segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vamos com tudo para Turim!

Teve graça o trecho da flash-interview em que Jorge Jesus referiu: - somos campeões...estamos na final da Taça de Portugal, na final da Taça da Liga...e não há mais nada em Portugal. Achei graça porque dá a ideia de que, se houvesse, também marchava....Mas está enganado Jorge Jesus; ainda há a taça da Fonte Boa aqui em Peniche e, se cá vier, os Dominguinhos ainda lhe fazem a folha.
 
Não tinha grande espectativa para este jogo mas era importante que a equipa ganhasse ou vendesse cara a derrota. Um resultado negativo poderia afetar a confiança da equipa para Turim. Entrou com tudo o Porto; mais importante que o troféu em disputa era vencer o Benfica no Dragão atenuando uma época frustrante para os seus adeptos. Oportunidades não faltaram. Faltou a serenidade para as concretizar. Quaresma, um jogador de grandes recursos Técnicos é hoje uma caricatura; faltoso, quezilento, inconsequente muitas vezes, desestabilizador da equipa e do jogo. Herrera trabalhou imenso, Jackson também, mas nada lhe saía bem, Fernando distribuiu pancada tal como Mangala...e pouco mais. Há muita descrença misturada com a vontade de ganhar; a dúvida instalou-se. 
 
Pragmático e corajoso, Jorge Jesus, escalou a equipa a pensar no próximo compromisso europeu; correu bem, felizmente. Os jogadores foram estoicos; mantiveram a serenidade ajustando a tática à conjuntura. Teve azar o Steven; não intersetou a bola derrubando Jackson. Foi excessivo o árbitro; justificava-se o amarelo, nem por isso, o vermelho. Convicção ou aflição? Oblak potencia a equipa; vem pelo ar...é dele. Não há hipótese! Fantástico! Nota-se muita união na equipa, serenidade e confiança. Oportunidades, poucas, mas houve duas, ambas com Cavaleiro - um moiro de trabalho -, no cerne da manobra. Temi pelo flanco direito, muito frágil durante demasiado tempo. Garay estabilizou a defesa, Markovic ajudou imenso na ação defensiva e Enzo meteu os azuis em sentido nos cerca de quinze minutos que jogou. Na lotaria dos penaltis normalmente  ganham os mais confiantes e depois...estava lá Oblack; alguns adversários sentem-se intimidados com a sua presença, pela estatura, serenidade e eficácia. Pelo contrário, Oblack não se intimida. Toda a equipa o sente e sente-se contagiada. Fernando sabia que, só colocando a bola com precisão marcaria...acertou no poste! Ainda bem.
 
Engraçado é que vamos apanhar o Rio Ave nas duas finais!, deve significar algo!
 
Agora vamos para Turim na máxima força. Vamos lá mostrar aos italianos com quantas varas  se faz uma canoa.

Sem comentários:

Enviar um comentário