sábado, 30 de março de 2013

Mário Figueiredo resiste aos ataques da "Praga Azul"!

In A Bola em 27 de Março de 2013
A LIGA PORTUGAL vem publicamente denunciar os factos que adiante se elencam:

1. O Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, que reiteradamente tem declarado ser intransigente defensor do princípio de não ingerência do Governo no movimento associativo, permitiu, a pedido do Presidente da FPF, a inclusão, na ordem de trabalhos da próxima reunião do Conselho Nacional do Desporto, de um assunto que é da esfera privada de dois entes associativos privados – a FPF e a LIGA PORTUGAL.
 
O assunto em questão diz respeito a uma divergência de entendimentos entre essas duas
associações sobre receitas que a FPF se arroga e que a LIGA PORTUGAL entende serem da sua plena e exclusiva titularidade - uma matéria inequivocamente do foro e da autonomia privada. Ora, sob pena de incoerência e arbítrio, a propalada autonomia das instâncias associativas invocada para justificar as decisões de não ingerência do Estado, tem que funcionar em todos os sentidos.

2. Por outro lado, aparentemente, o Senhor Presidente da FPF ter-se-á esquecido do curto mandato de um ano e meio que exerceu na presidência da LIGA PORTUGAL, instituição que usou e de que se serviu para se fazer eleger para o cargo que actualmente ocupa, no desempenho do qual está, lamentavelmente, ao serviço, não dos clubes ou do futebol Português, mas de interesses instalados, designadamente na área das transmissões televisivas, que pretendem enfraquecer a LIGA PORTUGAL e tornar subservientes os clubes.

3. Com a participação das equipas “B” na II Liga, a LIGA PORTUGAL prossegue, primordialmente, o objectivo de formação e promoção de jogadores entre os 19 e os 23 anos, o que originou um acréscimo de despesas com a organização desse campeonato de cerca de um milhão e duzentos mil euros. Tal objectivo de valorização e formação local de jogadores é vital para o apetrechamento das Selecções Nacionais, finalidade que a LIGA PORTUGAL prossegue mesmo sem o apoio e a colaboração que seria expectável que a FPF manifestasse como beneficiária directa e principal desse esforço. Aliás, a FPF não só não defende interesses que, afinal, também são próprios, como vem urdindo uma estratégia – cada vez menos dissimulada – de asfixia da LIGA PORTUGAL, nomeadamente pela apropriação de receitas geradas nas e pelas competições profissionais, que, nos termos da Lei, são organizadas, regulamentadas e dirigidas pela Liga Portugal com autonomia administrativa, técnica e financeira.

4. A imprudência e ligeireza da FPF submeter a um órgão governamental a apreciação de um litígio pendente entre dois entes privados são tanto mais gravosas pelo facto de tal actuação violar o compromisso arbitral constante dos estatutos da FIFA e dos próprios estatutos da FPF, que visa eliminar a possibilidade de ingerência de entidades externas ao desporto.

5. A Liga Portugal, como representante do futebol profissional cuja autonomia é garantida por Lei, espera e exige o escrupuloso respeito dos princípios legais da liberdade e independência das instituições do movimento associativo relativamente ao Estado. 
 
 
Comentário Zaratustra:
 
Perante a ameaça de enfraquecimento do seu ramo da propaganda, a "Praga Azul" tudo tem feito para correr com o incómodo Mário Figueiredo (MF) da LP, tal como fez com Hermínio Loureiro - que "ainda hoje vai a fugir" adotando a postura do políticamente correto, depois de ter garantido o cómodo lugar de Vice-Presidente da FPF, onde se tornou irrelevante.
 
Desconhecendo a razão formal neste episódio, parece-me evidente que o objetivo consiste em vergar a determinação de MF pela asfixia financeira e consequente descontentamento dos clubes filiados. Seguro da cumplicidade da tutela, deixando cair o outrora inalienável princípio da independência associativa, Fernando Gomes apressou-se a fazer queixinhas ao Secretário de Estado do Desporto, que por sua vez fez agendar o assunto ao Conselho Nacional do Desporto.
 
Espero que MF se mantenha firme na defesa dos efetivos interesses dos clubes, libertando-os da tenaz financeira a que a Praga azul os submete, e saiba esclarecer a população acerca do papel que, quer a FPF, quer o Governo, quer os partidos, quer outros agentes do futebol internos e externos - como a UEFA e a FIFA -, desempenham na defesa da transparência no futebol, ou contra ela. Que não se acobarde como muitos têm feito, pois representa a esperança de muita gente boa.
 
António Barreto                      
 

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