quarta-feira, 14 de outubro de 2020
O Lado Negro das Energias Verdes
O Lado Negro das Energias Verdes
sábado, 10 de outubro de 2020
Uma Proposta de Anteprojeto para o Benfica (3)
A. Os meios comunicacionais
o A
BTV: reformular o seu editorial diversificando temas e intervenientes, com
primazia à emissão de eventos desportivos do clube, à promoção da cultura
desportiva, à participação das velhas e atuais glórias, à intervenção dos
adeptos - desportistas, ex-desportistas, escritores, músicos, académicos,
técnicos ou anónimos -, com abertura a realidades desportivas, ou sociais relacionadas,
exemplares.
o O
Jornal: informação detalhada dos eventos desportivos do clube, com crónicas de
opinião de jornalistas idóneos. Difusão regular, moderada e sistemática, das
várias áreas do conhecimento relacionadas com o desporto; normas, metodologias
de treino, técnica, motricidade, alimentação, etc. Publicação de histórias do
desporto benfiquista e outras de relevância geral. Convocação do contributo de
benfiquistas notáveis, ou de figuras de relevo que, não sendo benfiquistas,
respeitem o clube.
o Redes
sociais: difusão das notícias do clube, com abertura à participação livre dos
adeptos, num ambiente de cordialidade e tolerância.
o As
Casas do Benfica: mais do que uma espécie de centros de dia, cabe-lhes a missão
de aproximação dos adeptos e sócios ao clube - simplificando as operações
correntes, incentivando o seu envolvimento nos eventos desportivos e na
discussão dos assuntos relacionados -, promovendo o desporto local e fazendo a
prospeção local de futuros atletas.
o Externos:
manter atualizado o quadro das plataformas relevantes, os correspondentes
canais de acesso, os respetivos perfis editorais e uma estratégia de ação com
vista à promoção dos interesses do clube.
B.
Gestão Económica:
o Convocar
assessoria especializada com vista a criar as condições de maximização das
receitas correntes atuais e identificação potenciais novas fontes de receita.
o Convocar
assessoria conhecedora dos mercados desportivos internos e externos e das
estratégias de criação de valor desportivo dos atletas e dos correspondentes
canais confiáveis de acesso.
o Definir
uma estratégia de valorização dos atletas da formação do futebol, com e sem
viabilidade de acesso à equipa sénior, com criação de valor para o clube.
o Recuperar
para a esfera do clube a gestão dos direitos desportivos da equipa de futebol sénior,
com o objetivo de maximizar as receitas, de servir de catalisador da nação
benfiquista e de desmoralizar os rivais.
o Implementar
uma estratégia de bilheteira acessível à base social dos adeptos do clube com
vista à atração de novos adeptos e sócios, ao aumento da assistência média dos
jogos e à maximização das receitas de bilheteira e dos contratos de patrocínio.
o Implementar
um catálogo de equipamentos de baixo custo, acessível à base social de adeptos
do clube, promovendo a sua difusão por todo o universo benfiquista, numa ótica
de agregação dos adeptos e otimização das receitas correspondentes.
o Moderar
as ações de marketing, em especial junto dos sócios, prevenindo comportamentos
de rejeição e afastamento do clube por parte daqueles em consequência do
desconforto provocado pelas frequentes ações de persuasão comercial.
C.
Gestão Financeira
o Manter
a estratégia de financiamento pela via obrigacionista universal.
o Identificar
fontes de financiamento tradicionais viáveis, preferencialmente externas.
o Identificar
parcerias estratégicas com aporte de financiamento e know how sem prejuízo do controlo do clube.
o Definir
uma estratégia de redução gradual do passivo financeiro exigível, de curto e
médio prazo, sem prejuízo da capacidade competitiva da equipa de futebol
sénior, alocando ao serviço da dívida, por exemplo, 50% da mais-valia líquida
de todas as transações desportivas.
D.
