Agradecimentos ao amigo sportinguista Romanóvsky
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Jaime Neves, o último guerreiro do império (2)

Jaime Alberto Gonçalves das Neves, faz o
seu batismo de fogo em Dezembro de 1962 em Úcua-Dange, no norte de Angola, onde
permanece até Setembro de 1964, como oficial de reabastecimentos do Batalhão 38,
mais tarde como comandante da Companhia de Caçadores Especiais 365 - CCE365 -de
que fora instrutor em Chaves. Depara-se com vestígios dos horrores da revolta
negra de 1961 e da, ainda mais brutal, resposta das tropas portuguesas, matando, fuzilando a eito.
Voluntaria-se para comandar a CCE365 em
resposta ao pedido dos respetivos soldados insatisfeitos com os formalismos do
seu comandante. A CCCE365 circula pelas
luxuriantes florestas do norte de Angola, por Zalala, Zemba, Quibaxe, Muchaluando
(próximo de Nambuangongo), Piri, Namaúa e Quicabo. Mal armada - com a FN cujo
cano incha após os primeiros tiros -, a CCE365 é flagelada em múltiplas
ocasiões, destacando-se Neves pela presença afetiva mas firme e competência
tática; um conforto para os soldados que que vêm reduzir as baixas para um
morto e vários feridos num acidente de viação. Numa destas ocasiões foi abatido
um avião e morre o filho do Treinador do Benfica Szabo quando se encontrava ao
serviço de uma companhia de cavalaria. Mantêm um distanciamento respeitoso em
relação aos pretos, defende-os contra os abusos dos colonos e presta-lhes assistência
médica através do médico da companhia, Agualusa. Trata os casos disciplinares
facultando ao faltoso optar entre “o papel selado” e o murro nos queixos, sendo
este último o castigo “voluntariamente” escolhido pelo “gebo” ou “coirão”. Recebe os primeiros louvores oficiais por
desempenho “exemplar” em combate.
Na fascinante Luanda, desataviada dos
preconceitos sociais e sexuais, Jaime Neves, ciente da volatilidade existencial de um guerreiro, dá livre curso à
sua exuberante faceta boémia semeando “penache”, em traje de caqui “à colonial”,
lenço vermelho, óculos Ray-ban e jeep, frequentando tudo que “cheire” a fêmea,
cansado das “sarapitolas” do mato; o bairro Marçal, o Bairro Operário e os abundantes
bares de “meninas”.
Regressado à Metrópole apresenta-se no
Regimento de Artilharia de Queluz em Janeiro de 1965 onde se inicia a sua saga
nos Comandos, cujo curso, há-de tirar no exigente Centro de Instrução de
Comandos de Luanda - CIC - no qual só cerca de um terço dos candidatos tem
sucesso. Depara-se com situação caricata a propósito do Eusébio que lá presta
serviço militar; com estatuto especial, o popular jogador do Benfica é alvo da
idolatria dos soldados que fazem fila para ver as suas botas e o seu potente
remate. Perante os protestos dos seus camaradas pelo atraso no pagamento dos
quinhentos escudos do subsídio de fardamento, Neves, benfiquista e “eusebista”,
dirige-se ao Comandante do Regimento na presença do respetivo primeiro-Sargento
e grita-lhes: - Onde está o dinheiro, caralho?! Mas isto trata-se da guerra ou
de apoiar o Eusébio?! Os futuros subordinados de Neves percebem logo ali que estavam
em presença de um chefe a sério.
No Vera Cruz regressa a Luanda, a caminho
do curso de Comandos, com mais de dois mil militares, passando as noites no jogo
do póquer com os seus camaradas oficiais e apresentando-se diariamente às sete
horas para ministrar aos seus homens dura sessão de ginástica matinal. O CIC
fica nas proximidades de Luanda na antiga chitaca do Sr Sousa e nele se
ministra a duríssima instrução de Comandos, quer no plano físico quer no
mental, e se adquire um forte sentido de corpo. Stanley Kubrick, nos primeiros
quinze minutos do seu filme “Full Metal Jacket” dá uma ideia parcial de um
curso do género. Dificultar a instrução para facilitar o combate é a ideia
geral e nas provas que ocorrem durante cerca de três meses, constam como pontos
mais altos a Prova de Choque e a Semana Maluca. Inspirado na Legião Estrangeira,
nos Cursos de Cristandade e nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de
Loyola, mentaliza o instruendo da justiça da morte quando na defesa da Vida e
da Liberdade. Assimilando o marialvismo os instruendos tornam-se fãs de toiros e
fados, consideram o amor um desejo de compaixão e a dor um instrumento de
fortalecimento. Ginástica de Aplicação Militar ou “Ginástica Até à Morte”,
formaturas de ferro, crosses, cambalhotas nas fossas de lama, cai levanta, quedas
na máscara, passo fantasma, milhares de tiros instintivo e de precisão com bala
real, exercícios de explosões de trotil, granadas e minas e muitos outros
exercícios resultam nalgumas fraturas, desidratações e, de vez em quando, um
morto. Hino Nacional, a música de Richard Anthony, de Richard Strauss, o tema
de Zaratustra de Richard Wagner, o Fado do 31 e o Portugal Campino fazem parte
do cardápio de “fortalecimento” mental dos futuros Comandos que culmina com o
famoso grito de combate “Mama Sumé” com que, mortíferos, investem de peito
aberto sobre o inimigo. Tudo superou Jaime Neves, sem queixas, incluindo os
castigos, apesar de mais velho - cerca de seis anos - que os restantes
camaradas, dando o exemplo aos seus futuros subordinados e aos camaradas da
Academia, que lhe atribuem a alcunha, a 2ª, de “Tigre”.
