quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Corrupção na Liga dos Campeões

Não nos tomem por idiotas! A ausência de investigação, acusação e condenações por corrupção - Itália é uma excepção, veremos agora o caso da europol - é uma realidade que não inibe o espectador comum de tirar as inevitáveis conclusões face ao que observa.


Convém perceber que o espectador é a razão de ser do futebol; é ele que o financia mediante o valor que lhe atribui enquanto espetáculo. Degradando-se este, falhará o financiamento. Inevitávelmente.
 
Na anterior edição da Liga dos Campeões, o Benfica foi afastado  das meias-finais em detrimento do Chelsea, apesar de ter sido, de longe, a melhor equipa, graças a múltiplos erros grosseiros e capitais das equipas de arbitragem.
 
Neste cenário, vem à mente do espectador, o ocorrido em anterior edição desta competição nas meias-finais disputadas entre o Chelsea e o Barcelona, em que este venceu, graças a erros inacreditáveis da equipa de arbitragem. Algo surreal, que deixou atletas, dirigentes e adeptos do Chelsea de cabeça perdida. Consolidou-se no espectador a ideia da captura da UEFA pelos interesses dos blaugrana. Messi, afinal, tudo justifica!
 
Aqui chegado, o nosso espetador, percebe, enfim, o que aconteceu no Chelsea-Benfica. Perante a indiscutível injustiça de que o Chelsea tinha sido vítima, ter-lhe-ão sido prometidas facilidades,  por quem tem poder para tal, quiçá, os responsáveis pela nomeação dos árbitros.


Acresce a importância da atração de novos capitais para o futebol, como é proporcionado pelos atuais dirigentes do Chelsea. Sob o risco do colapso, graças aos graves erros estratégicos da UEFA e da FIFA, o futebol europeu e mundial necessita urgentemente de dinheiro novo, não faltando oferecimento de almas influentes em troca. Afinal, amor com amor se paga.


A esta luz, o sacrifício do Benfica terá tido motivação "altruista", ficando a UEFA em dívida para com o clube e seus adeptos. O Benfica foi, assim, inapelávelmente sacrificado, na vã tentativa de compensação de uma grave injustiça através de outra de idêntica gravidade. Per seculum der seculuorum?


E tudo isto com a maior naturalidade e desfaçatez, à conta das vicissitudes históricas deste jogo e do argumento idiota da inevitável falibilidade do Homem! Os idiotas organizadores tratam os espetadores e adeptos como se fossem acéfalos, acríticos e impotentes! Julgam-se donos da indústria!
 
Quanto a mim, o futebol nacional e internacional necessita de um novo modelo organizacional implicando a dissolução do atual. Nem a FIFA nem a UEFA têm revelado capacidade para gerir adequadamente esta indústria.


A UE e os Estados europeus não estão isentos de responsabilidades por terem abandonado o futebol a si próprio, como se de um gueto se tratasse, demitindo-se de fazer cumprir, efetivamente, os princípios democráticos, a saber; igualdade de oportunidades, universalidade da aplicação da Lei e direito à fruição do espetáculo desportivo leal.


Impõe-se uma nova ordem no futebol mundial.

AB  

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