Previsão do futuro do futebol na Europa
o Europeu:
expansão das atuais Ligas, dos Campeões e Europa e criação de um terceira liga,
com integração dos clubes europeus mais competitivos.
o Nacional:
definhamento progressivo das ligas nacionais e falência de grande parte dos
clubes, remetidos à dependência do financiamento via UEFA e públicos.
o Benfica:
integração no lote dos clubes da primeira liga europeia rivalizando na disputa
dos respetivos títulos graças à redução do atual abismo orçamental.
E.
Fim (provisório)
Peniche,
06 de Setembro de 2020
António Barreto
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Uma Proposta de Anteprojecto para o Benfica (2)
Cont.
A. A Formação
o Em
todas as modalidades profissionais deverá focar-se primordialmente no
fornecimento de atletas de alto nível às respetivas equipas séniores.
o A
base de recrutamento deverá ser tão vasta e diversificada quanto possível,
condicionada aos limites naturais do clube - infraestruturas e orçamento - e ao
talento nato e disponibilidade mental do atleta.
o A
diversificação deve ter em conta a importação de novas ideias - táticas,
técnicas ou metodológicas -, enriquecedoras da cultura do clube.
B. As alianças
o Manter
atualizado um quadro de alianças com entidades congéneres, nacionais,
europeias, sul-americanas, africanas e outras, com o intuito de criar sinergias
desportivas e económicas com benefício de ambas as partes.
o Avaliar
a viabilidade de restaurar parcerias históricas do clube, como são os casos do
Barreirense, do Salgueiros - alfobres de velhas glórias do clube - e outros.
C. A responsabilidade social
o O
ecletismo: tão vasto e diversificado quanto as infraestruturas e o orçamento
permitam, aberto a todos sem exceção de qualquer ordem, com prioridade aos
jovens e inclusão dos séniores.
o O
apoio social direto: aprofundar e diversificar, tanto quanto possível, a ação
da Fundação Benfica, com prioridade à integração comunitária dos jovens em
situação de risco e a famílias ou pessoas singulares vítimas de tragédias
afirmando a preocupação e empenho genuíno do clube.
D. As infraestruturas desportivas
o
O Estádio da Luz: avaliar a viabilidade de
expansão da lotação em mais 15 mil lugares sentados.
o O
complexo do Seixal: integração dos trabalhos e jogos oficiais do futebol
feminino e expansão do número de campos de treinos e instalações de apoio à
formação com vista à otimização da base de praticantes.
o O
Centro de Alto Rendimento: atualizar o estudo de viabilidade deste projeto,
previsto para Oeiras, condicionado aos objetivos desportivos e sociais do clube
e à qualidade dos resultados a obter.
E. As infraestruturas não desportivas
o Museu:
mantê-lo atualizado, em bom estado de conservação e animado, promovendo,
primordialmente, a difusão dos feitos desportivos do clube, dos seus atletas e
ações de natureza social e cultural diversificadas, enquadráveis na cultura do
clube; de solidariedade, de tolerância e de conhecimento.
F. O Património
o Material:
mantê-lo em bom estado de conservação, identificando intervenções conducentes à
redução de custos de exploração, em particular energéticos e de manutenção, e à
minimização de impactos ambientais.
o Imaterial:
promover a imagem e cultura do clube e seus maiores, interna e externamente, e
defendê-la dos seus detratores com determinação e elevação.
G. O relacionamento interno
o Estatutos:
revisão e discussão dos mesmos reduzindo a dez anos o tempo de associado para
habilitação de candidatura à presidência.
o Sócios:
proporcionar o convívio com velhas glórias e atletas no ativo, otimizar o
quadro de benefícios agregados e manter abertos os canais comunicacionais
possíveis, num quadro de incentivo ao debate de ideias, com participação
regular de quadros dirigentes.
o Adeptos:
difusão regular e universal da atividade e objetivos do clube, incentivando
explícita ou implicitamente a adesão ao estatuto de associado.
o Investidores:
manter uma estratégia de persuasão do pequeno e médio investidor à adesão das
emissões de dívida, proporcionando segurança e retorno acima do mercado,
visando a dispersão do investimento e a independência do mercado bancário.
o Acionistas:
prevenir o acesso de acionistas hostis ao clube cultivando relacionamentos
idóneos e solidários portadores de valor estratégico e operacional.