Nas folgas, na “cidade do pecado alegre” os
martirizados Comandos dão livre curso aos instintos, comprovando Neves poder ter
algo de verdadeiro a ideia de que o Império Português pode ter sido alcançado “pas
avec l’épée mais avec le pénis”, o exato oposto do Império Britânico “no sex
please, we are british”.
Por AB
Sintetizado de "Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio" da autoria de Rui Azevedo Teixeira, editado pela Bertrand
(Continua)
domingo, 7 de dezembro de 2014
Malomil: O Parisiense.
Malomil: O Parisiense.: Para quem passou a infância a procurar as parisiennes de Kiraz nas páginas...
Jaime Neves; o último guerreiro do império (1)
O homem do 25 de Novembro nasceu em 24 de Março de 1936 na freguesia de São Dinis, Vila Real, terra de Diogo Cão e passou a infância e parte da adolescência na terra de sua mãe, São Martinho de Anta, a mesma de Miguel Torga, concelho de Sabrosa. Filho de polícia, com mãe doméstica, o jovem Neves, com acesso a sapatos, fato e gravata, na sua pequena aldeia pertencia "aos de cima"; e aos "do meio" em Vila Real onde completou a primária e fez o secundário. Extrovertido, dançarino, pragmático, aluno mediano, benfiquista por acaso depois convicto, Jaime Neves declina a medicina e abraça a carreira militar frequentando o curso de 53/57 da Escola do Exército da Amadora - mais tarde Academia Militar -, onde foi "camarada", entre outros, de Alpoim Calvão - só no 1º ano -, Melo Antunes - Pré-intelectual já devoto das teorias marxistas -, Ramalho Eanes - "irmão" afetivo que viria a considerar, a par de Passos Ramos - covardemente assassinado pelo PAIGC no tristemente célebre "Massacre dos Majores" -, o melhor oficial do exército português -, Pato Anselmo - protagonista do 25 de Abril, do lado errado, mais tarde tradutor no Benfica de Mortimore -, Loureiro dos Santos - craque em Artilharia com doutoramento no Brasil -, Garcia dos Santos - arquiteto das comunicações no 25/04 com quem se virá a incompatibilizar no pós 25/11 -, Almeida Bruno - o militar mais condecorado que viria a candidatar-se à Presidência do Benfica -, Tomé Pinto - Único general com a Cruz de Guerra, alegadamente envolvido na questão das armas do PS que levou o valente e honrado Edmundo Pedro à prisão, por ocasião do 25/11. Neves destaca-se no tiro, especialmente o instintivo, em orientação e navegação terrestre. Descontraído e boémio, Neves cria empatia com os seus "camaradas", "ganhando" a sua primeira acunha - "Rufino" -, ao tentar meter conversa inocente com umas miúdas no elétrico. Célebre ficou o "castigo" que impunha aos caloiros, que consistia em fazê-los decorar e cantar o hino de Vila-Real. Foi na Academia Militar, como membro de uma geração "charneira", que Neves cimentou os valores patrióticos, da "glória" da guerra na perspetiva da Ilíada, da camaradagem e o sentimento de casta, que o levaram a adotar o exército como a "sua família", sobretudo após o falecimento de sua mãe. Alferes a partir de 4 de Agosto de 1957, Jaime Neves iniciou uma longa a notável carreira militar tendo granjeado o respeito dos soldados, a admiração dos seus pares e a distinção das altas patentes militares e do Estado, consubstanciada nas várias promoções por mérito em combate e em múltiplas condecorações, entre as quais a mais valiosa, de Grande-Oficial com palma da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, atribuída por Mário Soares.
