sábado, 2 de julho de 2016

Da Nova época

  
Caude Monet
 

   Das novidades anunciadas pela Liga para a época que se avizinha saúda-se a publicação dos relatórios dos árbitros e a abertura á participação de árbitros internacionais; aumentam a transparência, dificultando a distorção e manipulação dos factos desportivos, e aumentam a concorrência induzindo maior concentração no desempenho. Ao futebol nacional faltam árbitros, e não só, livres das teias manipulação que vagueiam nos bastidores do poder, bem patente ainda na época finda.
 
   Já as ameaças aos clubes por comentários impróprios dos seus funcionários  me parecem estapafúrdias. Antes de mais porque violam um direito fundamental consagrado constitucionalmente; a liberdade de expressão e de opinião. Para a punição de condutas impróprias basta a lei geral. Além do mais, os critérios de avaliação de conduta imprópria, ou lá o que seja, são subjetivos, transferindo mais poder para quem não tem revelado qualquer ponta de credibilidade para fazer respeitar a regulamentação com isenção e universalidade. Veja-se, por exemplo, o caso Slimani; um gozo ao Benfica! É a ERC que, antes de outros, deve agir na proteção da ética dos meios de comunicação. A Liga pode e deve fazer a pedagogia da ética desportiva e sancionar, sim, com objetividade, os agentes desportivos que violem a regulamentação vigente. Antes, deve criar as condições de competência, imparcialidade e rapidez inerentes a quem exerce a justiça, algo que não se tem vislumbrado na sua atuação. Pelo contrário, a justiça desportiva tem constituído mais um instrumento de ação dos poderes prevalecentes em detrimento dos clubes que estes consideram nefastos.
 
   Considerando o que se tem passado ao nível da FIFA, da UEFA, da FPF e da LPFP, a credibilidade das instituições desportivas há muito que passou da fase da suspeição para o estado de decadência crónica. No caso da Liga, a atual titularidade do cargo é disso mesmo exemplo. Não se aceita que uma pessoa, Pedro Proença, que causou tantos danos nos campeonatos nacionais em que participou, contribuindo decisivamente para a deturpação dos resultados desportivos, tenha sido colocado na presidência de uma instituição que deveria ser um exemplo de idoneidade e concórdia.    

A ver vamos.

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