015 está lançado

As recentes entrevistas de Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus à RTP 1 e à Benfica TV, foram oportunas; acabaram com a espiral especulativa jornalística e tranquilizaram jogadores e adeptos, apesar de se esperarem saídas de relevo do plantel. Com a serenidade propiciada pelas recentes vitórias, do discurso de ambos transpareceu a convicção da necessidade de lhes dar sequência, como condição de afirmação dos seus projetos pessoais e de consolidação da ascensão desportiva do Benfica nos panorama interno e externo. Ficou claro algo que parecia óbvio; a intenção de voltar a ganhar o campeonato, com muita ambição na Liga dos Campeões no horizonte próximo. Percebe-se que há uma grande confiança no modelo desportivo em curso, envolvendo os jogadores disponíveis, a criatividade do treinador e a capacidade de recrutamento eficaz do clube. É esta última vertente que carece de confirmação. Efetivamente, não pode ter grandes aspirações um clube que anda anos para preencher eficazmente uma posição na equipa, seja de guarda-redes, de defesa esquerdo, de médio, de avançado ou outra qualquer, como tem acontecido. Com a inevitável saída dos bons jogadores, só com grande perspicácia, talento e sorte se poderão manter altas as expectativas, sobretudo externas.
Os projetos de desenvolvimento do clube continuam a suceder-se notavelmente; expansão da Benfica TV, continuidade da transmissão dos jogos do clube, expansão do número de associados, construção do lar do atleta, criação da rádio Benfica, enfim, uma dinâmica contagiante do universo vermelho. Interessante a posição de expectativa relativamente às candidaturas à Liga de Clubes, um dos tradicionais bastiões do sistema agora posto em causa por Mário Figueiredo, quanto a mim, o candidato ideal; pelo projeto e pela determinação. Contrariamente a Filipe Vieira, não acredito em consensos no futebol, pelo menos, enquanto Pinto da Costa estiver no ativo. "Estamos disponíveis para ouvir e depois vamos votar", disse. Interessante. Porém, não me agrada o velho discurso de gratidão relativamente a Joaquim Oliveira. Discordo. Oliveira faz parte do processo que levou o Benfica à indigência, aparecendo depois como salvador, pela mão de Vilarinho e Vieira, comprando os direitos desportivos do clube por meia dúzia de tostões, garantindo dessa forma vantagem decisiva do rival do Porto. Nada deve o Benfica a Oliveira. Pelo contrário; muito deve, este, ao Benfica, sem o qual não teria obtido o progresso que teve nesta última década. Mais; gostaria de ver Oliveira, e já agora, o BES, fora do capital da SAD do clube. Permitir a raposa no galinheiro dá mau resultado...como se tem visto. Relativamente à UEFA que parece ao serviço dos clubes dominantes, e que impediu, implicitamente, o Benfica de ganhar a Liga Europa este ano, gostaria de ver por parte do Presidente do clube, uma posição mais enérgica e não os paninhos quentes com que se tem referido ao assunto. Quem tem razão não tem medo. E não é necessário ofender ninguém.
A posição de Jorge Jesus ao preferir manter-se no Benfica apesar das boas propostas que recebeu, enobrece-o e fortalece a estrutura do clube revelando acreditar no projeto comum e, sobretudo, coragem de enfrentar o sistema, algo que Mourinho, recusou fazer, optando por se lhe juntar. Jorge Jesus quer ganhar um título europeu no Benfica, isso é claro. E é possível. Já o demonstrou.
Sairão Garay, Siqueira, André Gomes e Rodrigo, pelo menos. Da resposta a esta sangria dependerá o sucesso da próxima época. Já agora, e do sucesso ou insucesso das manobras de bastidores em curso do diretório do sistema azul.
As próximas semanas serão decisivas, sabendo nós que tentarão levar-nos os melhores atletas e impedir-nos de contratar substitutos de qualidade equivalente. É aqui que começa a desenhar-se a sorte do campeonato.
Olho vivo e pé ligeiro!
PS1: Gostei da referência de Jorge Jesus às suas humildes origens, de miúdo simples dos subúrbios de Lisboa onde se usava - usa - um linguarejar despretensioso e eficaz característico das pessoas genuínas e pobres. Os idiotas que procuram ridiculariza-lo pelas suas habituais calinadas gramaticais, fazem-no para atingir o Benfica, corroídos pelo despeito, expondo-se ao ridículo público. Na verdade, para ser respeitado, Jorge Jesus não precisa de aprender a falar correctamente, como os hipócritas, precisa sim, de ganhar mantendo-se autêntico. Nessa altura, quem agora o ridiculariza, passará a achar-lhe graça.
PS2: O local da entrevista concedida por LFV à A1, foi muito bem escolhido; no museu do Benfica, entre muitos e variados troféus, sob pavimento vermelho e tons escuros, que ajudou a manter o entrevistador respeitoso.
PS1: Gostei da referência de Jorge Jesus às suas humildes origens, de miúdo simples dos subúrbios de Lisboa onde se usava - usa - um linguarejar despretensioso e eficaz característico das pessoas genuínas e pobres. Os idiotas que procuram ridiculariza-lo pelas suas habituais calinadas gramaticais, fazem-no para atingir o Benfica, corroídos pelo despeito, expondo-se ao ridículo público. Na verdade, para ser respeitado, Jorge Jesus não precisa de aprender a falar correctamente, como os hipócritas, precisa sim, de ganhar mantendo-se autêntico. Nessa altura, quem agora o ridiculariza, passará a achar-lhe graça.