É o elegante e imperial Pátria que o leva à cidade da Beira em Moçambique, donde segue para Tete, que o marcará para sempre, e onde dá instrução militar a nativos. Aqui se depara, se dececiona e ofende com o estado primitivo dos negros e a desumanidade com que são tratados, chegando a insurgir-se contra o Administrador da zona, tomando então conhecimento à guisa de "justificação" de que a escravatura já existia em África muito antes dos Portugueses lá chegarem (como se as humilhações a que os nativos eram submetidos tivessem desculpa!).
Em Março de 1958, Neves segue para o Estado Português da Índia como comandante de um pelotão de macuas, ascendendo à patente de Tenente em 1959. É aqui que mais sente a "paixão imperial", o peso da grande História de Portugal, na "Roma do Oriente"; onde tem uma vida tranquila e desafogada e se depara com uma arquitetura tipicamente colonial, de fortes, igrejas e moradias avarandadas, com um povo católico e hospitaleiro apesar de pobre que fala razoavelmente o português e onde as crianças são persuadidas a comer a sopa sob ameaça do iminente castigo do português. Em Goa arranca um dente a frio no odontologista local e provoca uma cena pugilato com o Chefe de Estado Maior de Goa em defesa de uma donzela que lhe parecia estar a ser incomodada por este. Em Maio de 1960, Neves regressa a Moçambique, à cidade da Beira.
Aqui toma conhecimento da morte de sua mãe - que falecera de doença cardíaca quando ele partira para Goa. Sentindo-se desamparado assume plenamente a vida militar; a aceitação libertadora da inevitabilidade da morte. É também nesta cidade que se apercebe da influência da África do Sul em Moçambique, não só entre a população negra mas também na população branca incluindo alguns militares, para sua deceção.
Regressa à metrópole em 1961, a Chaves onde pela primeira vez dá instrução a soldados brancos, à Companhia de Caçadores Especiais 365 que, inesperadamente, virá a comandar em Angola. Aqui se consolida a amizade com Eanes iniciada na Índia, ambos protagonizando animadas e semi-inocentes conquistas amorosas condenadas ao esquecimento. Apesar de oficiais subalternos - Tenentes -, ambos são já respeitados entre soldados, pares e patentes superiores. Para além do por todos reconhecido rigor, seriedade e competência, Eanes revela em momentos privados, entre camaradas, uma faceta informal e até divertida pouco conhecida da generalidade dos Portugueses; reconhecendo a desanimadora "cara de pau" que Neves denuncia, Eanes confessa, com alegado pesar não dispor alternativa. De outra feita, levando a camaradagem a sério mas não a si próprio, como lhe chegara aconselhar Torga, declara-se em público a uma moçoila, por tal lhe ter calhado em sorte entre camaradas, acabando em grande embaraço em consequência da inesperada anuência! Uma amizade autêntica, fraterna, que dura até ao final do primeiro mandato da presidência de Ramalho Eanes.
Créditos: Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio, por Rui de Azevedo Teixeira, Bertrand
(Continua)
Créditos: Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio, por Rui de Azevedo Teixeira, Bertrand
(Continua)
sábado, 6 de dezembro de 2014
Benfica-Belenenses (3-0)
Difícil, esta equipa do Belenenses!, implantada em trinta metros do seu meio campo - tal como fez o Zénit - entregando a iniciativa do jogo ao Benfica, disputou os lances quase sempre em vantagem numérica, atacando pela certa sempre com grande disponibilidade física e mobilidade. Ainda na 1ª parte chegou mesmo a gelar o estádio com um violento remate de cabeça em zona frontal na sequência de excelente cruzamento, valendo aos da luz o excelente posicionamento e reflexos de Júlio César.
No Benfica faltavam ideias, dinâmica, intensidade e criatividade adivinhando-se tarefa árdua perante o nulo com que terminou a 1ª parte. Felizmente a equipa manteve o controlo emocional e Jorge Jesus mexeu bem na equipa ao substituir Lima por Talisca. Lima deu maior mobilidade ofensiva à equipa, proporcionando mais opções de passe, criando espaços e superioridade numérica, razão do golo gazua. Com o pontinho "a avoar" os de belém abriram mais o jogo e com isso beneficiaram os vermelhos que não tardaram a marcar o 2º tento numa grande penalidade, excelentemente concretizada por Enzo, a castigar falta num lance de rotura de sua autoria. Superioridade numérica na área, lances de rotura, remates de meia distância, jogo aéreo, são as soluções para estes jogos, que, sobretudo as duas últimas, devem ser melhor trabalhadas pelos jogadores do Benfica. A confirmar no futuro a meia-distância de Samaris que na 2ª parte desferiu um bom remate a cerca de 30 metros que não saiu muito longe da baliza adversária. De sublinhar uma saída arrojada e invulgar de Júlio César ao rápido avançado azul só travado em falta, am lance de grande perigo para os encarnados.
