sábado, 8 de agosto de 2015

Benfica!a!

   
Em vésperas do primeiro jogo oficial da nova época, o perfil desportivo dos principais candidatos ao título de campeão nacional está quase definido, adivinhando-se ainda algumas mexidas nos plantéis até final do período de transferências. Porto e Sporting investem fortemente, como lhes compete, sem que se perceba muito bem a origem dos respectivos capitais de investimento ficando no ar a ideia do elevado risco de exploração que ambos correm. Cabe aqui salientar o tema dos fundos, extintos por alegada proveniência obscura do correspondente financiamento numa pretensa luta pela transparência e fair-play desportivo. O exemplo português mostra que, afinal não é bem assim; trata-se sim de dificultar a competitividade de uns clubes em detrimento de outros. Sintomático é constatar que, as entidades que perdoaram parcialmente e, ou, reestruturaram as dívidas de Sporting e Porto, que lhes permitem, hoje, relançar os respectivos projectos desportivos, são as mesmas que asfixiaram o Benfica de Vale e Azevedo. Clube este que, cumprindo escrupulosamente os seus compromissos financeiros sem favores de entidades bancárias ou outras, enfrenta os seus adversários em condição de desigualdade. Como dizia o outro, o fair-play é uma treta!

   Porém, parece que poucos se aperceberam, ou fingem ignorar, a exuberante demonstração de competência da Direcção encarnada ao mudar radicalmente o modelo de financiamento do clube/SAD em simultâneo com o sucesso na gestão desportiva da equipa, num campeonato disputado palmo a palmo. A liderança de gestão organizacional e desportiva do  Benfica é uma evidência demonstrada pela contratação de Casilhas - reconhecimento do efeito Júlio César - e de Jesus - cuja evolução muito deve à Direcção encarnada. A liderança desportiva é consequência daquela. 

   A mudança de Jorge Jesus para o Sporting, acrescenta maior expectativa e interesse para a época que se avizinha, já que, aparentemente, confere àquele clube efectivo estatuto de candidato. O futebol nacional necessita de todos os adeptos, em especial dos dos principais clubes, e de incerteza dos resultados; só assim poderão maximizar-se as receitas globais associadas e a competitividade dos clubes.

   Inevitáveis são os excessos por parte de alguns dirigentes, treinadores e órgãos de comunicação social, cada um com os seus motivos; sejam de afirmação pessoal, de atenuação de fracassos recentes, ou de captação de receitas em época de defeso. Criou-se um grande e demorado alarido à volta dos rivais do Benfica subestimando-se  este clube, em consequência dos alegados fracos resultados que obteve lá pelas américas, contagiando até, muitos dos seus adeptos. No entanto, a racionalidade do plano em curso dos Dirigentes encarnados é incontestável;consolidado o projecto da formação com a ascensão de cinco jovens ao plantel principal, os dirigentes aguardaram o resultados do périplo americano para ouvirem o Técnico acerca das necessidades da equipa. Identificadas estas, precede-se às contratações necessárias. Isto é que faz sentido. Os últimos movimentos no mercado mostram que os Dirigentes encarnados estão atentos. Até ao fecho do mercado haverá ainda muitas novidades esperemos que o Benfica se reforce com êxito. A equipa parece necessitar de num defesa esquerdo de raíz, um médio criativo e mais um avançado, especialmente se Gaitan sair.

   Habituados à exuberância e às calinadas, então engraçadas e empolgantes, do anterior Treinador, os adeptos encarnados vêm na sobriedade de Rui Vitória um cinzentismo incapaz de motivar o mesmo empolgamento. No entanto, lembro, por exemplo, o caso de Erikson, pessoa discreta, cordial e serena, que construiu uma equipa talentosa e motivada graças, apenas, à sua competência técnica e humana.

   Filipe Vieira lançou já o repto da vitória à equipa, exigindo-se concentração e determinação. Somos melhores mas temos de querer ganhar.

Força Benfica!      

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