domingo, 10 de fevereiro de 2013

Estado de Corrupção


O caso do atual escândalo de corrupção que envolve o PP espanhol ao mais alto nivel, conhecidos pelos casos Bárcenas e Gurtel em que, alegadamente, vários dirigentes daquele partido atualmente no poder, recebiam financiamentos não declarados através de uma conta num banco suíço, supostamente municiada com donativos de agentes económicos a quem teriam sido adjudicadas obras públicas, mostra como o Estado de Direito deu lugar, nos regimes ocidentais, ao Estado de corrupção, prenunciador da inevitável decadência económica e social a que temos assistido.
 
Baltazar Garçon, o superjuiz que abraçou a causa da justiça, não dando tréguas aos grandes criminosos da história, foi enxovalhado e afastado do cargo apenas porque...estava no encalço dos alegados criminosos!
 
É o que refere o texto de "O Público" de hoje, da autoria de Ana Gomes Ferreira, sob o título de Espanha, que refere: "...Garçon era o Juiz da Audiência Nacional que, em 2009, mandou realizar escutas a suspeitos no Gurtel com o objetivo de provar que se tratava de um delito continuado. Foi acusado de abuso de poder e condenado a 11 anos sem exercer a profissão.
 
O antigo Juiz disse que nas investigações Gurtel, surgiu-lhe o nome de Bárcenas, que foi imputado em 2009. Explicou que os indícios de crime são evidentes, mas, concluiu, "há falta de vontade política para avançar os dois processos."
 
Et voilá!
 
Não é o que se passa por cá?
 
Que nome dar a um regime que propicia tais desmandos?
 
AB
 

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