quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Olhanense-Benfica (1-2, Taça da Liga)


O jogo seguia morno quando o rápido estremo esquerdo do Olhanense se isolou, aproveitando uma falha defensiva já crónica na equipa do Benfica desta época, ganhando o ressalto a Paulo Lopes que chegara ligeiramente atrasado ao lance, sobrando a bola para Brandão que, com a baliza deserta não teve dificuldade em inaugurar o marcador.

Tudo mudou a partir daí; os vermelhos arregaçaram as mangas, o andamento pachorrento passou a intenso, sucedendo-se os lances ofensivos com grande dinâmica e amplitude, sob a condução de Gaitan.  Sempre com grande empenho e muita agressividade, os jogadores do Olhanense acantonavam-se frente à sua área defendendo com dificuldade mas saindo rápidos para a contraofensiva tentando tirar partido da velocidade e força dos seus extremos, metendo dois jogadores na área e subindo a linha média para a recuperação dos ressaltos.

Os golos da reviravolta surgiram como uma inevitabilidade, premiando o empenho e talento da renovada equipa do Benfica que mostrou múltiplas soluções ofensivas face a uma defesa compacta e batalhadora, apesar do atabalhoamento na finalização de muitos dos sucessivos lances ofensivos que ia criando. Sem grandes alaridos, numa demonstração de personalidade própria de quem está consciente das suas capacidades, matou-se assim o “borrego” a que a comunicação social, pateticamente, tanta importância deu,

Gostei da “rotação” de atletas, consolidando-se cada vez mais a ideia da qualidade e integração efetiva de todo o plantel, parecendo-me cada vez menos estranha a ideia de Jorge Jesus poder vir a ser o nosso Fergusson. Miguel Rosa merece uma oportunidade e nós merecemos vê-lo a jogar na equipa principal ainda que seja de forma controlada.

Gostei da equipa do Olhanense, que me pareceu bem orientada, com boa condição atlética, com muito empenho, com boa qualidade de passe, boa dinâmica e profundidade de jogo.

A equipa de arbitragem comandada por Paulo Batista realizou um mau trabalho distribuindo amarelos, quase todos injustificados, aos nossos atletas e poupando os adversários à sanção disciplinar, incentivando o seu jogo faltoso, tendo ainda deixado por assinalar, logo no início da partida, uma grande penalidade contra o Olhanense. Uma equipa que está a mais no futebol. Olho da rua que já tarda.
Ah! Já me esquecia, aqui ao lado está um pratinho de bolachinas muito boas para cativar e manter a amizade dos tarecos.
AB

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