H. O relacionamento externo
o Institucional
desportivo (clubes): cultivar a cordialidade, num quadro de respeito mútuo, com
deferência especial às entidades com vínculo histórico e social ao clube e sua
cultura.
o Institucional
tutelar (órgãos de tutela desportiva): manter atualizado o conhecimento dos
quadros competitivos e normativos, identificar e denunciar desconformidades e
anomalias, debater e propor alterações que se justifiquem adequados na defesa
dos interesses do clube e, tanto quanto possível, gerais. Defender
intransigentemente o clube, em todas as frentes, dos sistemáticos ataques
desferidos pelas várias Federações, Ligas e seus órgãos, sob a forma de
sucessivas e pesadas multas, castigos de atletas, interdições dos recintos
desportivos, aplicação arbitrária dos regulamentos - nomeadamente disciplinares
- e segregação dos seus sócios e adeptos.
o Institucional
Estatal: manter atualizado um plano de articulação dos projetos desportivos do
clube com os do desporto nacional e dá-lo a conhecer publicamente. Identificar
e denunciar os casos de descriminação do clube, em especial dos que se
revelarem preconceituosos, persistentes ou estruturais, desconstruindo a ideia,
promovida insistentemente, pelo rival do norte de que o Benfica é um símbolo do Salazarismo e do centralismo, prejudicial à democracia à descentralização.
o
Espaço público: intervenção regular nas
plataformas e canais de comunicação nacional na difusão geral dos projetos do
clube e na promoção da sua imagem, no exercício do contraditório face a ações
hostis, na clarificação de atos que dela careçam e na denúncia de atos lesivos
do clube, seus atletas, funcionários, sócios ou adeptos.
Peniche, 20 de Agosto de 2020
António Barreto
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Uma proposta de anteprojeto para o Benfica (1)
A.
A missão
Ganhar.
Em todas as provas, em todas as modalidades, em todas as faixas etárias, mas sobretudo
no futebol sénior, o “main driver” do
clube. Tudo o mais virá por acréscimo.
A
mentalidade ganhadora associada à excelência de execução da arte, à correção comportamental
para com adversários, instituições, adeptos e público em geral, constituem a
cultura do Benfica com a qual granjeou maciça adesão popular - a sua base
social de referência - e admiração geral dos adversários, incluindo os que o
atacam e agridem.
Urge
acabar com o discurso de relativização da derrota e do conformismo em nome de
gloriosas e sucessivas vitórias futuras, de obras fantásticas, da credibilidade
das contas e da solidariedade para com os rivais.
B.
O futebol profissional masculino sénior
o
A equipa técnica:
o Além
dos requisitos de competência, de conhecimento do futebol nacional e europeu,
de capacidade de liderança e de identificação com a cultura do clube, deve ser
independente do circuito desportivo nacional, impermeável aos jogos de poder
internos e com evidente reconhecimento internacional ou potencial para tal.
o
O plantel:
o Deve
refletir a filosofia do clube; futebol de ataque, determinado, virtuoso,
objetivo e solidário, em atualização permanente, quer ao nível de jogadores
quer ao nível tático.
o
A prospeção:
o Setor
chave, diferenciador, que requer atenção permanente pela simples razão de que o
primeiro a chegar ao mercado adquire vantagem competitiva sobre os rivais (lembremo-nos
do caso Eusébio). Se o clube não tem capacidade financeira para acompanhar os
grandes rivais europeus na disputa pelos grandes talentos, tem de chegar antes
deles.
