segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Mãozinha do Proença

  
Alberto Pla Y Rubio, 1867, 1937
 
   Apesar de o Vitória de Setúbal ter criado apenas a oportunidade que lhe deu o golo e de ter havido algum ascendente ofensivo por parte do Benfica em quase toda a partida, o empate encerra alguma justiça.
 
   Este jogo revelou, no Benfica, claramente, a falta de Renato, de Gaitan e de Jonas. Faltou músculo no meio campo, criatividade no jogo ofensivo e mobilidade na zona de finalização. Ainda em busca de novas dinâmicas ofensivas, bloqueados nos flancos e pressionados no seu meio campo, com Mitroglou sozinho no eixo do ataque, os encarnados, praticando um futebol direto, tiveram grande dificuldade em criar situações claras de golo e quando as conseguiram lá estava o jovem Varela, intransponível.
 
   O Vitória jogou muito bem posicionalmente fechando bem as linhas, pressionando de imediato o adversário, quase sempre com vários jogadores, defendendo com grande concentração e empenho e recorrendo ao habitual antijogo perante o ascendente encarnado.
 
   Com as entradas de Raul e Guedes o ataque do Benfica foi avassalador e teria virado o resultado caso se tivessem verificado uns minutos mais cedo. A ratice de Jonas fez-lhes falta. Um ponto a menos para o Rui Vitória.
 
  Já Couceiro esteve muito bem com a forma como dispôs os seus jogadores e, sobretudo, no decisão da entrada do avançado sobre o qual foi cometida a falta da qual resultou o golo dos sadinos. Percebia-se a sua pretensão de sacudir a pressão encarnada, segurando o jogo à frente. E teve sucesso.
 
   O árbitro da partida, um tal Manuel Oliveira, da Associação de Futebol do Porto (donde haveria de ser?) - já velho conhecido dos benfiquistas pelo mau desempenho na época passada na Luz no jogo entre o Benfica e o Rio Ave -, com alguns erros graves nos minutos finais impediu os jogadores encarnados de tentarem dar a volta ao resultado. Com Pedro Proença nos destinos da Liga outra coisa não era de esperar; ele, que quando foi árbitro, com decisões polémicas proporcionou vários campeonatos aos azuis.   
 
   Há muito trabalho a fazer no Benfica; a ala esquerda continua sem dono e falta algo no meio campo.  Com o regresso de Jonas tudo se simplificará.
 
   Toca a trabalhar.   

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