Com dois a zero, o momento do jogo estava reservado para Gaitan que com um slalom dos antigos, flanqueando, alterando a velocidade e a direção foi driblando adversários até proporcionar um golo de belo efeito de Sálvio numa potente cabeçada em suspensão em resposta ao centro teleguiado de Gaitan. E é isto que dá vida ao futebol e ao Benfica; a fantasia, o fascínio que os grandes jogadores proporcionam muitas vezes inesperadamente. Foi o caso. Parabéns Gaitan. Felizmente não houve lesões entre os nossos atletas, Enzo e Máxi safaram-se do esperado amarelo e Pizzi está de volta.
De sublinhar a correção dos atletas do Belenenses, que se bateram muito bem demonstrando domínio dos princípios de jogo sem recorrer ao habitual à violência de certas equipas.
Nada a dizer da equipa de arbitragem; grande penalidade bem assinalada e uma bola na mão dos azuis bem ajuizada.
Polémica tentaram provocar os jornalistas na sala de imprensa a propósito da ausência de Miguel Rosa e Deyverson . Defendo que não deveria haver empréstimos entre equipas da mesma competição, consciente da impossibilidade de dominar este fenómeno; ainda que tal se verifique, há sempre a possibilidade de promessas de compra, formalizadas ou não, e de aliciamento nos bastidores de atletas influentes. Se um clube, o Porto, usa e abusa deste método há décadas, todos os outros têm o mesmo direito de o fazer, e já nem falo da "fruta". Nada funcionará no futebol ou na sociedade em geral sem uma sólida cultura ética por parte de todos.
Remotas razões do declínio de Portugal
A expulsão dos Judeus decretada por D. Manuel I com o propósito da unificação religiosa do reino, traduziu-se na transferência maciça de capital, conhecimento e iniciativa para o exterior, em especial para os países baixos; os que mais lucraram com a nossa epopeia marítima. Os Judeus, entre os quais os portugueses, destacaram-se não só nas artes e na ciência mas também no artesanato que difundiram por vários continentes graças às redes familiares e ao domínio dos transportes marítimos. Obrigados à conversão ou expulsão, privados à força de seus filhos menores entregues sem piedade a famílias de cristãos-velhos para deles receberem "boa" educação, desalojados - os "convertidos" - de suas casas e realojados de forma a serem "fiscalizados" e denunciados quotidianamente por aqueles, os descendentes dos Judeus portugueses merecem um pedido de desculpas do Estado em nome de todos os portugueses honrados e viabilização da atribuição da cidadania portuguesa aos que a pretenderem. Também nós, portugueses, fomos vexados com este gesto do Rei de Portugal.
Quem sabe se não vem daqui a provinciana invejazinha, a denuncia malévola, o intriguismo, o elitismo pacóvio tão característicos da sociedade portuguesa e que mantêm o país nas malhas do anacronismo. Recordo, a propósito, o caso dos "Mouros" mortos ou expulsos pelos "cristãos" de Lisboa na sequência da peste bubónica, que no século XIV semeou a destruição, morte e fome, por toda a europa, culpando-os do "castigo divino", afinal, invejosos da prosperidade económica das suas laboriosas e engenhosas comunidades.
Ao invés de ignorar a nossa História como é apanágio da ordem instituída, é necessário conhecê-la, aprender com ela e expurgar velhos atavismos que bloqueiam uma velha nação em busca de novo rumo.
Quem sabe se não vem daqui a provinciana invejazinha, a denuncia malévola, o intriguismo, o elitismo pacóvio tão característicos da sociedade portuguesa e que mantêm o país nas malhas do anacronismo. Recordo, a propósito, o caso dos "Mouros" mortos ou expulsos pelos "cristãos" de Lisboa na sequência da peste bubónica, que no século XIV semeou a destruição, morte e fome, por toda a europa, culpando-os do "castigo divino", afinal, invejosos da prosperidade económica das suas laboriosas e engenhosas comunidades.
Ao invés de ignorar a nossa História como é apanágio da ordem instituída, é necessário conhecê-la, aprender com ela e expurgar velhos atavismos que bloqueiam uma velha nação em busca de novo rumo.
(Créditos a João Miranda em Blasfémias)
Patrick Drahi, judeu sefardita (de acordo com a Lei Orgânica n.o 1/2013 o governo pode conceder nacionalidade portuguesa a judeus sefarditas descendentes de judeus expulsos de Portugal). É o maior accionista da Altice.
A Destreza das Dúvidas: Excelente artigo de André Azevedo Alves
A Destreza das Dúvidas: Excelente artigo de André Azevedo Alves: Estando quase de certeza a violar alguma lei com que o André Azevedo Alves não concordará, diga-se, transcrevo quase na íntegra o seu artig...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
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