o A
estrutura técnica deverá dotar-se de capacidade para monitorizar permanentemente
o estado da arte nas escolas de maior destaque; Europa - começando por Portugal
-, América Latina e África, sem esquecer os mercados emergentes asiáticos.
o O
objetivo deverá centrar-se na identificação de jogadores com potencial e nos
estilos enriquecedores dos modelos táticos da equipa.
o A
execução passa pela criação de uma rede de parcerias confiável, supervisionada
por colaborador de reconhecida competência, recorrendo, preferencialmente, a
gente com vínculo afetivo e cultural ao clube, ex-atletas, ex-funcionários e ex-dirigentes,
sem afastar outras possibilidades.
o
O recrutamento:
o A
equipa técnica, supervisionada superiormente, deverá manter permanentemente
atualizadas as necessidades da equipa, imediatas e a dois anos.
o Igualmente,
em articulação com os departamentos da prospeção, da formação e de recursos
humanos, deve manter permanentemente identificados os atletas alvo, definindo
objetivos prioritários e calendarizando as correspondentes contratações.
o Igualmente,
deve manter-se permanentemente atualizado o conhecimento dos valores de mercado
em cada área geográfica para cada tipo de jogador, identificando oportunidades
que justifiquem a contratação para investimento desportivo ou económico.
C.
O futebol profissional feminino sénior
o Consolidar
a superioridade interna e assumir os títulos europeus.
o Dotar
a secção de condições internas adequadas ao treino e à competição.
D.
As modalidades
o
De pavilhão, séniores masculinos:
o Futsal:
consolidar a superioridade interna e assumir a luta por títulos europeus e
mundiais.
o Voleibol:
manter a superioridade interna e assumir a luta por títulos europeus.
o Hóquei
em patins: recuperar e consolidar a superioridade interna e assumir a luta por
títulos europeus e mundiais.
o Basquetebol:
recuperar e consolidar a superioridade interna e a capacidade competitiva
europeia.
o Andebol:
dar o salto competitivo decisivo para aceder aos títulos nacionais; algo
estrutural tem falhado nesta modalidade que requer o contributo dos melhores
técnicos.
o Natação:
assumir a luta pelos títulos internos e a participação em provas internacionais
de relevo.
o De
pavilhão, séniores femininos:
o Futsal:
Consolidar a superioridade interna e assumir os títulos europeus e mundiais.
o Hóquei
em patins: manter a supremacia interna e assumir os títulos europeus e
mundiais.
o Natação:
assumir a luta pelos títulos internos e participação em provas internacionais
de relevo.
o Ténis
de mesa: manter uma equipa capaz de discutir e ganhar os títulos internos e
disputar provas internacionais de relevo.
o Bilhar:
manter uma equipa de excelência capaz de discutir e ganhar títulos internos e
europeus.
o
De ar Livre
o Atletismo
masculino: reforçar o domínio interno e assumir os títulos europeus.
o Atletismo
feminino: assumir o salto qualitativo necessário às vitórias internas e à
disputa das provas europeias de relevo.
o Triatlo
masculino: consolidar o domínio interno e europeu.
o Triatlo
Feminino: consolidar o domínio interno e europeu.
o Triatlo
misto: consolidar o domínio interno e europeu.
o Ciclismo masculino: manter um plano de ação para reintrodução da modalidade logo que seja restabelecida a credibilidade das condições de competição internas.
Peniche, 20 de Agosto de 2020
António Barreto
(Continua)
sábado, 25 de julho de 2020
Entregar o Ouro ao Bandido
sábado, 21 de março de 2020
Nós os portugueses
segunda-feira, 9 de março de 2020
O momento do Benfica
E pronto; a premonição de
Bruno Laje concretizou-se! Esfumaram-se os sete pontos de avanço, estamos em
segundo lugar com um ponto de atraso e a equipa joga miseravelmente. Uau! (Almada Negreiros)