PS2: O local da entrevista concedida por LFV à A1, foi muito bem escolhido; no museu do Benfica, entre muitos e variados troféus, sob pavimento vermelho e tons escuros, que ajudou a manter o entrevistador respeitoso.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Espectador interessado: Reflexão a-ante-após-até-com-contra-de-desde-em-en...
Espectador interessado: Reflexão a-ante-após-até-com-contra-de-desde-em-en...: Um belíssimo texto do Prof. José Manuel Moreira cuja relevância surgirá a muitos, hoje, 2ª feira, de modo ainda mais vincado do que quando ...
sábado, 24 de maio de 2014
O medo e o jogo de bastidores
O medo é comum aos covardes e aos valentes; leva os primeiros recuar perante a possibilidade do fracasso, preferindo manter a dúvida da sua real valia e da do vencedor, e os segundos a avançar, superando-se, determinados a vencer ou honrar o vencedor.
Um dos populares jornais diários de hoje refere o empenho de Pinto da Costa em afastar Jorge Jesus do Benfica, tendo recorrido aos bons serviços do Jorge Mendes, o empresário que, cada vez mais, parece controlar o futebol português e espanhol. Pelos vistos não conseguiu os seus intentos, já que, segundo o mesmo diário e outros seus congéneres, depois do Benfica, poucos clubes são suscetíveis de interessar a Jorge Jesus, apesar das promessas de faraónicos salários. De facto, "nem só de pão vive o homem" diz o velho adágio que o popular treinador parece valorizar. Muitos, preferem o prestígio ao dinheiro, sendo aquele tanto maior quanto maiores as dificuldades inerentes. É a superação leal destas que confere prestígio, e nada mais. E há ainda muitas adversidades a superar no clube. O ciclo de Jorge Jesus no Benfica só ficará concluído com uma grande vitória na Europa, e essa vitória é a Liga dos Campeões. O Benfica cresceu com Jorge Jesus e este cresceu com o Benfica; mas há ainda um percurso a fazer para o clube ascender a este patamar. O processo está em marcha e tem de continuar. Jorge Jesus tem demonstrado capacidade para evoluir e por isso merece continuar a desenvolver o seu projeto. Um projeto que desafia as estruturas do clube a caminhar na fascinante senda do espetáculo e da eficácia.
Enfraquecer o adversário é um dos recorrentes expedientes das Direções de Pinto da Costa para o sucesso do seu clube. Os exemplos são muitos, alguns deles causadores de graves "amargos de boca" ao Benfica, nem todos eticamente defensáveis. O "ataque" a Jorge Jesus aconteceu logo após a sua primeira temporada no Benfica - constou ter-lhe sido disputado, quando ainda no Braga. De facto, é fácil entender o pânico das hostes azuis perante o futebol avassalador da equipa do Benfica nessa temporada em que nenhuma das muitas estrambólicas armadilhas foi capaz de travar a equipa. O "ataque", porém, parece ter surtido efeito já que transpareceu uma quebra de confiança no grupo de trabalho e nos adeptos, com reflexos nos resultados na época seguinte. Ninguém sabia ao certo de que lado estava o Treinador, censurando os adeptos a imposição por parte deste, de inusitado aumento salarial. Astuto, Pinto da Costa alimentou sempre esta dúvida com o propósito de abalar a confiança do oponente, sem a qual o projeto não vingaria, colocando Filipe Vieira entre a espada e a parede; de um lado os adeptos a pedirem a cabeça do treinador, do outro a necessidade de estabilidade do clube. Aguentou o Presidente, arriscou e ganhou, trilhando, quase solitariamente, um caminho atribulado que o poderia ter conduzido ao abismo. O mundo é dos ousados. Com esta decisão, quer Jorge Jesus quer Filipe Vieira dobraram a "taprobana" olhando agora de frente os novos oceanos que ainda há bem pouco pareciam inatingíveis.
Quanto a Pinto da Costa, apesar da sua longa experiência e da acumulação de vitórias, parece não ter percebido o essencial da vida; o respeito dos outros! Não merece ser respeitado quem fragiliza os adversários para os superar -estratégia que tem sido preponderante no seu longo e fastidioso consulado - mas superando-o, lealmente, quando está na máxima força. As vitórias forjadas suscitam hipocrisia e medo e não respeito e por isso provocam insaciedade.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Obrigado Benfica!
Pelos troféus conquistados, pelo seu ineditismo e pela qualidade competitiva demonstrada ao longo de uma extensa época, quase épica. Uma época marcada pela frustração dos resultados da anterior que, estou certo, acabou por fortalecer o carácter e a união de todo o grupo, base do sucesso da época que agora findou. E é assim o Benfica; sempre pronto a erguer-se, fortalecer-se e a lutar pelas vitórias. Sem batota, com alegria, talento, magia; aquela magia que a todos contagia...até os adversários; sem vingança nem ressentimento. Faltou a taça da Liga Europa?. .faltou!, mas não por falta de mérito. Sim, por demérito de uma organização, a UEFA, incapaz de garantir a competência do serviço de arbitragem dos jogos, desculpando-se continuada e estupidamente com a inevitabilidade do erro humano, ignorando olimpicamente o esforço humano e financeiro de clubes honestos que legitimamente aspiram à vitória. Ignorando que, com a sua incompetência, complacência ou cumplicidade, contribui para o inevitável declínio do futebol.
Obrigado Benfica!
sábado, 17 de maio de 2014
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