O Declínio da Europa
A Europa perdeu a vantagem tecnológica decorrente da Revolução Industrial e procura, desesperadamente, criar um novo ciclo com a "crise" climática. Não vai funcionar! Foi a expansão do comércio internacional, subsequente à descoberta de novas rotas marítimas - de que Portugal foi pioneiro -, que deu origem à primeira Revolução Industrial.
O mercado, a expansão da procura, foi a sua causa. Agora pretende-se forçar um novo ciclo por via administrativa, impondo critérios ao mercado. Não funcionará!
Mas não é tudo; com a caducidade dos atos coloniais, os países europeus perderam a exclusividade do acesso às matérias primas e aos mercados das respetivas colónias bem como do correspondente transporte.
Por outro lado, a competitividade chinesa decorre dos reduzidos custos do trabalho - em regime de semi-escravatura, num contexto de capitalismo de Estado - enquanto na Europa, os custos do trabalho são altos e compulsivamente crescentes.
O Estado Social Europeu, desenvolvido no pós-guerra graças às elevadas taxas de crescimento económico nos trinta anos seguintes, são incompatíveis com as taxas de crescimento atuais.
A exclusividade do conhecimento, que gerou a economia de alto valor acrescentado, inexiste!
Entretanto, o novo ciclo da Revolução Industrial, virá, sem sombra de dúvida, da IA! E que revolução vai ser!
Finalmente, a superioridade normativa europeia, gerada nos séculos XVIII e XIX, fator importante do neocolonialismo subsequente à descolonização, está esbater-se. Enquanto as universidades europeias transformadas em centros de doutrinação ideológica, estão em declínio, os países emergentes, China, Índia, etc., criaram as suas próprias fontes de conhecimento, reduzindo a sua dependência nesta matéria.
Conclusão: De uma forma ou de outra os europeus estão condenados ao empobrecimento; ou reduzem-se os custos do trabalho, ou "descobrem-se" novos fatores indutores de ganhos de produtividade, ou o declínio da quota no mercado internacional continuará a aumentar.
A via, que tem sido seguida, da expansão do mercado interno pela imposição do consumo, é limitada e indutora de tensões sociais.
É neste contexto que surge a questão da imigração; um dos propósitos desta avalanche de imigrantes é, precisamente, o da redução dos custos do trabalho pelo aumento da oferta, apostando na economia de baixo valor acrescentado.
Um delírio gerado pelo desespero.
A UE tem que mudar de rumo, reduzindo tecnocracia e liberalizando a economia.
Peniche, 27 de Junho de 2026
António Barreto

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